António Carneiro Jacinto
Segunda-feira, 21 de Maio de 2007
COM A DEVIDA VÉNIA

Há muito tempo que não tenho o privilégio de contar com um comentário neste blogue de J.J.J.. Recomendo vivamente o que escreveu em armaçãodepera.blogspot.com sobre “Ser ou não ser candidato a melhorar realmente, eis a questão (I e II) …”.

Neste contexto, e com a devida vénia, gostaria de citar o que um “CITADOR SAID …” escreve sobre “O poder clientelar”. Obrigado J.J.J.

 

O PODER CLIENTELAR

 

É um irritante lugar  comum dizer que a tragédia e a comédia andam na História de braço dado, mas a verdade é que o rebuliço gerado desde a suspensão de um funcionário da Câmara Municipal de Silves pela Presidente Isabel Soares, em Julho passado, por alegadas irregularidades cometidas em obras na área de actuaçãodesse funcionário é um exuberante exemplo.  

Espantar-se-á muita gente que eu tenha algo a dizer a propósito do caso que, ultimamente faz recair sobre o Concelho de Silves uma curiosidade inusitada, infelizmente pelas piores razões menos desejáveis. Mas devo  começar por esclarecer que, nada me motiva a pronunciar-me sobre o caso que agora é propalado pela imprensa regional e nacional, bem pelo contrário. Quanto a mim, mais importante que tentar apurar a verdade – que a nenhum Silvense escapa -, é a necessidade de fazer um juízo político sobre uma situação que, por ser comum à maioria dos concelhos portugueses, representa a evolução negativa, em curso há muitos anos, das condições do exercício do poder local. A relação crescentemente clientelar estabelecida desde 1997, entre o sistema de poder construído na autarquia silvense e um conjunto cada vez mais largo de forças vivas, e não só, colocadas na sua dependência, acabou por perverter os mecanismos normais da representação democrática e assegurar a Isabel Soares uma espécie de blindagem contra qualquer alteração eleitoral. Criou ainda um caldo de cultura em que foram crescendo os sentimentos de impunidade, e até de prepotência, onde predomina, nos actos da administração, uma opacidade propícia ás suspeitas do tipo daquelas que estão hoje em causa e que no mínimo deveriam merecer grande atenção por parte do novo PGR e especialmente, por parte do «Padrinho» Presidente da República, após o que disse sobre a matéria, no dia 5 de Outubro.

 

 

Mas como ia dizendo, o caminho para chegar aí foi associável a uma prática política em que a venalidade dos processos, que facilmente deparou com condescendência e com cedências calculistas, degenerou e resvalou para processos com configuração de corrupção política, em que as diversas forças e outros se deixaram comprometer. Foi o primeiro passo a partir do qual foi muito difícil encontrar vontades, para propor, quanto mais conseguir, a inversão da marcha. O processo foi progressivo, até mesmo «suave», em direcção a um falso unanimismo feito de silêncios e de isolamento das resistências. Saliente-se que este risco, em que incorre o poder local silvense por se ter instalado um clima político de demasiada facilidade, não é alheio ao caso hoje muito badalado e a outros casos.

Silves  é um concelho que até conheceu alternância autárquica. Nunca ninguém havia conseguido três mandatos seguidos e essa não é habitualmente uma situação de efeitos perversos. De resto, desde que o PIS (Partido de Isabel Soares) venceu à justa as primeiras eleições, há 9 anos, as forças à sua esquerda conferiram-lhe sempre margem de manobra para se consolidar e se transformar repetidamente em vencedora. A circunstância, comum aliás a muitas situações similares, de ser no interior do partido do poder que se exerce a maior parte das ambições locais funcionou também aqui como factor de crescimento, «despolitização» e «despartidarização» do PSD local.

Quando a actual titular do cargo de Presidente alcançou a primeira vitória em 1997 iniciou a fase da passagem à maioria absoluta secundarizando progressivamente o papel do seu próprio partido o que acabou por significar a busca deliberada de um clima de unanimidade em torno da sua figura e do seu poder.

