António Carneiro Jacinto
Domingo, 15 de Abril de 2007
A PROPÓSITO DE SONDAGENS, CULTURA E AS HISTÓRIAS DO REGIME

Andei ontem num virote para conseguir falar com os directores do Expresso e do Sol e dar-lhes conta da existência de “uma sondagem que revela a derrota humilhante do PS e de Sócrates”. A notícia estava publicada em primeira mão no jornal do Regime de Silves e deixou o Henrique Monteiro e o José António Saraiva numa roda viva para obterem tão importante sondagem. Acabaram por se zangar comigo porque, consultados os partidos políticos, e em particular o PSD, e as agências de sondagens, ninguém sabia de nada. Mas eu tenho a certeza que o ideólogo do Regime silvense seria incapaz de inventar uma sondagem. Brincando, brincando, mas …há brincadeiras de muito mau gosto.

Falei-vos há uma semana da realidade cultural do concelho. Realidade que conheço muito bem há muitos anos. Sei que não tenho sítio para ir ao cinema, sei que não posso ir ver uma peça de teatro, sei que não posso ouvir um concerto de música clássica ou outra, não foi agora que descobri esta situação.

O debate, infelizmente foi muito desinteressante como bem sublinhou Joaquim Santos. Mas este blogue continua actual e constitui uma peça importante na máquina da minha candidatura. Só gostava que continuasse a ser um espaço de diálogo sério, evitando-se bocas e outros tratamentos de muito mau gosto e se aproveitasse cada vez mais este espaço para reflectirmos sobre a actual realidade do concelho de Silves. Acolho sempre com todo o interesse as sugestões que me são feitas e os alertas que me são dirigidos. Como muito bem sabem já ando no terreno há três semanas e a minha actividade não se limita a escrever uma vez por semana, um Post. Retenho dois comentários. Um de José Meireles onde se escreve que “Isabel Soares tem vindo a deixar a população de Silves em supra-numerários, dado que toda a gente tem telhados de vidro”. Pois é, todos seremos poucos para combater os “Medos” dos supra-numerários.

Joaquim Santos quer, legitimamente, saber quem são os meus apoiantes e os meus conselheiros. Respondo-lhe da seguinte forma: estou pronto para apresentar publicamente uma equipa assim que as eleições sejam marcadas e tenho a ajudar-me gente de diversos quadrantes políticos.

Entretanto, recebi um pertinente comentário do Silvense Atento que, aqui publicito, pois tem vasta matéria para reflexão:

 

Um mês antes de ganhar as eleições em 1997, alguém escreveu por Isabel Soares , que …depois assinou:

 

“É necessário mudar.

“Temos de fazer da Câmara Municipal de Silves uma Câmara moderna, capaz de dar resposta a todos os desafios do III Milénio. Para isso, já definimos um conjunto de objectivos e estratégias de forma a maximizar todo um potencial existente no nosso Concelho, quer a nível de recursos físicos e naturais, quer a nível de recursos humanos”.

 

Estas palavras foram escritas há 10 anos e, a mesmíssima Isabel Soares – sim, porque não pensem que houve alguma evolução positiva -, somente passada uma década, reconheceu (?!!!) que esteve a gerir a Câmara, como a mercearia de seu avô e… que era altura de aprender a gerir uma câmara. Vai daí, debanda a caminho de Viseu, acompanhada do seu séquito, a que levianamente apelidou de técnicos, para que num dia, o seu amigo Ruas lhes mostrasse, como é isso de gerir uma Câmara e os dinheiros públicos.

“UNS” regressaram de Viseu deslumbrados e “OUTROS” …envergonhados com o que viram. A eficiência, os métodos, a facilidade, a simplificação de processos, a capacidade de resposta informática e pessoal, o nível de conhecimentos das chefias e dos funcionários em geral e a sua afabilidade e, a tranquilidade e serenidade com que desempenhavam as sua tarefas. Este contraste com a realidade Silvense, como acabei de dizer, deixou “alguns” envergonhados e, não é caso para menos. Todavia, as razões para tal são bem conhecidas e não são fruto do acaso, traduzem e estão em consonância com as intenções e o “nível” da presidente, ou seja: com Isabel Soares não há equipa; começando pelos vereadores (não foi por acaso que Luís Garrocho, Hélder Patrão e Sousa Ribeiro e até de certa forma José Paulo Sousa, desapareceram de cena), as pessoas que a rodeiam não podem fazer-lhe sombra, quanto mais esboçarem um simples “não pode ser Sra. Presidente”. A subserviência tem que ser total.

