António Carneiro Jacinto
Sábado, 7 de Abril de 2007
O ALGARVE MEXE: SILVES PÁRA

O Algarve mexe. Mexe e bem na oferta cultural. Vejam só o que a imprensa regional divulga:

1. S. Brás revive tradição na Festa das Tochas Floridas;

2. Olhão agita-se com a Expomar, Feira do Mar e das actividades náuticas;

3. Portimão aproveita a Páscoa para um concerto alusivo à quadra;

4. A Orquestra do Algarve actua na Igreja Matriz de Alcoutim;

5. A ACTA-A- Companhia de Teatro do Algarve estreia a peça “O coração

   de um homem”, com representações previstas em Loulé, Albufeira,

   Tavira, Lagoa, Faro e Alvor; a peça “Em papel perfumado” vai à cena em

   escolas de Tavira, Albufeira, V.R. Santo António, Portimão e Loulé;

6. A Orquestra do Algarve actua, no mês de Abril em Lagos, Alcoutim,

    Faro, Loulé, Tavira e Castro Verde;

7. Por último, mas claramente o mais importante, o Festival Internacional

    de Música do Algarve, que ontem começou em Faro, onde terminará em

    10 de Junho, com passagens, a fazer crescer água na boca para

     melómanos e não só, por Lagoa, (20de Abril), Loulé, Alvor, V. Real de

     Santo António, Lagos, Portimão, etc.

Já perceberam certamente onde quero chegar. Silves nada. Zero. Aliás, um cartaz gigante, à entrada da cidade, a anunciar o Festival Internacional de Música do Algarve. E não venham com a história de que é por falta de equipamentos culturais. Como já referi, mais do que uma vez, o que falta é uma verdadeira política cultural e vontade de fazer coisas. Os Silvenses, de há muito tempo a esta parte, têm de pegar no carro e sair da cidade para ver cinema, ouvir música, clássica ou moderna, enfim para terem acesso àquilo que constitui uma componente fundamental da sua qualidade de vida.

Em tempo de Páscoa é importante reflectir no que por aqui se vai passando. A referência à ausência de eventos culturais aplica-se a tudo o resto. A Câmara está parada, não tem possibilidades financeiras seja para o que fôr e tudo se resume à Feira Medieval.

Metade da Fábrica do Inglês já foi vendida à empresa Oceanic. Nenhuma novidade, pois de há muito que os poucos espectáculos eram integralmente financiados por estes industriais do Golfe. Parece que o Sr. José António Silva, accionista maioritário, oscila entre construir na outra metade um Lar para a Terceira Idade ou …um Hotel. Será interessante o convívio, em qualquer das duas hipóteses, entre os utentes do Lar e do Hotel com as festarolas paredes meias.

Em tempo de Páscoa, a história que ilustra bem a situação a que chegou a cidade de Silves teve a ver com a procissão dos Passos. Remendou-se a rua que vai desde as Portas da Azóia, passando pela Afonso III até à Igreja da Senhora dos Mártires, para a procissão passar; e depois voltou-se às obras pelo facto das condutas ali recentemente instaladas terem já começado a rebentar. E ainda a procissão vai no adro.

Resta-me a Feira do Folar. Amanhã lá estarei.



publicado por António Carneiro Jacinto às 21:58
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29 comentários:
De Se eu fosse presidente a 7 de Abril de 2007 às 22:46
No primeiro dia de trabalho contactava uma empresa. Abria um concurso CLARO e mandava-os instalar relógios de ponto para que todo o trabalhador do nosso município possa, todos os dias, sair do trabalho a horas certas.


De Anónimo a 8 de Abril de 2007 às 04:11
O problema não é só esse! É também a velocidade a que se trabalha naquela 'instituição'


De Anónimo a 7 de Abril de 2007 às 23:06
Senhor Carneiro Jacinto,
Reconheço que tem carradas de razão em tudo o que disse mas, parece-me que existe alguma injustiça da sua parte ao não reconhecer o valor do concurso de "APANHA DE MINHOCA" que aconteceu há poucos dia no Rio Arade, em que até a senhora presidente participou, bem como altas individualidades do Algarve.
Foi muito bonito e foi notícia na imprensa,
Já alguém tinha tido tão brilhante idéia?
O que é preciso é i m a g i n a ç ã o.
Lince de Silves





De António Carneiro Jacinto a 8 de Abril de 2007 às 09:43
Estes três comentários não têm rigorosamente nada a ver com o que escrevi, o que começa a ser um hábito pouco salutar.Eu digo alhos e respondem com bogalhos...Pura perca de tempo.