 

Entre a Oposição e o Poder dominante, de Isabel Soares, parece que se desenvolveu de resto um sintomático processo de osmose, com apoios a um poder cada vez mais forte e uma ideia de que as fronteiras partidárias se apagavam em face de uma nova maneira de liderar o concelho. Estava cumprido um ciclo, que não é caso único nas autarquias mas que raramente acaba bem. A partir desse ponto começaram os estragos conhecidos: um menosprezo aberto pelas oposições, a exasperação progressiva dos excluídos, os conflitos despidos de ideias alternativas e as acusações sistemáticas de abusos de poder e de suspeitas de corrupção. O paroxismo de há muito insustentável deste conflito difícil de imaginar, no actual figurino, um recuo para uma situação de normal convivência democrática.

Mas as situações aparentemente sem saída são por vezes as que nos obrigam ao encontro dos sinais de esperança.



publicado por António Carneiro Jacinto às 21:29
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22 comentários:
De Mr Hyde a 22 de Maio de 2007 às 00:39
"A calúnia e a injúria são armas da ignorância"
Sand, George

Bonito texto, bem elaborado, mas já agora perdoem-me a ignorância...mas a que concelho é que se refere?..É que no concelho onde resido, não existe nenhum PIS nem nunca tal vi qualquer coisa semelhante nos boletins de voto cá da zona, mas também não-me admiro, e até desculpe o senhor Carneiro Jacinto, uma vez que não é de cá, e penso que nunca votou cá, por isso não deve estar familiarizado com os boletins de voto cá do sitio..No entanto faço um esforço para tentar compreender.. PIS (Partido Internacional do Sócrates...ou não..Partido da Irmandade Socialista...ou Partido Invisível da Suazilândia..)...
Dr Carneiro Jacinto, o senhor que viajou por todo o mundo, tem um conhecimento vasto e preciso da realidade global, particularmente da sociedade francesa...eu não posso acreditar que o senhor acredite em tudo aquilo que lhe dizem e que vem depois reproduzir aqui neste seu espaço..mas deixo aqui um pequeno conselho em relação a JJJ :

"É um bom soldado o que não aspira a ser general" Pogosski, Alexandre



De Mª Carolina da Barragem a 24 de Maio de 2007 às 12:37
Subtil ironia a sua, Mr. Hyde!
Mas a subtileza às vezes, peca por pouco democrática, sobretudo, quando em vez de ler os posts, partimos logo, de arma em riste para atacar o autor do blog.
É que não vejo a relação entre os boletins de voto de Silves e o Sr. Carneiro jacinto...
repare que o mesmo refere: "Neste contexto, e com a devida vénia, gostaria de citar o que um "Citador Said..." escreve sobre o poder clientelar. Obrigado JJJ"
Logo, o Sr. Carneiro jacinto limita-se a citar o Citador e a sua questão sobre o PIS e a ironia inerente à mesma deverá ser remetida ao Sr. Citador e não ao Sr. Carneiro Jacinto.
Além disso, e, que eu saiba, por muito diferentes que sejam os boletins de voto em Silves, em Tavira, ou em Vale de Cambra, as siglas partidárias segundo as quais a actual Presidente da Câmara concorre e sempre concorreu, são demasiado conhecidas, e, a ironia subjacente às suas palavras fica tão bem em si, quanto ao Citador e ao Sr. carneiro jacinto fazendo dele as palavras do outro... olhe que PIS não deixa de ter a sua graça. Eu, aliás, diria mais ...em vez de PIS, utilizaria PFV ( Partido da Família Valentim ), ou, porque não PZB ( Partido do Zé/Bela )

Antes, porém, de terminar, deixe-me dizer-lhe ... Ainda bem que o Sr. Carneiro Jacinto viajou por todo o mundo e não tem votado em Silves. Assim, tem da vida, da política e das pessoas, uma visão mais objectiva, muito mais globalizante, mais aberta, e, sobretudo, uma outra postura, marcas que podem e fazem a diferença a este "pequenino" Concelho de Silves

E quanto à tropa ... eu que tive dois filhos que seguiram a vida militar. Entre soldados e generais, antes os civis!!!!!!!!!