 

 Na Câmara Municipal de Silves, a partir de 1997, ninguém nomeou e nomeia ninguém por razões de mérito. A competência profissional tem sido inútil. Diria mesmo que é coisa em desuso. A relação entre o monge e o hábito desapareceu. Tanto deu e dá nomear generalistas para tratar de especialidades como lunáticos para gerir realidades. A própria ideia de currículo deu e dá lugar ao mero jogo dos contratos de adesão política. O pior, no entanto, foram e são os resultados. A Câmara desbaratou e desbarata dinheiro? Ninguém é responsável politicamente. A Câmara tomou e toma decisões erradas? Ninguém responde politicamente por elas. As empresas, os munícipes, os trabalhadores, os interesses e os sectores ficam prejudicados? É indiferente. Isabel Soares diz que a culpa é dos nomeados, os nomeados dizem que a culpa é de Isabel Soares. Este sistema de escolha irresponsável costuma terminar em discussões turbulentas e sacrifícios maiores (o que tem acontecido desde Julho passado é a maior prova de tudo isto). Ninguém procurará a sede das incompetências pela simples razão de que a competência não contou como critério de decisão.

 

Em 1997, foram criadas grandes expectativas em redor da candidatura de Isabel Soares e dos Vereadores que a acompanhavam. Algumas medidas que inicialmente tomaram, tais como o “emprateleiramento” de  alguns Chefes de sectores chave e certas mudanças na funcionalidade da máquina camarária, pareciam indiciar que, havia de facto, uma intenção de mudança. Bem cedo se desiludiram os que acreditaram que algo ia mudar. Obviamente, como em qualquer mandato, haviam “alvos a abater” e, se inicialmente alguns foram “encostados”, reapareceram, ainda com maior poder e usufruindo de mais benesses. As razões que levaram a isso, só ELES (?!!!) saberão. Outros, foram substituídos, dando lugar às situações exemplificadas anteriormente.

Portanto, não fora a constatação das evidências atrás explicadas, muita gente poderia ainda acreditar que a viagem a Viseu resultava da preocupação que Isabel Soares tem com os resultados desastrosos alcançados com a sua forma de gestão artesanal e, muito particularmente, com a qualidade das Chefias por si escolhidas meticulosamente.

Só que, as nomeações “exclusivamente políticas” que agora está a fazer (não há concursos) e mais algumas que estão na forja, para os mais altos cargos de Chefia da autarquia, longe de garantirem uma ainda que pequena melhoria nos serviços, denunciam a sua firme determinação de atirar bem para as profundezas os anseios dos silvenses em verem a sua Câmara à altura de enfrentar os desafios do III Milénio.

 

 



publicado por António Carneiro Jacinto às 12:21
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23 comentários:
De José Meireles a 15 de Abril de 2007 às 21:01
A propaganda do jornal do Regime, sempre foi perito em divulgar matérias explosivas, mas sempre de forma a levar o munícipe a pensar a favor do regime.
Já era assim no tempo de Salazar, a propaganda fascista, e parece que os métodos que se apresentam propagandeados no jornal são do mesmo tipo.
Já é tempo de alguém, com possibilidades, em união fazer frente e desvendar o mistério das sondagens publicitadas pelo jornal. É que em vésperas de eleições, o mesmo jornal já divulgava os resultados dando larga maioria ao PSD, em pura especulação, levando ao desânimo daqueles que queriam votar noutras forças políticas e acabaram não votando com o pensamento de que não valia a pena, potrque IS já tinha ganho.
Essa da comitiva ir a Viseu, foi muito comentado na altura. Apesar das instruções recebidas, a forma de gerir o concelho não passou de mais um recado de merceeiros. Nada mudou, ninguém percebeu nada ou não quiseram mudar, com medo de lhes fugir o poder. Porque só se muda quando há distribuição de poderes. Só se muda quando se quer mudar.
Parece que ainda não perceberam que a boa gestão é feita por alguém que saiba gerir e que o bom trabalho é feito por alguém que o saiba fazer.

