António Carneiro Jacinto
Sexta-feira, 25 de Maio de 2007
DE VALE FUZEIROS À SÉ DE SILVES

Por proposta do vereador socialista Fernando Serpa, a Câmara Municipal aprovou por unanimidade a não  venda  dos terrenos da Herdade do Bom Homem,  com o objectivo de inviabilizar a instalação da linha de alta-tensão, cujo traçado tem vindo a ser contestado pelos moradores da zona de Vale Fuzeiros.

Trata-se de um acto político de puro oportunismo, pois o vereador referido, licenciado em Direito, tem obrigação de saber que, na fase a que chegou este processo, a iniciativa ora tomada, em nenhuma circunstância pode produzir efeito. O vereador Fernando Serpa prestou, em todo o caso, mais um excelente serviço ao PSD e a Isabel Soares (ausente) que não sabiam para onde se virar.

Mas temos o lado positivo de, pressionados  pelas populações, os actuais vereadores terem unido esforços e aprovado esta posição, por unanimidade.

Seria bom que situações destas se repetissem em outros domínios.

Lançamo-vos. portanto um desafio:

 

De entre as muitas situações existentes no nosso concelho carecendo de intervenção, elegemos uma que , certamente,  irá mobilizar a unanimidade do executivo da Câmara e, consensualmente, será encontrada a forma de manifestarmos a vontade politica de ultrapassar a dificuldade existente

Trata-se da intervenção num imóvel classificado – a Sé.

 

 

Como é do conhecimento público, a nave central está interdita ao público. Do tecto começaram a cair bocados de madeira o que indiciava que alguma coisa não estava bem. O Sr. Padre Carlos Aquino estabeleceu contactos com a DGEMN (agora em processo de extinção) e com a CMS no sentido de resolver este problema. O problema permanece. Apelou para que todos os católicos “pressionassem” como e onde pudessem para resolver o problema.  E o problema permanece.

 

Entretanto, muitos foram os que deixaram de participar na celebração da missa naquele templo.  O culto decorre no altar principal e o acesso faz-se por uma pequena porta da sacristia. Portanto, o culto está interdito a claustrofóbicos ou àqueles que, conhecendo melhor as regras de segurança, se apercebem que é um risco estar naquele espaço e, consequentemente,  participar na missa. Se, por coincidência, cair um bocado de madeira ou outra coisa qualquer na nave central … é só imaginar o que poderá acontecer quando aquela centena de pessoas fizer a tentativa de sair por onde entrou (isto é pela porta da sacristia).

 

Portanto, está na hora de orientarmos esforços para a recuperação da Sé, não só pelo peso histórico que assume no Algarve, como pelo significado que tem para cada um daqueles que, sendo católicos, se deslocam a outras paragens para assistir ao culto dominical.

 

Até para ir à missa a população tem de sair de Silves!

 

P.S. A propósito de Vale Fuzeiros : contrariamente ao que foi escrito, esta semana, no “Correio da Manhã” não é verdade que as obras, em Vale Fuzeiros se iniciem na próxima segunda feira. As obras vão arrancar, de facto, de poente para nascente e de nascente para poente, mas estão longe, muito longe de chegar nos próximos meses a Vale Fuzeiros…

 

 

 

 



publicado por António Carneiro Jacinto às 22:18
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34 comentários:
De Orlando Lopes a 26 de Maio de 2007 às 01:22
Chamar oportunista ao Fernando Serpa depois de escrever um post destes é mesmo de quem não tem vergonha nenhuma na cara.


De euviumsapo a 26 de Maio de 2007 às 11:00
Senhor Orlando,
O Senhor, sabe ler?
Que eu saiba ninguém chamou oportunista a ninguém, leia-se a citação " trata-se de um acto de oportunismo politico", o acto é que está adjectivado, não a pessoa de Fernando Serpa.
Quando interpretar o que lê, tente fazê-lo correctamente e com objectividade será mais fácil para todos e não dará azo a este tipo de confusões.