De Se eu fosse presidente a 8 de Abril de 2007 às 11:49
Falemos então de alhos e deixemos os bogalhos para mais tarde. Mas olhe que os bogalhos a que me referi não são perca de tempo, muito pelo contrário, literalmente. Percebo é que sejam assunto muito melindroso para ser tratado por um mero "bloguista".

Se eu fosse presidente…

…criava protocolos com as escolas do concelho para que estas pudessem utilizar espaços como o teatro Gregório Mascarenhas Neto no caso da freguesia de Silves e de forma a que nas outras freguesias acontecesse o mesmo. A programação destes espaços não poderia ser temporária mas PERMANENTE para que as pessoas soubessem que, por exemplo, SEMPRE e num determinado dia do mês à noite tinham uma peça de teatro encenada por alunos do concelho no seu teatro. Acredite que há muita gente nova que gosta de teatro.
Não podemos ignorar que o concelho de Silves vai desde São Marcos da Serra até Armação de Pêra. Se as pessoas querem por exemplo, ir ao cinema, acabarão sempre por ir aos centros comerciais porque lhes oferecem estacionamento, mais variedade de escolhas, etc. Na minha opinião o que devemos esperar para espaços mais pequenos e mais específicos é que tenham uma programação, de preferência não profissional, feita e virada para a população local.
Os silvenses não vão deixar de sair da cidade para ir ao cinema, ver concertos, etc e o mesmo se passa com os Messinenses, Armacenenses, e todos os outros habitantes do concelho.

O que a direcção de um concelho não pode fazer é ficar a dormir à espera que lhe caiam nas mãos pedidos de companhias de teatro ou outros organizadores de eventos ou como acontece actualmente, ficar rendida às vontades de um grupo económico e bloquear tudo o que possa concorrer com programa cultural de num espaço que mais parece uma prisão e em que os eventos culturais se passam numa tenda, tudo porque tem interesses nesse buraco. Seria caso para dizer, tendas há muitas...


… pedia apoio à população para ajudar na organização de tudo o que fossem actividades culturais no município.


… incentivava o aparecimento de grupos de cidadãos que se propusessem a organizar eventos culturais no concelho.

E não se esqueçam dos bogalhos
Q


De Joao a 8 de Abril de 2007 às 14:49
Olá!
Se estas são as iniciativas da senana pascoal imagine as comemorações que vêm por ai no 25 ABRIL.
Querem um bom exemplo? Aqui vai :
O Silves Futebol Clube está a organizar um torneio que envolve cerca de 250 crianças, parte significativa são Espanhois. Se cada miudo levar os pasi e um irmão atrás, já falamos de 1000 pessoas. Imagine que a Divisão de Cultura da Câmara organizava nos tempos mortos do torneio visitas guiadas ao nosso concelho. Será que não era um bom cartõ de visita para numa próxima voltarem a visitar e recomendar o nosso concelho?
Será que a nivel futuro não iriamos retirar proveito desta iniciativa?
A continuação de uma SANTA SEMANA PASCOAL


De Santa ignorância a 8 de Abril de 2007 às 22:36
Semana pascoal.... Que tristeza


De Vizir a 8 de Abril de 2007 às 21:07
O Sr. CJ só agora constactou o nível das iniciativas culturais da CMS porque só agora vive mais de perto e está a inteirar-se dos problemas da terra.
Pois nem era necessário grande perspicácia. Bastava tomar conhecimento da Agenda Cultural que é editada todos os meses. É de uma pobreza franciscana.


De Tira Teimas a 8 de Abril de 2007 às 23:54
Meu caro " Se eu fosse Presidente".

Não querendo falar de "Bogalhos", quero apenas constatar que o meu caro amigo não percebe nada de teatro nem tão pouco de animação cultural. Não é que eu esteja de acorco com a politica cultural da Câmara, mas a minha formação académica não me permite concordar consigo. Tenho pena mas desta vez tenha paciência. Só mesmo quem nunca andou na formação cultural de novos publicos, pode pensar que o Teatro Mascarenhas Gregório é para protocolos com escolas.
Pois pelo conhecimento que tenho é precisamente isso que a autarquia tem pensado no regulamento interno do equipamento. E digo-lhe que o caminho não é por ai. Mas a ver vamos como diz o cego.



De João da Serra a 9 de Abril de 2007 às 11:26
Mais um aluno da Universidade Independente a puxar dos galões...

Este país tem um grave problema. Temos poucos licenciados (muito menos que a média) mas dentro desses poucos temos a maior taxa de imbecis da Europa. Julgam esses imbecis que alguém que não andou a torrar o "dinheirinho" dos paizinhos durante 5 anos não pode ter uma ideia válida... "Falta-lhe consistência..." - dizem eles de peito cheio.