Sobre as nomeações para os lugares de chefia, já é vulgar e não é só em Silves. A nomeação sem mérito e o profissionalismo inútil não é novo, no entanto bem podiam ter criado um quadro que em vez de estar na prateleira fizesse algo de útil pelo concelho, nomeadamente calcetar o passeio da avenida, dando um aspecto mais ao sabor do cidadão. Mas trabalhar faz calos e os doutores não querem isso.
Aproveito a oportunidade para louvar o dissidente do PSD que ousa relatar tais assuntos no blog para que toda a gente conheça os factos em pormenor.


De Olhão a 17 de Abril de 2007 às 10:30
Relativamente ao reporter do regime é de referir que esse senhor após o regresso das colonias criou uma publicação fascizante " o retornado " mantendo actualmnte um outro titulo supostamente focando assuntos de Silves mas mantendo a matriz e o formado do titulo referido de tal forma que no directório do Ministério da Cultura para o Algarve o titulo subvencionado pela Presidente da Autarquia de Silves não é ai mencionado


De Sabina a 15 de Abril de 2007 às 22:01
A propósito das chefias, porque também eu concordo que tanto elas como os quadros técnicos são, em grande parte, reponsáveis pela boa ou má gestão que se faz, gostava de vos contar como se acede à chefia de uma divisão na Câmara Municipal de Silves.
Claro que é condição ser-se laranja, se para além disso formos amigos da Sra. Presidente sobem as possibilidades, ainda que a formação na área seja nenhuma e a apetência para a mesma zero. Senão vejamos o caso da chefe da Divisão de Cultura Turismo e Património. Licenciatura (recente) em gestão escolar, assiduidade aos eventos culturais que se faziam na terra (e na altura ainda eram alguns, apesar da quantidade e qualidade virem em queda livre havia algum tempo) nenhuma. Depreende-se, portanto, que a única condição que reunia, era ser laranja e amiga de infância. Ah, pois, já me esquecia, segundo disse aos subordinados no discurso de apresentação, estava cheia de disponibilidade, porque a filha estava em Lisboa e o marido não tinha horas para chegar a casa (parecem-me duas boas razões...). Acontece, porém, que a Lei obriga a formação na área dos conteúdos da divisão. Então, após cerca de 4 anos em situação irregular, foi, em parte, resolvido o problema - não vai Maomé à montanha, vai a montanha a Maomé. Na última reestruturação orgânica da Câmara, alteraram-se os conteúdos da Divisão, de modo a viabilizar a "legítima" entrada da senhora como chefe. Então, a Divisão que antes tinha como conteúdos a Cultura, o Turismo e o Património, inclui agora também a Educação, assim a educadora Rosário Pontes já pode concorrer a chefe. Não vos parece que a educação estava melhor na divisão em que estava antes e que agora ficou só com a Juventude, o Desporto e a Acção Social?
Bem, mas há outra maneira de se chegar a chefe, sabem qual é? Para além dos requisitos antes referidos, que seriam obviamente necessários para sermos incumbidos da tarefa de efectuar um novo quadro orgânico, podemos sempre, ao efectuar essa tarefa, criar uma divisão para nós proprios. Se observarem o novo quadro orgânico, verão que contempla uma divisão de assuntos jurídicos, sabem quantos funcionários tem o actuall gabinete jurídico? Cinco! Parece-vos que cinco funcionários justificam uma divisão? Lá diz o ditado - Quem parte e reparte e não fica com a melhor parte, ou é tolo ou tem falta de arte"... Depois há os outros, nas áreas da gestão urbanística e das obras particulares, que foram herdados e que competentes ou não lá terão de aguentar com eles, talvez porque saibam mais do que deviam, fala-se por aí de "rabo preso"... sabem o que significa?


De Anónimo a 16 de Abril de 2007 às 19:34
Sabina ...
.Escreveu por mim... e nada mais posso acrescentar.


De José Pé Leve a 16 de Abril de 2007 às 09:46
Senhor Carneiro Jacinto,

Gostava de saber a sua opinião sobre a trapalhada que por aí anda, sobre a colocação dos editais da Linha de Alta Tensão que atravessa Vale Fuzeiros, fora de prazo.

Vi ontem a notícia no Correio da Manhã e já hoje, no “site” do Bloco de Esquerda, no Algarve.

De quem será a responsabilidade desta embrulhada?

O senhor, que é amigo do Eng.º José Penedos, presidente da REN, já falou com ele sobre o assunto?