Quanto à sé permita-me Srº Carneiro Jacinto , a minha opinião e que me perdoem todos os silvenses pela ironia , serei o mais irónico possivel e quem me conhece sabe do que falo. Que a deixem cair!!! Agora obras!!! Para quê obras num espaço ,como a Sé Catedral de Silves? Já agora saberão os nossos politícos de história e do que a nossa Sé representa em no roteiro dos Monumentos Nacionais?
Que caia!!! A seguir levantamos os destroços e colocamos uma tenda e está o problema resolvido.
Em São Bartolomeu de Messines a Igreja não cai e sabem, porquê Alcaides de Silves??? Apenas porque existe sempre uma boa vontade dos Messinenses em ajudar a Fabrica da Igeja com donativos, e é de louvar a boa vontade da CCAMM desta freguesia que dá assim um subsidisito para a mesma todos os anos, porque se a mesma estivesse à espera da boa vontade politíca, até o campanário já tinha vindo abaixo.

Um excelente fim de semana.


De Anónimo a 3 de Junho de 2007 às 01:47
Será que merece a pena desenterrar os apoios da CCAM de Messines à Fábrica da Igreja e episódios antigos como o ca cruz?

Cláudio Sequeira


De Paula S..... a 26 de Maio de 2007 às 12:52
"O vereador Fernando Serpa prestou, em todo o caso, mais um excelente serviço ao PSD e a Isabel Soares (ausente) que não sabiam para onde se virar." Frase muito infeliz. Fez o papel de vereador da Oposição! Apresentou uma proposta que mais favorece a População do que o PSD!


De Fernando Pires a 26 de Maio de 2007 às 18:01
Andam todos a fazer favores uns aos outros para verem quem fica com a panelinha, tal como em Lisboa, todos dizem que está mal mas todos lá querem sentar o rabinho. Pelo menos lá houve a coragem (ou cedência à pressão mediática) de fazer cair a assembleia municipal. Arguidos também os há em Silves, o que falta são tomates.


De mussiene a 28 de Maio de 2007 às 14:53
Amiga Paula S....
A tomada de posição do vereador do PS DrºFernando Serpa de nada vem servir a população, depois do processo estar praticamente em fase de execução, nada mais que fogo de vista, e um atirar de arei a para os olhos da população de Vale Fuzeiros, se o Dr. Fernando serpa o tem sugerido no inicio do processo, quando foi pedido parecer à autarquia aí nessa altura teria sido uma atitude de um nobre político e homem; Agora no nesta fase de quase execução, a sua atitude de nada vale apenas para a Drª Isabel Soares, se desculpar pela sua negligência no processo.


De Paula S...... a 28 de Maio de 2007 às 20:25
mussiene cresci a ouvir ditados populares e acho que a morrer vou ouvi-los, tais como: "mais vale tarde que nunca"! Eu acho graça que toda a Oposição e o já candidato CN apontem a dedo à "ilegal" IS, mas não têm coragem de provocar eleições como em Lisboa! E era simples, CN puxava os cordelinhos na TV e dizia: "Em Silves a Autarca é PSD e é arguida"! Era muito simples, se calhar falta coragem!


De André Neves Bento a 26 de Maio de 2007 às 16:22
Permita-me António Carneiro Jacinto o desabafo, talvez inoportuno neste tópico, mas é disso que se trata apenas - um desabafo. E faço-o porque vejo a regressão a que a cidade de Silves tem sido sujeita pelas vontades do poder político central, sem que na cidade, uma voz sequer se levante! Nem da população, nem dos responsáveis eleitos.