Continue a falar caro "se eu fosse presidente"... se não o deixarem aqui use o nosso blogue... mas não se deixe abater pelos tipos que tem necessidade de puxar pelos títulos académicos para ser levados a sério.


De ignorante que não gosta de teatro a 9 de Abril de 2007 às 16:28
Parece que este tira teimas é mais um mamão de subsídios que acha que teatro e cultura só são bons se o povo não gostar ou não compreender. As salas ficam vazias e depois os culpados somos nós, os ignorantes, que não gostamos do que é bom.

Upsss... Peço desculpa, Sr Doutor Tira Teimas. Esqueci-me do titulo académico.


De Anónimo a 9 de Abril de 2007 às 19:51
Senhor/a Tira Teimas,
Invocar formação académica para dar credibilidade a uma opinião, não me parece sinal de grande elevação, pelo contrário, parece-me ser sinal de fraqueza.
Por que não puxou dos galões quando achou que a política cultural da Câmara estava errada?
O diploma comprovativo não terá sido emitido nalgum Domingo à Tarde, como parece ter estado em moda.
Que me desculpe Fernando Namora, pelo plágio.
Já pensou que o Senhor/a "Se eu fosse Presidente" pode possuir formação académica igual ou superior à sua?Já pensou que até tem razão naquilo que disse e que ao sugerir a criação de espaços como o Teatro Gregório Mascarenhas Neto, apenas se limitou a dar um exemplo do tipo de espaços que são necessários.
Não será absurdo um Teatro com aquelas características estar encerrado?
Não é triste ter sido inaugurado de forma fraudulenta?
Se o Teatro é demasiado valioso para ser utilizado ,em permanência, pois, criem-se outros espaços.
Que se criem espaços e que se dê cultura às populações.
Lince de Silves




De Tira Teimas a 9 de Abril de 2007 às 23:19
Esta cena até dá vontade de rir.
Então este local podemos ou não dar a nossa opinião? Podemos discordar ou não das opiniões uns dos outros? É um local livre ou não?
Quando falei em formação académica não é para puxar galões nem tão pouco fazer valer disso para saber mais que outros. Foi apenas para transmitir que em termos técnicos é errado efectuar protocolos com as escolas para a situação especifica do Teatro Mascarenhas Gregório. Por várias razões de ordem técnica tão somente. Queiram então tomar conhecimento que no concelho de Silves existiam em 2006, 4 grupos de Teatro.
Sim, 4 Grupos de Teatro. Que nunca foram ouvidos nem achados sobre o referido equipamento, nem teriam de ser segundo a politica vigente no concelho.
É pena que para esta situação não tenha entretanto surgido a ideia de protocolar com esses grupos de teatro em vez das escolas.
Dando condições às pessoas que árdua e amadoramente trabalham em prol da cultura do concelho, seria concerteza um projecto com mais consistência. Não preconizo que o Teatro Mascarenhas Gregório tenha que ser entregue a algum grupo especifico, mas sim a uma equipa de trabalho e com conhecimentos especificos das artes de palco. O que quero dizer é que com as condições técnicas e de formação adequadas os grupos de teatro do concelho poderiam realizar um trabalho efectivamente positivo junto do publico que gosta de teatro e futuramente junto das escolas na formação de novos públicos.
Peço então desculpa aos senhores comentadores pelo facto de referir a formação académica e de lhes criar alguma inveja, mas o que tenho é à custa de trabalho e fico triste que existam pessoas que pensam da forma como vós, porque não têm o direito de a questionar e nem de a por em causa. Aprender e estudar nunca fez mal a ninguém, e nunca foi minha intenção em fazer-me valer disso.
É pena mas o que reparo é que aqui o que realmente gostam é da politiquice e dos fait divers e sobre isso nada quero saber. Por isso aconselho-vos a estudarem mais o vosso concelho para melhor puderem discutir e afirmar as vossas ideias e argumentos.