José Pé Leve


De Tonny a 16 de Abril de 2007 às 16:06
Sr. Carneiro Jacinto não bata mais no ceguinho eu votei na senhora há uns dez anos eu auto flagelo-me já o suficiente!!!!!!!!!! Diga-nos coisas novas!!! Ou pode ter surpresas e aparecer alguém para dividir os seus votos. A câmara também tem oposição que acha dela?? É mais importante saber o que acha da oposição do que do poder neste momento.


De ANTONIO CARNEIRO JACINTO a 16 de Abril de 2007 às 23:02
O senhor é o tal da roulote!


De Tonyy a 17 de Abril de 2007 às 12:43
Se ganhar não me estrague o negócio!!!!


De ANTONIO CARNEIRO JACINTO a 16 de Abril de 2007 às 23:13
Senhor Pé Leve
Agradeço que releia as informações que tenho prestado sobre esta matéria


De José Pé Leve a 17 de Abril de 2007 às 09:52
Senhor Carneiro Jacinto

Reli os seus textos e parece-me que a minha questão, no que, ao que chamei “trapalhada”, se mantém. Aconselho-o a reler o assunto principal, para o qual pedi a sua opinião, nos locais acima referidos. Com particular atenção, à responsabilidade da autarquia de Silves na forma como interpreta e pratica a informação ao público.

A não ser que o amigo desvalorize o assunto, porque, tal como dá a entender no que escreveu, o mesmo está bem encaminhado, para se resolver a contento de todos.
Será assim?Aconselha a que não se fale no assunto?

José Pé Leve


De António Carneiro Jacinto a 19 de Abril de 2007 às 08:38
Só agora lhe respondo porque só ontem falei com josé Penedos.Não desvalorizo o problema,muito menos o que foi escrito no Correio da Manhã. Claro que aconselho que se fale no assunto.Meti-me no problema pois é um atentado ambiental, ao contrário de Isabel Soares que, posso garantir-lhe ,não fez, até agora ,absolutamente nada.Posso adiantar-lhe, por agora, que José Penedos vai escrever uma carta à autarquia.Obrigado


De Outra Sabina... a 17 de Abril de 2007 às 20:41
Escreveu a Sabina e muito bem sobre o flagrante e abusivo caso da chefe da Divisão de Cultura Turismo e Património. Mas relativamente à alegada recente licenciatura - alguém já viu provas disso? Eu reservo-me a comentários sobre o assunto.
É de facto laranja - aqui é algo a que já se pode chamar de recente - e amiga de infância da presidente também. Mas para além dessa amizade partilham ambas de uma enorme e desmedida ambição. Esta qualidade de Rosário Pontes faz com que não esteja ainda satisfeita com o lugar que ocupa - algo que por diversas vezes já assumiu publicamente.
Assumiu o lugar porque a filha estava em Lisboa. Mas isso vai mudar. Logo que case - e a boda está para breve na Fábrica do Inglês, virá, segundo já consta, alargar o número de funcionarios da autarquia.
Aceitou também porque o marido não tinha horas para chegar a casa. Em breve também terei algo para lhes contar sobre este senhor...
A incompetência, óbvia, da educadora Rosário Pontes não para de nos surpreender. Mas esta senhora não é a verdadeira culpada pela sua ignorânia. Nem quem a nomeou. São, afinal, todos aqueles que a mantêm o PSD no governo desgovernado desta câmara.
Na verdade, um cargo de nomeação, que era de confiança política e que por isso inviabilizava a sua continuação na autarquia e o seu chorudo ordenado caso Isabel Soares venha a perder as próximas eleições, é situação já ultrapassada...


De Anónimo a 18 de Abril de 2007 às 00:15
Consulte-se www.dre.pt de 17 de Abril II Série (Autarquias) e leia-se o referente à CMS.


De Anónimo a 18 de Abril de 2007 às 00:20
Aposto que a filha vai para Chefe de Divisão e a mãe é promovida a Directora de Departamento....
Ah! Senhora Presidente da Câmara Municipal de Silves ... podia sair em ombros, mas , não soube travar, e pelos vistos prefere sair na m...... depois de fazer só m...... Quem diria?