Vale Fuzeiros e o mau estado de conservação em que a Sé, a par do castelo outro nosso ex-líbris, são apenas duas situações pontuais num conjunto tão vasto que me levam a com cada vez mais frequência a ponderar se quero continuar a viver nesta cidade e a lutar por ela. Provavelmente outros, com uma idade próxima da minha - 27 anos - há muito que já não se debatem com essas questões e já se mudaram. Afinal, se não os podes vencer, junta-te a eles! (será sempre um hipótese).


O que desejo realmente denunciar é uma situação que não vi ainda comentada por outros mas que sem dúvida afectará a população da área de influência de Silves e restante freguesia.
Como é sabido, operaram-se obras na Estação de Correios da nossa cidade. Tal, fez com que provisoriamente, e durante alguns meses, estivessem os balcões instalados em outro local. Quando reabriram os Correios, no bonito edifício original, após as obras descaracterizado por um néon encarnado que ilumina toda a rua com essa poluição visual que produz, Silves tinha perdido o seu Centro de Distribuição Postal.
Esta transferência era há muito desejada pela empresa CTT Correios de Portugal SA, e as obras foram a oportunidade.
Isto faz com que, muito embora a distribuição de correspondência nesta área de influência se processe normalmente, com os carteiros a sair da cidade de Lagoa para distribuir correio em Silves, toda a correspondência não entregue, regresse também com os carteiros ao Centro de Distribuição de Lagoa e não à Estação de Correios de Silves, quando terminados os giros.


Tal como eu, muitos Silvenses estarão a ser lesados por uma irregular ou insuficiente prestação dado que os padrões de serviço da empresa não estão a ser cumpridos, pelo simples facto de sermos Silvenses e nesta cidade residirmos.
Decorrente da minha actividade profissional, recebo em casa, quase diariamente objetos registados prioritários. Pelo facto de ter uma actividade profissional e tal não me permitir permanecer em casa, algo que acontece com a maioria das pessoas, os objectos registados não me são entregues e muito embora seja deixado um postal, não temos a possibilidade de os levantar na estação até à hora do seu encerramento – 18:00 horas, porque são levados para Lagoa e só no dia útil seguinte regressam novamente a Silves. Esta situação é ainda mais grave quando se trata de uma sexta-feira. Esta situação é no mínimo absurda e ao que parece, única no Algarve. Portanto, façam como eu fiz e passarei a fazer sempre que a situação ocorra, e assinem na Estação de Correios de Silves, o “Livro de Reclamações”. Talvez um número significativo de reclamações altere a postura da empresa e repense a decisão. Afinal, o número de residentes em Silves não é inferior ao que era há 50 anos atrás, pelo que merecemos continuar a poder dispor de um Centro de Distribuição Postal na cidade.


Os meus cumprimentos, André Neves Bento


De Joao a 26 de Maio de 2007 às 17:14
Senhor André tem toda a razão, mas . . . é só mais uma das muitas coisas que está a acabar em Silves.
EDP ?
Autocarro para a estação ?
Centro de Saúde ? - horários
Encerramento do internamento do centro de saude ?
Igreja ? sem condições
Prisão? - tem os dias contados, quando encerrar as casas alugadas aos Guardas e algum comércio vão sentir a falta.
Prevejo que a curto prazo encerre algum comercio e complexos "complexados" no nosso concelho.
Pergunto eu: Quais as medidas tomadas perante estas e outras situações que levam ao desemprego e á diminuição do comércio no nosso concelho?
É caso para dizer ALELUIA . .



