António Carneiro Jacinto
Domingo, 25 de Março de 2007
S.MARCOS DA SERRA: O FUTURO

Passei grande parte do dia de ontem entre S.Marcos e a Serra como vos tinha anunciado. Primeira surpresa: com a electrificação da via férrea ficou com acessibilidades reduzidas para quem vem de Messines ou do Norte. Algumas populações ficaram ainda mais isoladas. O problema foi, claramente, mal resolvido e mal negociado.

Primeira realidade com que me deparo logo à entrada de S.Marcos: não se pode falar de uma entrada, mas sim de um perigoso labirinto rodoviário, ainda por cima sem o mínimo de dignidade. Primeiro é uma perigosa passagem de nível e depois vocês Serrenhos sabem como é. Problema a necessitar de estudo e negociação na tentativa de encontrar soluções.

A ponte que se vê do miradouro perto da nora com o burro vai desaparecer, quando estiver concluída a Barragem do Odelouca, pois a água ficará à quota dos pilares da ponte. Pelas explicações que me foram dadas pelo meu guia – homem conhecedor como poucos da realidade serrenha – o futuro de S.Marcos da Serra vai ter naturalmente que ser pensado com base nesta nova situação. É minha opinião que este novo dado poderá dar-nos boas pistas para projectar a sério o futuro.

Chegado à Aldeia, primeira desilusão: tinha saído na imprensa regional  que onze aldeias algarvias, entre as quais S.Marcos da Serra, “recebem este ano a Primavera com as ruas e praças vestidas de flores vivas e coloridas, numa iniciativa da CCDR”, Eu vi, de facto, aqui e acolá, uns vasos de flores, mas foi preciso prestar muita atenção. Flop completo. A razão soube-a mais tarde: a CCDR deu 1.500 euros à Junta de Freguesia para pôr de pé esta iniciativa, a decorrer entre 21 de Março e 1 de Julho. Como diria o meu vizinho, “ vão brincar às flores para outro lado e não enganem o pagode”. Simplesmente ridículo.

Chegado à praça principal a grande surpresa. Começavam a instalar-se os primeiros stands para a tão reclamada Feira do Folar. Fiquei a saber que as camionetas da Câmara começaram a descarregar o material na 5ª feira sem que antes disso a Junta de Freguesia tivesse sido informada e iriam trabalhar durante o fim de semana ( horas extraordinárias a 100% e se não houver dinheiro para as pagar, mais dias de folga). Lá estava o vereador José Manuel Alves, meio atrapalhado quando lhe perguntei quando tinham tomado a decisão, o encarregado e diverso pessoal dos serviços de carpintaria e pintura da C.M.S..

A Junta de Freguesia não integra a organização e como já foi referido publicamente, fez chegar essa posição à C.M.S.. Dos possíveis 19 expositores deverão estar presentes, efectivamente entre dez e onze. (viria a encontrar-me mais tarde com o produtor de aguardente de medronho Serra de Silves, Luís Sequeira, na Aldeia do Talurde que me disse ter levado 3 anos para obter autorização da C.M.S.). Não me compete, neste momento, falar sobre legais e ilegais, mas considero que a Câmara Municipal devia incentivar e ajudar os produtores a regularizar as suas situações.

Antes de almoçar no magnífico restaurante da dona Maria Lima, estive à conversa no Café Serrano. O “João da Serra não apareceu” e disseram-me que tinha lá estado antes de eu chegar o bloguista Rui Grilo. S. Marcos da Serra é uma aldeia parada no tempo, de gente humilde e trabalhadora, mas muito envelhecida (80% da população tem mais de 50 anos). Freguesia com 150km2, em dez anos perdeu à volta de 1.000 habitantes e nos próximos dez, se nada se fizer, poderá passar dos actuais 1.400 eleitores para cerca de 400.

Depois de percorrer a Aldeia e viajar pela lindíssima serra até Silves, senti uma profunda angústia por aquilo que me foi dado ver. Temos de agir. Temos de fazer algo para alterar este estado de coisas. Não podemos fechar os olhos, fazer de conta e transformar aquelas pessoas em números que contam pouco na lotaria eleitoral.

A Secção dos Bombeiros de S. Marcos da Serra fechou porque Messines entendeu que dava prejuízo. Não sabia que os bombeiros eram instituições para dar lucro. A serra que foi queimada não foi reflorestada. Que desolação.