De SILVENSE ATENTO a 22 de Maio de 2007 às 22:14
Os leitores habituais deste blogue, que têm lido as prosas que aqui me permitem escrever e especialmente o dono deste espaço, provavelmente vão ficar confusos com o que escrevo hoje, atendendo à temática abordada.
Já aqui fui apelidado de dissidente do PSD, comentador de serviço habitual de Carneiro Jacinto, mais um à procura de tacho, alguém que tem a mania de ser o supra-sumo do conhecimento, alguém ressabiado com sede de vingança, etc., etc.. Estavam e estão todos redondamente enganados e, …pouco me importo que acreditem ou não.
Sou um simples e anónimo Silvense que se tem intitulado de Atento e, acima de tudo, esse motivo levou-me a escrever o texto seguinte, após ler com atenção este artigo do “Citador”.
Estou totalmente de acordo com o que está escrito, parecendo até que, uma fotografia, não retratava tão fielmente a realidade política do concelho de Silves.
. Todavia, ainda que esteja de acordo, penso que muita gente sentirá alguma dificuldade em interpretá-lo: pelo que, embora não me queira arrogar de intérprete do “Citador” e porque esta é a minha leitura do seu texto (que fará o obséquio de me corrigir de imediato se estiver errado), é pertinente clarificar algumas situações, essencialmente no que respeita aos partidos da oposição e muito particularmente ao P.S..

Para além da sua debilidade institucional no estatuto de partido da oposição, ESTE PS silvense, não tem credibilidade, nem força, nem vontade para mudar a situação, e são por isso responsáveis por um dos cancros mais virulentos do actual sistema político português: a falta de qualquer vigilância institucional da governação. Este cancro é muito mais grave quando o executivo tem maioria absoluta e muito tempo à frente.
O estado do PS em Silves como partido de oposição, é um partido fragilizado, sem quadros, nem recursos humanos, preso a uma espécie de lobbie interno, agarrado como uma lapa à meia dúzia de pequenos poderes e subserviente de alguns empregos que lhe são concedidos por Isabel Soares, sem real influência na sociedade, minados pela mais diversas formas e descredibilizados. Precisam de uma grande volta, mas não são capazes (nem lhes interessam), de gerar as forças para essa volta, ainda que os seus dirigentes tivessem consciência do seu estado devastado, o que não é o caso. Esta é a principal responsabilidade da oposição PS na sua própria crise e na crise que atravessa o concelho de Silves.

Propositadamente salientei ESTE PS, porque o Partido Socialista não pode ser confundido com a vintena de pessoas que constituem a sua direcção concelhia. O Partido Socialista não é, NEM PODE SER, salvo uma ou duas excepções, estes presidentes de Junta e meia dúzia de chamados deputados faz de conta que têm assento na Assembleia Municipal e em especial o presidente da mesa dessa assembleia. O Partido Socialista NÃO É o reflexo dos vereadores que o representam no executivo camarário e de todas estas personagens.
ESTES SENHORES E SENHORAS são o rosto do ANTI-Partido Socialista.




De Anónimo a 22 de Maio de 2007 às 23:30
para ti uma mensagem de força ó Silvense Atento.

Depois falamos.

Ernesto Torreira


De Paulo Silva a 22 de Maio de 2007 às 23:34
Caro Silvense Atento,

Na linha daquilo que fez com o “CITADOR” quero dizer-lhe que as suas palavras “retratam” fielmente aquilo que penso do PS Silves e do PS Nacional.

Já fui acusado de ser demasiado “crítico” em relação ao PS Silves. Até já me disseram que isso se devia ao facto, com 24 anos, de ter sido “boicotado” quando tinha a JS Messines “feita” e de, posteriormente, ter sido “convidado” a abdicar do meu lugar na Assembleia Municipal, a favor de um individuo que nunca chegou a por os pés na CMS, com o argumento de que ele estava mais próximo da “linha que o partido queria seguir”. Obviamente que o meu descontentamento com o PS Silves também tem a ver com estas razões, mas a razão principal é a inércia, a falta de vontade, o péssima imagem que o PS passa para a rua.

A forma como escreve e a experiência que emana dos seus textos é digna de ser salientada. Não tenho essa experiência e por vezes “espalho-me” deixando que a emoção se imponha à razão mas isso não me preocupa. O que me preocupa é este concelho e as consequências das próximas eleições. Parece-me que é inquestionável que o PSD se fortaleceu nestes últimos anos em Silves, apesar de neste momento não me parecer que exista um grande consenso em redor de Isabel Soares junto dos mais antigos do partido. O PS pura e simplesmente não existe, apesar de em todos os sufrágios que não sejam as autárquicas a vitória surgir com naturalidade. O PCP tem pessoas de quem sou amigo e que me inspiram confiança mas não tem a “atitude” de vencedor nem a consistência que se impunha. O BE tem um Carlos Cabrita corajoso e determinado mas – e eu sou um dos que hesitei – tem demasiada especificidade para permitir consensos. O PP não conheço.