De Cristina Valente a 27 de Maio de 2007 às 01:03
Retomando um dos assuntos do seu Post acrescento:

A responsabilidade da realização das obras de conservação e restauro na Sé era da DGMN, estando esta agora extinta, encontram-se alguns funcionários em fase de reintegração no ex. IPPAR (futuro IGESPAR), outros engrossarão a lista dos excedentes (dizem que é o que sucederá com a funcionária que estava responsável pelo Algarve, pois parece que o IPPAR do Alagrve não a quer cá). A Câmara já se terá apercebido que tem mesmo de assumir a liderança deste processo porque os organismos da tutela estão todos em stand by?
Castelo de Silves - dizem muitos especialistas em património, que a intervenção efectuada no imóvel servirá como exemplo de tudo aquilo que não se deve fazer em termos de intervenção num monumento. A mim parecem-me, muitas delas, completamente desadequadas, a começar pelo tipo de restauro efectaudo nas ruínas, mas eu não sou especialista. Não seria de parar para pensar e falar com alguns, reuni-los e colocá-los a discutir as soluções que estão a ser postas em prática, ao que parece um pouco levianamente?
Cruz de Portugal - problemas de conservação, agravado o seu estado por via das obras que ocorreram em seu redor. Já alguém olhou com olhos de ver para o telheirinho que a cobre e se apercebeu de quão rídiculo é? Estamos a falar de um monumento nacional, tal como o castelo e a Sé, de enorme beleza e simbolismo. Não seria de equacionar uma estrutura que dignificasse o imóvel?Se já passava despercebido a quem por ela passa, agora, integrada em todo aquele imenso largo, ninguém dá pela sua triste existência.
Poço- cisterna árabe - é o 4º monumento nacional classificado da cidade. O acesso à escadaria que o circunda é vedado ao público em geral, alegadamente por ser perigoso. Pois digo eu, que esta medida excessiva lhe retira mais de metade do seu interesse, visto apenas de cima ninguém tem percepção da dimensão do edifício, é uma pena, portanto, que não seja possível aceder ao seu interior, ainda que tal pudese ser condicionado. Tal medida só pode vir de quem não conhece nada, pois o que não falta po esse mundo fora são monumentos, cuja visita, envolve muito mais riscos. Mas, será mesmo por ser perigoso ou é porque a Câmara já não tem dinheiro para as lâmpadas? Ao que parece, há mais de um ano que as lâmpadas fundiram e ninguém as substitui. Terá tal facto a ver com o total desprezo a que o Museu de Arqueologia foi dotado? Durante um tempo, o funcionamento do mesmo foi mantido por um bacharel em gestão hoteleira (tudo a ver, não vos parece?), depois resolveram criar um tacho a uma amiga do Arq. Alegria (o arquitecto do regime). A Sra. vinha de Lisboa, uma vez por semana, nem tinha formação na área, mas era paga a peso de ouro. Pouco ou nada melhorou no museu. Agora, colocaram lá uma miúda que acabou o estágio em História da Arte. Nem conhecimentos de Arqueologia, nem de Museologia, nem experiência nestas áreas. Mas o que é que passa pela cabeça destes políticos? Fazer omoletes sem ovos?
Acho que ficarei por aqui, porque a prosa já vai longa, mas poderia falar do estado de ruína da ponte velha, da destruição indirectamente prepetrada pela Câmara à Vila Romana da Vila Fria, das ruínas da Arrochela, supostamente preservadas para musealização, há qause década e meia, da falta de poder de negociação para aquisição do Palacete Grade ou do próprio cinema. Enfim, tem razão o André Bento, muitos de nós, que fizeram os seus estudos superiores e voltaram para cá, porque queriam fazer algo pela sua terra, estão hoje amargamente arrependidos. Silves não é um sítio onde apeteça viver.


De Paula S....... a 28 de Maio de 2007 às 10:01
Eu acho que vontade de restaurar ou comprar até pode haver Cristina Valente, não há é euros! Mas para os que dizem que não, ficam aqui os exemplos de duas obras em Silves, a diferença de conclusão e utilização!
1. Teatro Mascarenhas, todas as diligencias efectuadas pela CMS, obra concluida (a inauguração pré eleitoral assim o demonstrava), entidade pagadora: CMS;
2. Palácio da Justiça, todas as diligencias efectuadas pela CMS, obra concluida e em funcionamento, entidade pagadora: Estado;

Já agora prestem um pouco de atenção à entrada da nossa cidade, a Av. Marginal continua deploravel, é a primeira vista de quem visita Silves.....