A realidade é que o futuro do Concelho de Silves está na Serra. O litoral está esgotado. Quem não pensar desta maneira condena à desgraça o futuro.

Quero dizer-vos que, sem qualquer demagogia, vos irei apresentar, o meu projecto para o vosso futuro. Um projecto a pensar, como sempre, nas pessoas e ao serviço das populações. No século XXI é no mínimo indecoroso que ainda exista gente entregue ao seu destino.

 



publicado por António Carneiro Jacinto às 13:26
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30 comentários:
De Zorra Berradeira a 25 de Março de 2007 às 18:14
Recomeço a respirar fundo e a ter fé.
Volo a reencontrar o candidato que se preocupa por conhecer as pessoas e terra que procura gerir, que tem projectos, que se mostra virado para o FUTURO e que entende que este futuro passa pela Serra e Beira Serra, face a um Litoral esgotado. E sobretudo ,respiro fundo porque encontro um Homem que se preocupa com as PESSOAS do seu Concelho e com as quais procura dialogar de freguesia em freguesia. Conhecer os problemas locais, num Concelho tão heterogéneo como o nosso.
Mas cá da minha gruta, junto ao rio, entristece-me saber que os bloguistas João da Serra e Rui - que tanto estardalhaço fazem a torto e a direito - em vez de aparecerem para trocar ideias e juntar esforços, não senhor. Ou não apareceram ou já tinham ido de abalada... Mal vai a procissão quando os andores marcham cada um para seu lado, ó amigos, e São Marcos é que acaba prejudicada


De João da Serra a 25 de Março de 2007 às 19:03
Amiga Zorra,

Não me parece que o amigo Carneiro Jacinto estivesse à espera de foguetes e banda de música ao chegar a São Marcos. Nem me parece que lá fosse para se encontrar comigo ou com qualquer outro Irredutível. Não somos nós que temos o dever de explicar a Carneiro Jacinto os problemas de São Marcos. Ele sabe bem disso e foi lá aprender com as pessoas, que é precisamente aquilo que nós todos estamos a fazer: a aprender a conhecer este candidato e ver se vale a pena, mais tarde, apostar nele.
Se, em vez de Carneiro Jacinto, fosse Isabel Soares a lá ir garanto-lhe que estaria presente para lhe pedir contas e explicar o que de mal está a ser feito na freguesia.

Ficamos contentes com a visita mas, pela pluralidade do blogue, vamos ter que reunir e ver se existe unanimidade no apoio a qualquer candidato. E se assim for vão dar por nós de certeza.


De Zorra Berradeira a 26 de Março de 2007 às 13:03
Amigo João

Quando lhe referi que seria interessante estar presente para conversar com o candidato é porque me parece que a melhor maneira de conhecermos uma pessoa é conversar com ela. Ou o meu amigo não pensa assim?
E esta era uma das maneiras mais fáceis de o levar a ajuizar se valeria ou não a pena apoiar o referido Candidato. Uma maneira de o conhecermos é falar com ele. Porque basearmos a nossa opinião só pelo que lemos ou ouvimos sobre as pessoas é pouco. Assim como todo ssomos poucos para falarmos e aprendermos uns com os outros.
Diz o meu amigo que se fosse a Presidente estaria presente pela certa, para ajustar contas com a Srª... Afinal os meus amigos gostam mesmo de atordoadas!!! porque conversas calmas de aprendizagens mútuas parece não ser convosco, precisamente tendo em conta a pluralidade do blog. Mas novas oportunidades surgirão e aí, talvez sejamos poucos para falar e trabalhar sobre S. Marcos da Serra, aoesar de algumas diferenças quanto a soluções de futuro... Mas é na pluralidade, no diálogo e com bom senso que se faz a diferença.
Um abraço da beira rio para a Serra.


De João da Serra a 26 de Março de 2007 às 15:05
Cara Zorra,

O nome João da Serra tem tanto a ver comigo como Zorra Berradeira há-de ter a ver consigo. Pela forma como escreve está bom de ver que a minha amiga tem razões para não querer dar a cara. Certo?! De outra forma não se entendem as suas moralidades sobre a minha pessoa não aparecer publicamente ao candidato Carneiro Jacinto.

A nossa aldeia é muito pequenina e, para poder dizer certas coisas, temos que recorrer ao anonimato. Sabe que nestas terreólas as caçadeiras estão sempre atrás da porta e carrega-se no gatilho por tudo e por nada. Nunca fiando.