Sobra-nos o “anfitrião” deste blog. Carneiro Jacinto. Já tem a vitória de despertar consciências há muito adormecidas. Mas será que é a pessoa ideal? Ainda não estou convencido (perdoe-me Dr. Carneiro Jacinto pela franqueza) e já estive mais próximo daquilo que escreve e dos “cavalos de batalha” que utiliza.

Em suma, escrevi muito e não disse nada. Apenas lhe quero dizer, caro Silvense Atento, que acredito em cada palavra sua sem pestanejar porque me transmite (sem que o conheça) a confiança de poucos. Continue porque é mais importante para este blog do que julga.


De Maria Santos a 24 de Maio de 2007 às 15:24
Caro Paulo Silva
Acabei de ler o seu blogue, vim ao Servir Sils e fico sempre desnorteado porque não consigo seguir a sua linha de raciocínio … Tenho acompanhado as suas escritas e vejo um conjunto de contradições (e hoje tenho que comentar):
• se por um lado defende acerrimamente a Serra, por outro, faz as malas e vai para Albufeira,
• se por um lado é “de esquerda” ,por outro, defende a política de Albufeira,
• se por um lado é do PS por outro elogia a Presidente, por ter sido maltratado (este PS maltrata há muito tempo os seus militantes!)
• se por um lado se preocupa, e bem, com a desertificação, por outro, elogia o espaço urbano em Albufeira…
• se por um lado contesta a actuação do PSD Silves, por outro, apoia o PSD de Albufeira.
• se por um lado achou que a candidatura de Carneiro Jacinto era uma lufada de ar fresco, agora ainda não está convencido.
• se por um lado defende a necessidade de competência dos quadros da CMS, por outro, defende o emprego partidarizado «se são do PSD e se são formados e competentes devem ser a primeira escolha na altura de reforçar a equipa de uma Câmara… PSD»
Vamos lá ver se nos organizamos. Tomemos como exemplo a sua última afirmação que me parece escandalosa «se são do PSD e se são formados e competentes devem ser a primeira escolha na altura de reforçar a equipa de uma Câmara… PSD» Então, você vem p’r aqui defender o emprego desses dois amigos seus? Só porque são seus amigos? Só porque moram na serra ou só porque acha que são “competentes”? O que é que você sabe de competência? Na CMS actualmente ser competente é dizer que sim à srª Presidente. E depois:

• os jovens não foram contratados para nenhum órgão da distrital ou local de um qualquer partido.
• os jovens foram contratados para desenvolver uma actividade profissional.
• são funcionários da Câmara e não da sua/seu Presidente ou do Partido maioritário.

O que acontecerá quando a Câmara mudar? Deixam de ser funcionários? Passam a estar ao serviço de quem? Ou o próximo presidente (caso não seja a Drª Isabel) não pode contar com eles? Ou o próximo Presidente, como alternativa, encontra umas prateleiras onde os jovens podem actuar (se acontecer como agora, não chega a Moviflor para produzir tantas prateleiras)?

A Câmara é uma instituição cuja orientação e liderança são políticas mas que assenta fundamentalmente no trabalho técnico e só. Os técnicos são funcionários de carreira que conhecem os procedimentos (muitas vezes condicionados pela pressão política) e podem informar e executar as políticas que foram escrutinadas e , portanto, ganhadoras.
A confusão entre estes dois estatutos (técnico e político) pode conduzir a questões muito complicadas quer para os políticos quer para os funcionários (e a situação actual é disso testemunho!). Seleccionar um administrativo, um engenheiro ou um Director de Departamento pressupõe a definição de um conjunto de requisitos diferenciados. Se os critérios de selecção passam pelo local de residência, pela família a que pertence ou o partido onde milita, as necessidades das instituições não podem ser satisfeitas. E as consequências destas falsas “selecções” são políticas.

Para trabalhar numa entidade pública são abertos concursos. Enquanto os concursos forem forjados, isto é, enquanto não forem reconhecidos os requisitos para o preenchimento de qualquer lugar, independentemente das pessoas que se candidatam, não se vai a lado nenhum. Não me venha dizer que não é assim que acontece ISSO SEI EU, o que lhe digo é que é ASSIM QUE DEVE SER .