De Al-xà a 4 de Junho de 2007 às 15:53
E esteve muito bem entregue... se não sabe devia saber, que foi precisamente nesse período que se fizeram as melhores exposições que jamais passaram por Silves. Quanto a outros pormenores, sem ovos.... que todos os departamentos da Câmara tivessem pessoas dedicadas como este teve.


De André Neves Bento a 28 de Maio de 2007 às 17:05
Mas porque motivo haveria a autarquia de comprar o Palacete da família Mascarenhas Grade? Não está à venda e bem sei que não está nas intenções dos herdeiros vender o imóvel. Também a Cristina Valente refere o Cinema. De todos os cine-teatros que já existiram no Algarve - e eu sei do que falo porque estou a estudá-los, a grande maioria foi já demolida com a conivência das próprias autarquias. Para lembrar os bons velhos tempos, o único exemplo que poderei citar de uma boa utilização, é o caso do Cine-Teatro Louletano que continua a abrir as suas portas com uma programação cultural invejável da Câmara de Loulé.


Ninguém se questiona quais os motivos pelos quais o cinema de Silves encerrou? Julga a senhora Paula que foi por falta de espectadores? Quem terá preferência por ver cinema numa destas muito modernas mas acanhadas salas multiplex que agora proliferam nos centros comerciais? O Cine-Teatro Silvense encerrou as suas portas porque concorria directamente com os interesses de outra sala de espectáculos na cidade. Os vários argumentos como a inexistência de saídas de emergência não têm grande peso.


Mas mesmo que existessem os tão desejados euros, porque deveria a autarquia adquirir mais espaços, se aqueles já existentes - Biblioteca Municipal e Teatro Mascarenhas Gregório - continuam com as suas portas encerradase sem programação.
Só para lembrar alguns e quiçá elucidar outros que não o sabem, quando Samora Barros morreu em 1972, deixou uma condição testamentária expressa de que a sua bela Casa do Cerro, seria legada à cidade de Silves, para que aí fosse criada a sua Casa-Museu com o depósito das suas obras que são colecção da sua família. A condição para que isto se verificasse era a de que tudo fosse feito num período de 10 anos, findo o qual, reverteria a casa novamente para a propriedade da família que lhe deu o destino que se conhece - a venda a um privado.
Não creio portanto que seja necessário adquirir mais espaços para Silves. O ideal será que se faça um bom uso dos que já existem.

André Neves Bento


De João da Serra a 28 de Maio de 2007 às 17:32
Para os mais distraídos e para os que não entenderam o texto do André Neves Bento fica a nota que neste concelho tudo o que possa concorrer com os interesses da família Soares é para abater. O único que conseguiu vencer a "besta" foi o Belmiro de Azevedo que enfrentou o lobby da Alicoop e instalou um Modelo em Silves. Todas as outras cadeias e ideias que entrem em "conflito" com a Fábrica do Inglês, o Alicoop e outros, são mortos à nascença.


De Cristina Valente a 29 de Maio de 2007 às 00:42
Caro André, obviamente que respeito a sua opinião e em parte concordo consigo, mas também acho que a oferta cultural se quer de qualidade e diversificada e, em Silves, ainda faltam muitos equipamentos que permitam viabilizar esse tipo de oferta. A meu ver, o cine-teatro poderia ser adaptado a um excelente auditório. A cultura ganharia duplamente - ficaríamos com um espaço para a realização de diversas formas de expressão artística e salvaríamos da ruína um dos únicos exemplares da arquitectura dos anos 50. Ainda em relação ao cinema, é bem verdade que foi a Câmara que o fechou. Caricatamente, na mesma semana, um serviço camarário assinava a sua sentença de morte, enquanto outro, solicitava a cedência da sala para a realização de um concerto no âmbito das Comemorações do dia 25 de Abril (nessa altura ainda se comemorava a data...), o que deixou o Carlos Matos estupefacto...
Quanto ao Palacete, talvez não saiba, porque ainda era muito novo, mas a família esteve prestes a vender à Câmara o imóvel. Isso só não aconteceu porque o executivo camarário mudou e o partido que sucedeu no poder adoptou um esquema de pressão sobre a família, ameaçando expropriação, que deitou por terra o esforço empreendido pela anterior. Todos sabemos que a família não tem capacidade para recuperar o imóvel e que o mesmo, não tarda, entrará num processo irreversível de ruína.