De Joaquim Santos a 10 de Abril de 2007 às 02:09
Boa Noite
Li estes posts e fiquei triste, pensei que aqui se falava de algo, a haver com a cultura. Pelo menos foi o que me deu a entender o Srº CJ
Concordo com algumas opiniões, mas há outras que mesmo vindo de pessoas letradas, demonstra a sua actualidade cultural. Não em técnicas teatrais, de bailado, de opera, de concertos, etc mas sim o que realmente querem fazer da cultura. Para mim o Importante é que tipo de cultura queremos para Silves? Umas opiniões, falam em protocolos com escolas e pouco mais se adianta.
Aqui a algum tempo assinei um post, para onde a cultura devia ser seguida.
Vou por alto lembrar.
Politica Cultura em Silves não há. Há umas iniciativas localizadas e sem nenhum contexto. Tirando claro iniciativas da fabrica do inglês. E alguma poesia e outras actividades na Casa Museu J. Deus, possivelmente com alguma pressão da D. Gabriela Martins. Porque da parte da Câmara Municipal tomara esta poupar para o ano de eleições.
Os grupos culturais na sua maioria deviam ser privatizados, e apenas alguns de “serviço publico”.
Quantos grupos teatrais vivem as custas do erário público? Quando a qualidade é duvidosa? Privados, sim pois os intervenientes tem de demonstrar aquilo que valem. Basta olhar para o futebol. Tem de se esforçar diariamente para serem os melhores, para mostrar as suas qualidades. Ganham bem, é verdade, mas a vida é assim mesmo com sacrifício. E não há espera de subsídios.
O teatro GMN porque não dar a uma associação ou a qualquer entidade privada, a troco de uma renda? Com a obrigatoriedade de apresentar pelo menos um cartaz de espectáculos consistente ?
Se for a Câmara a gerir aquele espaço o quer vai acontecer ? Simples, dá prejuízo.
Pois não vai haver espectáculos, porque o ou a director/a é apenas alguém que precisa de uma mão amiga, demonstre ou não trabalho ganha o mesmo. Basta ver o Museu de arqueologia umas exposições de pintura e nada mais.
O Antigo Matador, o tempo o dirá. Não quero ser futurista mas vai ser mais um espaço para dar prejuízo a Câmara e acesso debate aos Silvenses.
Joaquim Santos


De Joaquim Santos a 10 de Abril de 2007 às 02:12
Srº Carneiro Jacinto
Gostava de saber, apesar deste não ser o sitio adequado, se o Eng Matos , ex Presidente da CMS, é seu colaborador ou se faz parte do seu grupo de conselheiros.
Muito Obrigado
Joaquim Santos


De josé meireles a 11 de Abril de 2007 às 19:04
Oh Sr. Joaquim Santos, a pergunta não me foi colocada mas gostaria de prestar o meu comentário, sem me levar a mal.
Então o Sr. queria que o dr. Carneiro Jacinto divulgasse as suas fontes de informação, ou os seus conselheiros, precocemente?
Já pensou no que isso ia dar? Não é a esposa funcionária da Câmara Municipal? e ... não sabe que o medo, ainda reina em Silves?


De joaquim Santos a 12 de Abril de 2007 às 14:09
Eu só perguntei apenas por uma razão, eu quando opto quero ser esclarecido e exercer um direito que ainda me assiste, com total liberdade e conhecimento.
A pergunta e legitima pois gosto saber, no meu ponto de vista se os candidatos andam ou não bem acompanhados.
Por acaso o Srº Meireles votava num candidato que tinha como conselheiro o Sadam, o Kadafi, um Fidel, um Sócrates, ou ate mesmo uma Isabel Soares?
Pois eu analiso todos os intervenientes faço o meu juízo de valor e intervenho.
Caso necessite de mais algum esclarecimento, não hesite.
Joaquim Santos


De J B a 10 de Abril de 2007 às 11:55
Caro Carneiro Jacinto
É natural que tenha ficado admirado com a ausência de actividade cultural no concelho de Silves
Infelizmente para muitos de nós tal não constitui surpresa pois neste mandato e no anterior nesta área tudo o que fosse para alem dos bailes para a 3ª idade e aquela acções em que a Sr.ª Presidente pudesse representar a figura de rainha eram perda de tempo e iam muito para alem da imaginação dos dirigentes que acompanham a Presidente, representando qualquer coisa como que obscuro
Relativamente à Fabrica do Inglês e ao seu sócio maioritário Sr. José António Silva, convêm esclarecer para os mais distraídos , que se trata do irmão da Presidente e que representa a outra face da mesma moeda, enquanto houve dinheiro foi feito um autentico festim e delapidado o património e agora que só restam os ossos dos dedos venha alguém que trate do assunto


De Joca a 12 de Abril de 2007 às 14:54
Eu equiparo a Dra. Isabel Soares à Presidente dos Estados Unidos da América na série Prision Break, à escala concelhia obviamente.

Salvo os exageros da administração americana e as mortes qua surgem nessa série que não têm nada a ver para o caso, existe algumas semelhanças no que à Coorporação diz respeito...


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