De Paulo Silva a 24 de Maio de 2007 às 17:22
Cara Maria Santos,

Reconhecendo desde já que possa muitas vezes gerar contradições no meu discurso vou procurar esclarecê-la:

- Em primeiro a Serra. Defendo, e sempre defenderei, a freguesia de São Marcos da Serra e pode ter a certeza que é com desgosto que fui forçado a deixá-la para trás. Na vida temos que tomar opções e por muito que me custasse tinha que pensar na minha família e na minha realização pessoal e profissional. Estou certo que entenderá os meus motivos e que não é das que pensa que todos os que saíram de Portugal na década de 60 e 70 o fizeram porque não defendiam o país.

- Quanto a apoiar a politica de Albufeira e ser socialista quero dizer-lhe que não sou “clubista” no que toca a partidos e também não acredito em politicas autárquicas de esquerda e de direita. Digo-lhe mais, o que mais apoio em Albufeira é a atitude da Câmara e dos seus funcionários face aos munícipes e às empresas e é apenas isso que comparo porque o resto não pode ser comparado.

- Elogios à presidente. Acreditará a senhora Maria Santos que tudo o que Isabel Soares faz está errado? Não está seguramente. Disse que a considerava uma grande política (o que parece ter perturbado o Dr. Carneiro Jacinto) porque já a vi em campanha e é sabida a sua apetência para “iludir” o eleitorado. Fi-lo porque considero o termo “político” depreciativo e folgo em saber que o Dr. Carneiro Jacinto não é “político” nem tenciona sê-lo.

- Quanto à desertificação da serra “versus” o espaço urbano de Albufeira não consigo chegar ao ponto que quer defender. Ainda assim lhe digo que, não sendo perfeito, o Plano Urbanístico de Albufeira é um dos melhores do Algarve.

- Em relação aos PSD’s de Silves e Albufeira devo dizer que tento sempre ter cuidado para não confundir o PSD com o PIS e se o fiz foi involuntário e peço desculpas. Não apoio nenhum dos dois mas também não sou capaz de criticá-los.

- A candidatura de Carneiro Jacinto é, e repito, uma lufada de ar fresco no concelho pela espontaneidade e pela inovação que trouxe. Acho que o próprio Carneiro Jacinto nesta altura não esperará ter convencido ninguém definitivamente. Até porque ainda não disse muito sobre o que na realidade pretende fazer. Também já tive oportunidade de dizer aqui neste blog que não concordava com a sistemática utilização dos “casos de tribunal” para atacar a presidente da Câmara e é somente ai que “não partilho os cavalos de batalha”.

- Terminamos com os JSD’s. Reconheço que utilizei mal as palavras e que me “espalhei”. O que quis dizer é que não me parece muito justo enxovalhar o nome de pessoas (sejam meus amigos ou não) que, até prova em contrário, reúnem todos os requisitos para os cargos que ocupam. Não vamos ser líricos ao ponto de dizer que um presidente da câmara é desonesto e desleal se entre 5 candidatos a um lugar, que chegam à fase de entrevistas e apresentam apetências comuns, escolher aquele que já conhece e partilha os seus ideais políticos. Se acha que é um contra-senso então o que me diz de permitir que esses nomes sejam “achincalhados” hoje e dizer na mesma altura que conta com eles motivados daqui a 2 anos?!!!

Agradeço-lhe, Maria Santos, o seu comentário que não levei a mal porque penso que teve boa intenção. Se de futuro quiser colocar alguma questão ou “trazer-me à terra” durante algum devaneio pode fazê-lo pelo meu mail paulo.silva5@sapo.pt , eu agradeço.


De Paula S...... a 26 de Maio de 2007 às 13:01
"- Terminamos com os JSD’s. Reconheço que utilizei mal as palavras e que me “espalhei”. O que quis dizer é que não me parece muito justo enxovalhar o nome de pessoas (sejam meus amigos ou não) que, até prova em contrário, reúnem todos os requisitos para os cargos que ocupam. Não vamos ser líricos ao ponto de dizer que um presidente da câmara é desonesto e desleal se entre 5 candidatos a um lugar, que chegam à fase de entrevistas e apresentam apetências comuns, escolher aquele que já conhece e partilha os seus ideais políticos. Se acha que é um contra-senso então o que me diz de permitir que esses nomes sejam “achincalhados” hoje e dizer na mesma altura que conta com eles motivados daqui a 2 anos?!!!" Tem noção que escoher o conhecido é ilegal? Chama-se favorecimento pessoal? e já agora não têm todos os requesitos, peça para ver os concursos de informáticos.