De Paula S..... a 29 de Maio de 2007 às 10:59
Atenção e só uma correção: quem fechou o cinema foi o IGAC e não a CMS e talvez se pedirem explicações verdadeiras até acabam por perceber porque fechou o cinema! Mais um dado importante, só lá são proibidos eventos culturais, o bar nunca fechou.......


De André Neves Bento a 29 de Maio de 2007 às 16:34
Tem toda a razão Paula. Justiça seja feita: não foi a CMS mas sim o IGAC a ditar a ordem de encerramento! Aliás, nem a CMS tinha poderes para isso. Mas a Inspecção Geral das Actividades Culturais possui delegados em todas as Câmaras Municipais deste país. Silves não é excepção. É é cada um deste delgados quem dá o seu parecer à Inspecção. O delegado do IGAC na Câmara Municipal de Silves é o senhor Ricardo Jorge das Neves Gregório, que sinceramente não conheço. Garanto também que não temos relação de parentesco. Já era este o senhor delegado do IGAC na altura em que esse organismo encerrou o nosso Cine-Teatro Silvense?

Quem souber...


De Cristina Valente a 29 de Maio de 2007 às 19:42
Não! Era o Sr. Paulo Jorge Cabrita que, felizmente, já não trabalha na Câmara. Era um daqueles funcionários exemplares...Mais, cara Paula e caro André, o Sr. Carlos Matos dirigiu-se por diversas vezes à Câmara para pagar as licenças do cinema, só que, o tal funcionário, como exemplar que era, nunca lá estava e, vai daí, o Sr. Carlos Matos desabafou: "Quando ele quiser que vá receber a minha casa que eu estou farto de o vir aqui procurar". Quando o funcionário voltou e lhe contaram do tal desabafo, o rapaz não gostou e desencadeou todos os mecanismos para que o cinema fosse encerrado. A Câmara soube atempadamente o que se passava e nada quis fazer. Por isso rectifico o meu escrito de ontem, onde se lê a "Câmara encerrou", deve ler-se, "a Câmara deixou encerrar". Pode acrescentar estes dados ao seu trabalho André Bento, são factos e a história faz-se de factos.


De paula s...... a 29 de Maio de 2007 às 20:21
Cristina Valente mais uma vez corrija-se, não era o Sr. Paulo Jorge que lá estava, era o Sr. João Rui. Mas as decisões tiveram como base uma inspecção do IGAC. O Cinema tinha à data 4 anos de licenças em atraso (1997-2001). Em quatro anos não haviam funcionários na CMS?


De Cristina Valente a 30 de Maio de 2007 às 00:06
Cara Paula S....
Desta vez não posso corrigir-me, reafirmo o que escrevi e garanto-lhe saber do que falo..., mas também não é muito importante para o caso, se foi o A ou B, nenhum dos dois permanece por lá, o que importa é o futuro.

Sr. Carneiro Jacinto
Se fosse Presidente da Câmara o que faria quanto ao Cinema? E ao Palacete Grade?


De paula s.... a 30 de Maio de 2007 às 10:25
Cristina Valente, ai não importa.........maneira suave de cavar um buraco! Só para ter mais certezas se quiser uma cópia do dossier cinema, arranja-se!