Para já não me interessa dar a cara. Até alguns dos colegas do blogue não sabem quem sou eu. Quando chegar a altura decidirei se devo ou não aparecer e, se assim entender, procurarei por minha iniciativa o candidato que me merecer maior dose de confiança para expor as minhas ideias e manifestar o meu apoio.

Para rematar, e tanto quanto me foi dado a conhecer, o Dr. Carneiro Jacinto não há-de estar muito interessado em misturar-se com a malta dos blogues aqui dos lados da serra e até desconfio que só me desafiou a mim porque, de todos, era o único que ele já sabia que não ia aparecer.

Fique bem estimada Zorra e aguarde por novidades minhas. Ainda havemos de beber uma cervejita.


De Zorra Berradeira a 26 de Março de 2007 às 18:28
Amigo João!
Tem o meu amigo toda a razão quando diz que o meu heterónimo tem tanto a ver comigo, quanto o seu consigo. E agora percebo qual a razão porque não apareceu e não só a entendo como a respeito. Quanto ao facto do candidato Carneiro Jacinto querer ou não conhecer a malata dos blogs, isso só ele pode responder, mas pelo que tenho lido e ouvido dele parece-me que não é de excluir ninguém e muito menos a malta dos blgs. Senão seria um contracenso. Não é ele também um autor de um blog?
Quanto à cerveja. Sim senhora. Havemos de tomá-la com umas fatiazinhas de pão caseiro e presunto. Fica combinado.
E aí vai mais um abraço da beira rio.


De Tonny a 27 de Março de 2007 às 16:54
Isto é tudo secreto só o Tonny é que dá a cara!!!!! hehehe Ao que isto chegou toda a gente tem medo de represálias. É triste ver a força destes pequenos poderes gerar um sentimento que devia estar enterrado desde o 25 de Abril. É por estas e por outras que o salazar foi eleito o maior Português de sempre!!


De António Carneiro Jacinto a 26 de Março de 2007 às 22:50
Onde é que você foi desencantar essa de que eu não me quero misturar com a malta dos blogues da serra.Quem lhe vendeu essa ou é burro ou mall intencionado.. Não sou preconceito-se muito menos em relação a gente com vocês.Depois essa de o ter desafiado porque sabia que não ia aparecer ainda é mais absurda.Não só estava à espera que aparecesse como, por via das dúvidas esperei uma hora..Esta é uma história muito mal amanhada.


De euviumsapo a 25 de Março de 2007 às 18:24
Pois assim é são marcos, sempre esquecida, com todas a infraestruturas a passarem mesmo ao lado.
Quanto à serra e aos serrenhos e quando digo serrenhos incluo-me neles, porque cresci na serra sem infraestruturas, sem electricidade de caminhos de terra batida, pk sou de uma serra de troca directa de produtos entre vizinhos, ém que a única fonte de rendimento de familias inteiras era o trabalho prestado pelos serrenhos à cidade era trabalho do campo nas grandes fazendas das familias ricas de silves e por algumas mulheres o trabalho árduo de horas a fio nos ribeiros a lavar e corar as trouxas de roupa batidas horas a fio numa pedra xistosa e enxaguadas nas correntes de água limpa com que a chuva as abencoava, hoje até correntes nos faltavam nas ribeiras da serra de silves..
Cconsidero convictamente que passa pela serra o nosso futuro e que é aí, que reside a grande aposta no desenvolvimento do concelho nos mais diversos niveis, populacional, agricola, florestal, agroambiental, turistico , cinegetico, e até mesmo ambiental , realmente o concelho de silves é um privilegiado tem serra para " dar e vender", ou seja serra que dá para tudo e para todos, desde que tudo seja muito bem pensado, planeado e gerido. Usufruimos de espaços cheios de aptencias aos mais diversos vectores ecnomicos, agora precisamos de estudar esta nossa serra exaustivamente e cautelosamente, ou ainda a estrangulamos.
Sou pelo desenvolvimento sustentado e sustentável da maior área que cobre o concelho de Silves, e ao contrario de muitos que não lhe veêm qualquer riqueza, e que a consideram uma calcanhar de aquiles, eu penso que " ouro "do nosso concelho está neste espaço povoado de estevas, xistoso e rude.