De Outra Sabina... a 18 de Abril de 2007 às 16:13
A publicação em D.R. dos concursos para preenchimento dos lugares de motorista de pesados, condutor de máquinas pesadas e veículos
especiais, seis lugares de auxiliar administrativo, quatro lugares de auxiliar de serviços gerais e dois lugares de nadador-salvador eu até já conhecia. Não sei se para isso o anónimo indicou este website, se para que verificássemos todos o título de Dr.a que exibe a Senhora Rosário Pontes.
É vergonhosa a situação de marasmo de que esta Câmara não consegue sair. Há funcionários da autarquia em regime de prestação de serviços, vulgus recibos verdes, que há largos meses não vêem um tostão pelo seu trabalho... Gente que iniciou actividade nas finanças porque assinou um contrato com a autarquia e que por isso têm obrigações fixas como seja o pagamento da Segurança Social que como instituição independente não quer saber se a Câmara paga ou não! Para não referir a necessidade do dinheiro para os gastos diários mais básicos. No entanto, pagam-se centenas de contos mensais a estes parasitas partidários e amigos que não conseguem sequer justificar pela sua (in)competência o subsídio de refeição que lhes pagam...
VIVA A PRESIDENTE ISABEL SOARES E O SEU SÉQUITO...


De FLOR DO CAMPO a 19 de Abril de 2007 às 12:20
Olá!!!!!!!!!!
O que aqui têm dito é tudo verdade. Mas a verdade só é verdade para quem está permanentemente na oposição, porque qd a oposição passa a estar no poleiro, aquilo que condenava passa a ser mesa de trabalho diário. O que eu acho é o seguinte:
Cdu no poleiro é agredida ( entre aspas) pelo PS PSd Verdes, etc.....etc....
Ps no poleiro e aí estão a Cdu o PSD e outros a tornarem a vida num inferno
PSd toma o poder e então aí vão os outros contestar e falar contra.
-CONCLUSÃO: Toda a gente gosta ( independentemente da cor) de falar contra, reivindicar, dizer asneiras e não só....quando NÃO ESTÁ NO POLEIRO. O que é isto? INVEJA,? COBIÇA?
Porque será que só falamos de quem tem valor? ( muito ou pouco). Porque só falamos dos Drs . e Engºs . porque não falamos do mendigo, do vendedor de rua, do pobrezinho da esquina?. Porque temos inveja, porque gostávamos de ser como eles, de saber como eles sabem ( Alguns). Para isso estudaram, tiveram que deixar a casa da família para irem procurar o seu futuro. Depois uns regressam após a conclusão do mesmos. Outos vão ficando por ali e acolá e só regressam qd estão reformados, ou qd os tachos que tinham deixaram de ser tachos. Como é que alguém que viveu sempre fora de Silves, quer voltar para SILVES AGORA . Foi só agora que se lembrou que SIlves era a Terra do seu coração? Ou foi agora que como já não tem nada para "fazer" pelas grandes causas nacionais, que resolveu apaixonar-se pela SUA CIDADE. Será oportunismo?? O que acho é que as Autarquias têm que ser governadas não pelas pessoas que pertencem a este ou àquele partido, mas sim por pessoas que saibam o que estão a fazer independentemente das convicções politicas.
O 25 Abril trouxe democracia... Sim mas só politicamente . Culturalmente e socialmente continuamos muito atrasados. mas a culpa não é do Estado. A culpa é nossa. Tornámo-nos pessoas más, invejosas, cobiçamos o que os outros têm, em vez de tentarmos alcançar, nós próprios tb uma situação melhor. Para quê apregoar cultura quando o a população do concelho de Silves, ( e de outros concelhos tb ) precisava era na sua generalidade de mais educação e formação? A educação e formação a amizade, essas sim é que depois de consolidadas levam à necessidade de oferecer Cultura. O que é a Cultura? É-se culto qd se diz que foi ouvir uma Ópera? Ou pelo contrário qd se sabe estar na vida, quando sabemos ser solidários com os outros, ou qd temos atitudes dignas de um ser humano?? Pensem bem....Reflictam...Meçam os vossos actos... Observem as vossas atitudes.... A que conclusão chegam?

SOMOS TODOS INVEJOSOS, HIPÓCRITAS, COBIÇAMOS O ALHEIO, e SOMOS TODOS IGUAIS:

VERDES AMARELOS LARANJAS ROSAS:::: SOMOS TODOS PESSOAS.!!!PESSOAS ...Há boas e más como em tudo na vida.... Não se agridam uns aos outros, não sejam mesquinhos e peixeiros.