De Gianluca Pereyra a 16 de Janeiro de 2009 às 18:13
gosto bastante deste blog, tenho conhecimento tambem que já passou para o dominio do blogspot, mas ao fazer um pouco de pesquisa sobre o cine teatro de silves deparei-me com este post e seus comentários, queria saber se realmente é possivel obter o "dossier" do cinema, o meu e-mail é gianlucapereyra@hotmail.com,

muito agradecido


De Joaquim Santos a 28 de Maio de 2007 às 18:55
Exº Senhores
Quando leio estes posts, sinto uma enorme tristeza ver ao estado a que chegamos. E pior não haver qualquer alternativa no horizonte, nem daqui a 10 anos.

Quando saio a rua para saber algo sobre a vida desta cidade noto desinteresse total, quer a nível dos sectores económicos quer a nível de população e de todas as faixas etárias. Os da minha idade dizem “ enquanto eu vou tendo o banco dos reformados e alguns excursões, o que posso querer mais”. Os mais novos, “ já estamos habituados, o que podemos fazer ? nada” E o futuro esses referem é só acabar os meus estudos e sair daqui.
O Srº Carneiro Jacinto bem tenta lutar e quer tentar mudar a situação. No futuro não vejo nada de bom para si, apenas uma derrota. Apenas valeu o seu esforço e algumas novidades. Quanto mais se descobre o seu núcleo de trabalho, mais chego a essa conclusão.
O PS existe apenas na Assembleia Municipal, com algum trabalho lá se vão aguentando, com umas ideias e algumas moções, e nada mais
A CDU , passa mais tempo a estudar os assuntos do que arranjar alternativas.
E possivelmente a Srª Isabel Soares esta super tranquila. Quer queiramos ou não ela não tem oposição. E com uma população sem objectivos, sem iniciativa, desmotivada. Que mais ela pode querer.
Se nós não somos interventivos, construtores, exigentes, somos apenas uns críticos de tudo e de nada, gostamos de imputar as culpas aos outros, procuramos notoriedade, somos egoístas. O que esperamos dos nossos representantes políticos? Eles são o espelho das nossas decisões e da nossa ignorância. Nós só temos o que merecemos.
Pergunto me muitas vezes porque o cidadãos do norte são mais desenvolvidos que nós ?
E todos tem uma génese o interesse colectivo. No sul o interesse é o particular.
Joaquim Santos



De António Carneiro Jacinto a 28 de Maio de 2007 às 22:55
Caro Joaquim
Leio sempre com muita atenção os seus escritos, mas gostava de lhe pedir uma ajuda:pode dizer-me quem é o meu "núcleo de trabalho" que,na sua opinião me vai conduzir à derrota.Fico-lhe muito agradecido.


De Joaquim Santos a 29 de Maio de 2007 às 01:33
Exº Senhor Carneiro Jacinto

Antes de lhe responder apenas gostava que respondesse com toda a sinceridade:
O srº Francisco Matos, Ex Presidente da Câmara Municipal de Silves, pertence ao seu grupo de trabalho?

Como tenho vindo a referir há já muito tempo, os candidatos ou pseudo candidatos para mim tem de ter um programa, um projecto e politicas credíveis. Tem de ter capacidades para a sua execução e uma equipa forte e com capacidade de execução.

É aquilo que por muita pena, não se tem verificado neste concelho. Projectos e programas megalómanos e uma equipa ainda pior. Pois não passam de pessoas subservientes a uma vontade, (basta ir a uma AM e ver a realidade). Por isso se vê ao que chegamos
Não concorda comigo Srº C. J. ?

Srº C. J.
Sabe daquele ditado “diz com quem andas que digo quem és”. Como sabe a idade torna-nos mais observadores das realidades e do conhecimento das pessoas, as acções são a melhor prova desse conhecimento. E as palavras apenas aquilo que queremos com que os outros fiquem sensibilizados.