De FJCMB a 25 de Março de 2007 às 22:40
Caro António,

Antes de mais, fico satisfeito porque o meu amigo já se encontra em boa forma.
Em relação à vista a S. Marcos da Serra, fico agradado pelo interesse demonstrado pelo candidato em relação a esta e qualquer outra freguesia deste concelho.
Para aqueles que habitam ou têm qualquer tipo de interesse nesta freguesia, convem aproveitar este tipo de opotunidade para saltar a terreiro, provocar discussão e emitir opinião.
Não se esqueçam que a troca de ideias é o melhor remédio para fazer face à descrença!!!


De José Meireles a 25 de Março de 2007 às 23:24
Sr. Carneiro Jacinto

Sobre a Barragem do Odelouca, vejo que o Sr. foi mal aconselhado. É que sobre a Barragem foram feitos vários estudos (projectos), em que num deles o coroamento estava na ribeira de Monchique e a água contida na albufeira ia para além da linha férrea. Por motivos óbvios, a bacia da ribeira de Monchique deixou de fazer parte da bacia de Odelouca. A partir daquí foi estudada nova localização para o coroamento da albufeira do Odelouca, baixando a cota máxima de água.
O único pequeno viaduto previsto é na Sapeira onde inicialmente foi proposto também um dique para que aquela zona podesse ter sempre um espelho de água e poderia trazer algumas contrapartidas do ponto de vista do turismo. Mas o INAG não aceitou esta ideia dos projectistas. Logo a ponte a que se refere nunca iria (vai) ficar submersa e vai continuar como está, uma vez que nada foi previsto para a substituir. Apenas o que lhe referi.
Os acessos previstos são nas zonas do Quebra Bilhas e Sapeira (com o viaduto) dada a cota futura da água.
Ainda assim, depois deste esclarecimento e para saber algo mais aprofundado sobre a Barragem do Odelouca, sugiro-lhe que vá ao INAG, na delegação do Enxerim, que fica naqueles barracões de madeira junto à ponte e tente falar com o Engº Resende.
Um abraço

Até breve.


De o conselheiro de CJ a 26 de Março de 2007 às 22:22
Caro José Meireles

Agradeço que se desloque ao Encherim e fale com o Srº Engº Resende porque está de facto muito enganado com a Barragem do Odelouca..
No entanto posso desde já adiantar o seguinnte:
1- Em nenhum dos estudos efectuados para a implantação da Barragem do Odelouca esteve prevista a sua construçaão na ribeira de Monchique pois a sua implantação sempre foi estudada para a ribeira de Odelouca daí o nome dado á Barragem a criar
2- Inicialmente estava prevista a construção da barragem a jusante da inserção da ribeira do Alferce, na ribeira de Odelouca
3- Por razões várias e que se prendem com a reclamação apresentada, em Bruxelas, pelos ambientalistas, foi o local de implantação desviado mais para montante, mantendo no entanto a cota do coroamento, isto é a cota 102.00 m
4- No sitio do Quebra Bilhas, a estrada que liga S. Marcos da Serra á Nave Redonda ficará submersa o que obrigará a construir um novo troço mais para Norte
Como não julgamos ser detentores da verdade absoluta, agradeciamos que efectivamente contactasse o Engº. Resende a fim de esclarecer em definitivo este assunto
Claro que se pretender um esclarecimento ainda mais actualizado poderá deslocar-se á sede das Águas do Algarve, novo dono da obra ou á sede da Firma Teixeira Duarte a quem foi adjudicada a construção da Barragem de Odelouca.


De Ze_Quintas a 27 de Março de 2007 às 21:07
Deve ter-se enganado em relação à ribeira em causa. De facto como o Sr. Meireles referiu, inicialmente a barragem estava prevista para jusante da confluência da Ribeira de Odelouca e da Ribeira de Monchique e não da Ribeira do Alferce como refere.
Se quizer pode consultar um relatório elaborado pelo INAG aquando das cheias de 1997.
http://www.inag.pt/inag2004/port/a_intervencao/d_hidrico/pdf/a_impacte_amb/cheias_odelouca_1997.pdf
Penso que um intitulado "conselheiro de CJ" deverá ter mais atenção nas coisas que escreve.
Se tivesse conversado com Srº Engº Resende, teria sido certamente ilucidado.
Continuação de bom trabalho.
Cumprimentos.