De Paula S...... a 26 de Maio de 2007 às 13:03
"- Terminamos com os JSD’s. Reconheço que utilizei mal as palavras e que me “espalhei”. O que quis dizer é que não me parece muito justo enxovalhar o nome de pessoas (sejam meus amigos ou não) que, até prova em contrário, reúnem todos os requisitos para os cargos que ocupam. Não vamos ser líricos ao ponto de dizer que um presidente da câmara é desonesto e desleal se entre 5 candidatos a um lugar, que chegam à fase de entrevistas e apresentam apetências comuns, escolher aquele que já conhece e partilha os seus ideais políticos. Se acha que é um contra-senso então o que me diz de permitir que esses nomes sejam “achincalhados” hoje e dizer na mesma altura que conta com eles motivados daqui a 2 anos?!!!" Tem noção que escoher o conhecido é ilegal? Chama-se favorecimento pessoal? e já agora não têm todos os requesitos, peça para ver os concursos de informáticos.



De Tonyy a 24 de Maio de 2007 às 20:14
Mais uma vez vamos ser nós (Messines) a resolver isto, parece que o PS Nacional quer alguém com verdadeiro peso político em Silves, com este perfil só o dr. Vítor Neto!!!!!!!


De Anónimo a 25 de Maio de 2007 às 16:43
Vítor Neto seria uma solução perfeita. O difícil será convencê-lo a aceitar o desafio.


De Anónimo a 22 de Maio de 2007 às 23:27
Concordo, são mesmo as "situações aparentemente sem saída são por vezes as que nos obrigam ao encontro dos sinais de esperança", que, bem vistas as coisas, estão por todo o lado. No fundo, seja bem vindo quem vier por bem. É já tempo de emalar a trouxa e zarpar, que o povo quer respirar.

Ernesto Torreira


De estoudeolho a 23 de Maio de 2007 às 18:10
Hello!!!!!
Sr Carneiro Jancinto, proposta para quando????? Anda por aqui, fala mal de tudo e de todos, sem respeito muitas das vezes por aqueles que já o ajudaram!!!! o que tem por este blog é meia dúzia de oportunistas, mas propostas nada, mas aqueles que têm andado consigo quem são??? Alguns dissidentes partidários que se calhar pela sua fraca competência têm sido renegados para segundo plano, é com estes que pensa formar uma lista??? Então para pior antes assim!!!

Em vez de andar a aturar pessoas com mais alcool do que sangue, diga as suas propostas, já não é sem tempo!!

Já agora e sabendo e que é do conhecimento publico como arranjou os seus cargos nos mais variados lugares políticos????

inté

PS: agradeço uma resposta sua, pois tal não aconteça passo a acreditar em tudo o que se fala de si, olhe que não é pouca coisa e bem pior do que já se falou e muito neste blog


De Zorra Berradeira a 23 de Maio de 2007 às 23:49
Entrou tarde e mal na blogosfera, meu amigo!!!!!
Se está à espera que o Sr. Carneiro Jacinto responda às suas provocações, engana.se... Isso faz-se desse lado da barricada. Não deste.
1º - Não espere que o Sr. Carneiro Jacinto vá responder, a correr ao seu comentário, porque, conhecendo-o, como o conheço, não o fará... Quem não deve não teme, e como tal, não são os seus tiros atirados nos seus pés que o vão levar a responder a provocações.
2º - Já devia ter repararado, mas não o fez, porque, obviamente, apanhou o "combóio" fora da estação, que a postura política do Sr. Carneiro Jacinto prima pela diferença, e, a diferença faz-se em andar com a cabeça levantada, conhecendo o seu rumo e os seus timings, impostos por ele, escolhidos por ele e não quando os senhores querem ou quando querem. Um verdadeiro líder, dialoga, troca impressões, ouve todas as partes, mas apresenta as suas ideias em devido tempo de campanha. Não as atira, de mão beijada, aos adversários. Não se precepite. Não tenha pressa. Olhe que o Sr. Carneiro Jacinto não a tem, Oportunamente, saberá o que todos nós ansiamos. Mas sabemos, todos nós, ser serenos que é algo que falta, há uns anos a esta parte, aos Munícipes deste Concelho.
3º - Não é denegrindo que se ganham aliados e muito menos batalhas, já para não falar em guerras.É construindo, por isso, não vale a pena, e, volto a repetir-lhe, tentar lançar armadilhas ao Sr. Carneiro Jacinto porque não conseguirá os seus intentos. Conheço o Sr. Carneiro Jacinto o suficiente, para, neste caso concreto, responder por ele. E o tempo mostrará quem tem razão!!!!!!!!
4º - Diga, meu amigo, diga, com toda a baixeza que caracteriza a baixa política que parece ser do seu agrado, como é que o Sr. Carneiro Jacinto conseguiu os lugares que ocupou. O que é que ganha com isso?
Uma estrondosa gargalhada!!!