O Srº pode ter estudos e canudos, pode ter ocupado os cargos que bem quis e conseguiu, eu apenas um simples cidadão deste mundo, trabalhando para o pão de cada dia. Pelo menos temos uma coisa em comum não nos envergonhamos do que fizemos .Mas hipócrita espero que o Srº não seja, pelo menos não o tomo como tal.
Também sabemos que a politica leva muitos a selo..
Com os melhores cumprimentos
Joaquim Santos


De António Carneiro Jacinto a 29 de Maio de 2007 às 08:55
Meu caro
Garanto-lhe que, na altura própria,apresentarei um programa de verdade, um projecto em que todos ficarão a saber quais são as prioridades e politicas crediveis e exiquiveis..Apresentarei ainda uma equipa forte, com capacidade de decisão.A equipa não incluirá qualquer homem ou mulher que já tenhamtido responsabilidades em executivos anteriores.


De Paula S...... a 29 de Maio de 2007 às 11:05
António Carneiro Jacinto apresentou-se como candidato, certo? Porque não provoca a queda do actual executivo?


De Filipa Simões a 29 de Maio de 2007 às 12:44
Paula S...
Porque haveria o Srª Carneiro Jacinto de fazê-lo? que competÊncia legal e jurídica tem o mesmo, para provocar a queda do Executivo Camarário?


De Paula S...... a 29 de Maio de 2007 às 20:13
Filipa Simões deveria faze-lo antes que se limpassem mais pistas de gestão danosa, acusação que qualquer autarca está sugeito. Legais e Juridicas nenhumas, mas a de Lisboa caiu por questões MORAIS! Poque o Presidente foi constituido arguido e cá também a nossa Presidente já o é! Logo e sendo o CN a pessoa com mais influencia na TV, poderia ter a moralidade de fazer "saltar" a noticia para vermos a atitude do lider do PSD!


De Joaquim Santos a 29 de Maio de 2007 às 22:50
Exº Senhor Carneiro Jacinto

Quero desde já agradecer pela sua amável resposta, a qual mereceu a minha maior atenção, possivelmente por lapso, verifiquei que não respondeu a minha pergunta. Assim volto novamente a questionar o Srº Carneiro Jacinto: O Srº Francisco Matos, Ex Presidente da Câmara Municipal de Silves, pertence ao seu grupo de trabalho?
Pois a resposta dada não foi directa e concisa, apenas revelou uma intenção.

Em relação ao post da Srª Paula S… gostaria a título de curiosidade, perguntar: A srª acredita na justiça, e nos meios de investigação criminal em Portugal ?
Com os melhores cumprimentos
Joaquim Santos


De António Carneiro Jacinto a 29 de Maio de 2007 às 23:58
Paula e Francisco

Não sei quem é o CN que tem esse poder todo na televisão(qual televisão?)a que se refere constantemente. Joaquim a minha resposta foi directa e concisa, não podia ,aliás ser mais clara e não se limitou a uma intenção.Releia que está lá tudo


De Joaquim Santos a 30 de Maio de 2007 às 01:28
Exº Sr. Carneiro Jacinto

Quero agradecer o seu post, que foi esclarecedor e do qual tirei todas ilações.
Com os melhores cumprimentos
Joaquim Santos


De Paula a 30 de Maio de 2007 às 10:28
Desculpe o engano. Era CJ= Carneiro Jacinto!


De Paula S..... a 2 de Junho de 2007 às 12:23
Claro que acredto na Policia e na Justiça! Não acredito e em certas pessoas e "limpam" caminhos, e que deois de serem limpos pouca investigação há a fazer! Como é possivel que durante este ano (2007), tres funcionarios estiveram durante dias no gabinete da chefe da divisao administrativa (instrutora inicial do Viga D'oro) a carimbar e chancelar facturas de 2004, 2005 e 2006 relativas ao processo Viga D'oro!
vamos ver no que dá!


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