De Laranja-Azeda a 26 de Março de 2007 às 17:22
Caro Carneiro Jacinto.
A Feira Folar está condenada azedar, como outras anteriores, onde está houver uma laranja azeda, está o pomar contaminado.

um abraço vitaminado


De Ouro Negro a 26 de Março de 2007 às 20:45
É pa !!...
Assim não!..
...então o C.J.procura apoios locais, marca encontros e depois a malta não aparece!?.
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É pa !!... <BR>Assim não!.. <BR>...então o C.J.procura apoios locais, marca encontros e depois a malta não aparece!?. <BR class=incorrect name="incorrect" <a>Pô</A> assim como vai ele querer pagar ai umas min'ssss <BR>Vá e vamos lá animar estes blogs, porque já se percebeu que a falar a serio niguem passa cartão à coisa. <BR>O Samuel e o resto da malta tem tino pá coisa. <BR>Vamos ás miiiinn'sssssssss . <BR class=incorrect name="incorrect" <a>hup.hup</A> .


De Joao a 26 de Março de 2007 às 23:01
Por falar em S. M. Serra querem uma aposta que o presidente da junta de S. M. Serra vai dar uma ajuda na aprovação do orçamento??
Será que aqueles que aqui criticam a Srª Drª vão-lhe fazer a vénia aquando da Feira do Folar ???
Será que a Srª Drª vai agora a Viseu para saber como é que se faz a Feira de São Mateus e traz esse bom exemplo de organização para o nosso concelho ??
Será . . .
Aleluia


De SILVENSE ATENTO a 26 de Março de 2007 às 23:28
Caro (a) J.B. … e a todos os interessados. (continuação…nº4)


Hoje a prosa é sobre o ex-presidente da Junta de Freguesia de Tunes,
ex-presidente da Associação de Pais da Escola do Algoz, ex-director da Estação Eléctrica de Tunes, ex-provável e desejado assessor da presidente da Câmara Municipal de Silves, ex-vereador da Câmara desde meados de 1998 a 2001, ex-tudo e muitas coisas mais, mas principalmente, o
ex-menino bonito de Isabel Soares. Como facilmente já perceberam, estou a falar do Eng. Sousa Ribeiro.
Homem de sorriso fácil, afável e bem falante, era (ainda será?!..) pessoa que “cativava”: dizem até que estes predicados foram os seus principais trunfos para “conquistar” a população de Tunes e …
Não fez parte da lista inicial de 1997 p’rá Câmara somente por razões de estratégia, pois como se sabe, a concentração de eleitores “obriga” a que haja um candidato de Silves, um de Messines e um de Armação de Pêra; contudo, ficou reservado para si o lugar de assessor, até que corressem com Hélder Patrão, como viria a acontecer e como expliquei em prosa anterior.
Com a tomada de posse como vereador a meio de 1999, estava atingida meia etapa do seu objectivo. Só que, no pelouro que lhe coube – precisamente o mesmo que tem hoje Domingos Garcia -, não soube ou não quis respeitar uma regra de ouro, estabelecida “forçadamente” por Isabel Soares para duas secções daquela área, para levar o mandato até ao fim em estado de graça.
Esta regra de ouro estabelecida por Isabel Soares, especialmente para uma das secções, era do conhecimento do seu adjunto da altura, Domingos Garcia, que embora tivesse confessado não acreditar na sua existência, não o deveria ter feito, uma vez que foi ele quem mais contribuiu para que se proporcionassem as condições que levaram a que Isabel Soares “forçadamente” a estabelecesse. Passados quase dez anos acabou o próprio Domingos Garcia por ser uma das vítimas daquilo que criou e posteriormente defendeu e alimentou.
O facto de passar demasiado tempo na prossecução da outra metade do seu objectivo (ser presidente da câmara), competindo e rivalizando com a presidente na exibição do seu charme, de ter feito até almoços com funcionários onde lhes revelou essa intenção, aliada à displicência no tratamento de vários assuntos e situações, e ainda ao facto de não ter sabido ou querido submeter-se à tal regra, não foram motivos determinantes para que o “encantamento” de Isabel Soares por Sousa Ribeiro se tivesse quebrado, pela simples razão de que nunca houve “encantamento” algum; ele foi um dos muitos que a Belinha se serviu para alcançar os seus fins e não fazia parte dos seus planos para o que havia sido congeminado, e só se apercebeu disso quando viu que ia ficar de fora nas listas de 2001.


De Compreensão Lenta a 27 de Março de 2007 às 22:01
Senhor Silvense Atento

A citação que segue está no seu comentário e deixou-me curioso:

"Esta regra de ouro estabelecida por Isabel Soares, especialmente para uma das secções";

O que sabe ainda (mais) e não quiz revelar? Que "regra" é essa?