Por ora fico-me por aqui. Começo a não ter luz na minha gruta. É que as coisas por estes lados do Odelouca e Falacho não andam muito bem cheirosas. Porque será?


De estoudeolho a 24 de Maio de 2007 às 18:00
Hehehehehe!!!!!


Parece que os meus comentários não têm respostas, porque será????? Quanto ao comentário da “Zorra” a minha resposta é, hehehe serei da oposição e se sou qual delas??? Mas digo-lhe uma coisa, deve haver poucos indivíduos deste concelho que gostem mais dele do que eu!!! Já agora, para sabermos em quem votarmos temos de saber a suas ideias, este é o principio para o voto. Sou daqueles que até hoje não devo ter votado sempre no mesmo partido, por isso descubra qual é a minha oposição, hehehe.

Em suma, detesto ver lambe botas, e isto não é linguagem baixa e se é tenho que por em causa que tipo de blogs ando a comentar.


Inté


De Zorra Berradeira a 24 de Maio de 2007 às 18:19
Porque será que não têm resposta?
Questione.se a si mesmo!!!!!!!



De gabriela rocha martins a 24 de Maio de 2007 às 00:03
Mas esta gente anda toda maluca, ou faz-se?
Confunde-se o dono do blog com os comentaristas...
Confundem-se os posts com os comentários!!!!!
Quem é que anda a falar mal a torto e a direito, ó Sr. EstoudeOlho? Parece-me que, das duas uma. Ou precisa de trocar os óculos, ou sofre de grave miopia e estigmatismo em último grau.
O Sr e os seus Amigos fartam-se de bombardear a torto e a direito, dizer mal, inventar, deturpar factos, achincalhar, pedir o que muito bem vos vai pela cabeça, ditar leis, e depois vêm, com todo o desplante, ameaçar pessoas de bem?
Tenha calma. Faça como eu. Seja paciente e acredite que ... Devagar, Muito Devagar ,Se Vai Ao Longe...

Deixo-o com a sabedoria do nosso povo -"as cadelas apressadas fazem os cachorros cabeçudos"


De João da Serra a 24 de Maio de 2007 às 23:49
Não será antes "As cadelas apressadas tiveram os cães cegos"??!!!


De ESTOUDEOLHOEMTI a 24 de Maio de 2007 às 00:09
Bem podes esperar sentado pela resposta, ó meu!!!!!!! E acredita à vontade porque o problema é teu . Só que tens duplo trabalho . Acreditar agora para depois verificares que te enganaste . Acontece aos melhores


De SILVENSE DESATENTO a 24 de Maio de 2007 às 23:56
Já começo a achar que este candidato veio para cá numa de "chegando lá e conhecendo o Mário Soares, papo aqueles grunhos todos" e só por que aparecia nas fotos em Lisboa no mesmo lugar que o Emplastro aparece nas do Porto É O MAIOR.


De Paula S................. a 23 de Maio de 2007 às 19:02
concordo com todos os comentários, excepção ao ultimo. penso que a imagem de toda a Oposição esta desgastada. começaram a "batalha" muito cedo. Como a Rainha não caiu................parece que cada vez há mais Oposição dentro da Oposição!


De Maria Antónia ( a genuína ) a 24 de Maio de 2007 às 12:52
Partilho, consigo, a vontade em agarrar, defender, desenvolver e tornar ainda mais conhecidos os estruturantes sinais de mudança que se avizinham.
Aliás, este nosso Concelho carece, vivamente, de uma radical mudança.
E, mais do que uma mudança radical, de uma varridela, devolvendo aos Silvenses e quem com eles caminha a par, a dignidade de uma comunidade livre.


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