Bem Haja


De Zorra Berradeira a 19 de Abril de 2007 às 18:12
Porque será que esta flor do campo parece-me ter sido colhida debaixo de uma ponte???????
E a dita flor tem a certeza absoluta que a pessoa a que se refere como candidato a regressar agora a Silves,n ão terá manifestado essa mesma vontade, há uma dúzia de anos - ainda os tachos eram panelas de pressão - e não o fez, primeiro, porque, na altura não o quiseram e, segundo, porque foi persuadudo pelos seus familiares para que o não fizesse?
Por isso, amiga Flor do Campo,um conselho. Informe-se antes de fazer afirmações gratuitas...


De Anónimo a 19 de Abril de 2007 às 18:53
Há bons e maus ... Há cultos e cultos ... Não há formação nem educação .... blá ... blá blá ... Afinal Florzinha O que é ser culto? Estou a ver que tem um conceito muito restrito de cultura.
Ser culto é ser solidário? Mas que grande confusão !É ter o manual da moralidade à cabeceira?
Minha amiga, não dê palpites sobre factos que desconhece!
BEM HAJA


De ANTONIO CARNEIRO JACINTO a 20 de Abril de 2007 às 00:34
Cara Flor do Campo



Deixe-me convencê-la que as coisas não têm que ser como você descreve. Deixe-me convencê-la que não preciso de ser Presidente da Câmara Municipal de Silves para ocupar o meu tempo ou para arranjar um tacho. Deixe-me convencê-la que ainda estou e estarei envolvido em grandes causas nacionais porque preciso de ganhar a minha vida …não sou rico. Deixe-me provar-lhe que estou de acordo consigo, que a educação e formação são a base de tudo.


De António Saraiva a 20 de Abril de 2007 às 16:18
Boa Tarde Flor do Campo
Gostei muito do sentimento que quis passar através da sua mensagem. Já vi também que houve quem não gostasse. realmente nota-se que as pessoas gostam de vir aqui só por uma questão de coscuvilhice. Mas paciência. Já vamos estando habituados. Só uma pergunta ... florzinha é feminino ou masculino?
Obrigado


De Francisco Alexandre a 19 de Abril de 2007 às 17:24
Ah!!!!!
Até sempre


De Manuel José a 20 de Abril de 2007 às 08:41
Parece que a flor do campo não é flor que se cheire. Vejo no seu comentário apenas uma hipocrisia devoluta.


De CARLOS MASSAPINA a 28 de Abril de 2007 às 01:18
As flores, regra geral, são genericamente vistas como "coisas" frageis e sensiveis contudo, quando são do campo, ...também podem servir para zurzir... como aconteceu pela "mão" de " Flor do Campo".
Eu, que já só venho aqui de longe a longe, porque tudo isto passou ja da fase da expectativa e estabilizou numa rançosa referencia circular , no presssuposto que "FLOR DO CAMPO" se expressou de forma francamente genuina, dou hoje o meu tempo por bem empregue e aqui deixo os meus cumprimentos pela clareza e eficácia do discurso produzido. Parabéns,
Ora, por duvida,o mesmo já não posso dizer do comentário sintético e aparentemente ambiguo feito pelo confrade Manuel José... o qual dá para os dois lados..., tanto serve para satisfazer aqueles que, dia a dia, de intervenção em intervenção, aqui vêm claramente bajular, agora é o Carneiro Jacinto como também o já fizeram a outros, quiça se não mesmo, e servilmente, dobraram a Cervis à Isabelinha - alguns comentários já aqui reproduzidos tiveram o absoluto cariz de confissão serviçal - como também serve, "não vá o diabo tecelas..." de aplauso ao discurso do(a) "Flor do Campo".
Este não é o lugar próprio para se discutire e aprofundar questões de "semântica" mas.... porque me fica uma grande duvida... nada melhor que a questionar.
Será que para o confrade Manuel José, parecer que a flor do campo não é flor que se cheire significa que ele só cheira flor de "florista" a 100EUR a pétala?? e por isso não conhece o cheiro da flor do campo.?? ou em oposição ele conseguiu preceber que os demais confrades não apreciaram o brilhante comentário produzido por "FLOR DO CAMPO"? Quero acreditar que esta ultima hipótese é a verdadeira, pois a não o ser não entendo como o Manuel José tenha podido ver, no comentário de "FLOR DO CAMPO", apenas uma hipocrisia devoluta.
Ora se a hipocrisia é vista como devoluta é porque não tem conteúdo..., está vazia..., ou seja, não existe hipocrisia, logo "FLOR DO CAMPO" causou perturbação aos demais confrades...


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