Agradeço desde já o seu esclarecimento.

Compreensão Lenta


De SILVENSE ATENTO a 27 de Março de 2007 às 22:22
Como prometido, relatei em quatro curtas prosas um número ínfimo de episódios e factos passados, sobre como foi o relacionamento de Isabel Soares com os seus ex. - vereadores. Sei que muita gente ficou como que com água na boca, queriam mais, achando até que, nas entrelinhas, ficaram coisas por dizer ou foram ditas de forma cifrada. Lamento se algumas expectativas foram logradas mas relatei o que sabia e o que “podia”.
Se as primeiras prosas versavam os finais dos anos 90, em breve darei início ao novo ciclo, o século XXI, os antes e os depois do segundo mandato, até aos dias de hoje.


De José Meireles a 27 de Março de 2007 às 01:27
Caríssimo Conselheiro do CJ

Não estou e nem quero estar em disputa sobre conhecimentos da Barragem do Odelouca
Os meus parcos elementos que possuo, levaram-me a considerar erradamente a ribeira de monchique. Mas pelo que o Sr. Conselheiro refere (ribeira de Alferce), não tenho razão para duvidar. De facto a bacia hidrográfica da Albufeira do Odelouca não integra a ribª de Monchique.
Quanto à cota do coroamento 102, confirmo a sua informação, razão pela qual a estrada na zona do Quebra Bilhas tem que ser restabelecida conforme referi no meu comentário.
Como parece estar de posse de dados mais actuais, gostaria que me confirmasse se está ou não previsto o Viaduto na zona da Sapeira e confirmasse também se alguma ponte existente vai ficar submersa, com a construção da Barragem, uma vez que não faz referência a tais elementos. Ficando eu na posse de novos dados, não voltarei a cometer tais imprecisões.
Como ninguém é dono da verdade absoluta, procuremos aumentar nossos conhecimentos com a convicção de que poderão ser úteis amanhã.


De o conselheiro de CJ a 27 de Março de 2007 às 21:15
Caro José Meireles
Grato pelo seu comentário.
Claro que não se trata de uma disputa de informações ou conhecimentos, mas tão somente uma troca de informações que nos habilitem a todos a poder participar de uma forma mais activa, responsavel e coerente nos assuntos que a todos dizem respeito e, que no caso presente de S. Marcos da Serra é irredutivelmente uma necessidade
Passemos aos esclarecimentos:
- Na Sapeira está prevista a construção de uma ponte e um açude com o objectivo de criar um espelho de agua a montante da Sapeira
- Julgo poder afirmar que não existe nenhuma ponte a submergir que não seja substituida por ponte a construir
- Existe, isso sim, um conjunto de "pinguelas" e de passagem a vau que serão suprimidas
- Em S.Marcos da Serra creio que não está prevista a construção de ponte, a substituir a existente, estando prevista a construção de um açude, a jusante da ponte existente
Logo que tenha mais novidades acerca deste tema terei todo o gosto em passar a informação.
Até lá saudações cordiais...



De D. JUJU a 27 de Março de 2007 às 11:02
Em 1º Lugar pergunto o Sr. Carneiro Jacinto tem vivido onde? Por favor digam-me porque não entendi até ao momento tanto interesse agora por Silves! Em relação ao "João da Serra" não ter aparecido em S. Marcos, ele avisou com antecedência de que não se iria identificar e com ele concordo. Além de demais a visita do Sr. Carneiro são me parece que fosse uma reuniao com os bloguistas, mas sim conhecer S. Marcos da Serra.


De ATENTO DOS ATENTOS a 27 de Março de 2007 às 19:06
A TODOS OS MUNÍCIPES



O JORNAL DO REGIME anunciou que o caso Viga D’Ouro e Câmara já estava encerrado e que tinham havido condenações.
Tenho que reconhecer que o Linha justifica e bem, aquilo que lhe pagam.
Igual a ele só o tal ministro ou porta voz do governo de Sadam para a comunicação social. Contudo, ELES sabem que EU sei em que ponto está o assunto.
Para todos os munícipes aqui fica a informação.

A INVESTIGAÇÃO PROSSEGUE E ESTÁ NUM PONTO QUE DE MOMENTO NÃO POSSO REVELAR

NÃO ESTÁ EM CAUSA ACREDITAREM OU NÃO… É SÓ ESPERAR COM CALMA


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