António Carneiro Jacinto
Segunda-feira, 11 de Junho de 2007
O QUE É PRECISO PARA GANHAR AS ELEIÇÕES?

Tenho recebido ultimamente muita correspondência através do meu endereço de e-mail. Críticas, sugestões várias, ideias muito interessantes sobre o futuro do concelho de Silves. De entre todas achei piada ao facto de o Silvense Atento ter desta vez preferido enviar-me um texto, em vez de o publicar directamente. Pela importância das questões que coloca e a sua pertinência aqui o deixo para vossa reflexão.

 

Identifiquei-me como “Silvense Atento”, desde que iniciei a minha participação neste blogue e creiam-me, se já era atento, ainda mais fiquei, quando em finais do ano passado Carneiro Jacinto disse que era candidato à presidência da Câmara Municipal de Silves. Diria até, que esta maior atenção de minha parte, deriva da curiosidade natural que sempre suscita o regresso às suas origens de um homem com o seu gabarito curricular, mas especialmente, pelo facto de ter anunciado, com três anos de antecedência, pretender desafiar ou enfrentar “os poderes instituídos” na cidade e no concelho.

Porque desconhecia, em absoluto, as reais intenções de Carneiro Jacinto,

mas acreditando que possua capacidades para a difícil tarefa a que se propõe, atendendo ao seu passado curricular, logo que lançou este blogue decidi começar a participar com algumas prosas que têm sido aqui publicadas, directamente por mim nos comentários, e outras que fiz chegar ao próprio Carneiro Jacinto, que fez o obséquio de publicar.

Até hoje tenho limitado as minhas intervenções à partilha de algumas  curiosidades da política do nosso concelho, tal qual as tenho visto e, …tal qual as tenho vivido. Por razões várias, em algumas situações, nem tudo se pode dizer e ...nem tudo pôde ainda ser dito. Contudo, aquilo que foi já publicado, não o nego, teve o propósito de deixar a todos os munícipes a minha visão de como tem funcionado a política desta terra e, porque não, tentar transmitir ao próprio Carneiro Jacinto, digamos que alguns destes conhecimentos, os quais ele aproveitará ou não e como muito bem entender.

Como é meu apanágio, tenho estado atento, aos passos que Carneiro Jacinto tem dado, bem como a tudo o que tem escrito no seu blogue e aos comentários que os seus posts têm originado; a esse propósito tinha preparado um trabalho para apresentar no próximo mês de Julho ( um ano passado desde que fez a sua reaparição na política concelhia) mas, a entrevista que deu ao Terra Ruiva e que publicou aqui como Post, veio de certa forma tirar o sentido ao trabalho que estava a fazer.

Li com muita atenção a entrevista e a minha primeira observação é a seguinte: estamos perante um homem que sabe aquilo que quer e como quer; a forma como se apresenta e as ideias que o seu discurso parece encerrar poderão ser a lufada de ar fresco que a política do concelho de Silves necessita.

Porém, apesar daquilo que diz se me afigure muito interessante, na minha desinteressada opinião, que vale o que vale, existem questões que Carneiro Jacinto deverá ter em consideração, se já não o fez, e que serão determinantes nos resultados eleitorais, seja daqui a dois anos ou em eleições antecipadas (quadro muito mais provável e muito mais breve do que está no espírito do cidadão comum, mesmo sem contar com a nova lei que aí vem), questões essas tais como:

1.     SE a sua candidatura fôr levada até ao fim, como diz que será, tem necessariamente de ser esclarecida, a todos os munícipes, quanto mais cedo melhor, se o fará como independente e com o apoio EXPLÍCITO e inequívoco do Partido Socialista nacional, regional e acima de tudo local;

2.     Se concorrerá como o candidato do Partido Socialista;

3.     Se concorrerá como candidato exclusivamente independente de qualquer partido.

 

Seria hipócrita se dissesse que abordo este tema nesta altura apenas para satisfação da minha mera curiosidade, assim como será injusto inferir-se de que o que escrevo aqui hoje mais não é que uma forma de pressão para que Carneiro Jacinto, a dois anos de distância, anuncie de uma vez por todas qual é a sua intenção nesta matéria. Também não seria justo de minha parte fazê-lo. 

Como disse inicialmente não sei quais as intenções do futuro candidato, mas sei que em qualquer das três hipóteses que enumerei a tarefa é bastante difícil, mesmo com os problemas que têm havido na governação de Isabel Soares. Sendo que, a hipótese que coloco em segundo lugar, é talvez a única com reais possibilidades de alcançar a vitória.

No dia 22 do passado mês de Maio deixei aqui um comentário ao Post “Com a Devida Vénia”, que derivou do que um tal Citador escreveu sobre o “Poder Clientelar” o qual, também a meu ver, está na génese do estado a que chegou a situação descontrolada da Câmara Municipal de Silves, há muito tempo identificada e com origem essencialmente na total ausência de oposição efectiva por parte do Partido Socialista, não só na Câmara mas também na Assembleia Municipal.

A forma de actuação dos presidentes de Junta do P.S. na Assembleia, bem como do seu presidente e a maioria dos seus membros, tem indícios sobejamente suspeitos de comprometimento com a maioria instalada no poder; assim como a representação na câmara, especialmente na pessoa do seu segundo vereador (manietado de pés e mãos por razões de outra ordem, que fiam mais fino), tem sido aquela que se conhece.

Carneiro Jacinto, militante do Partido Socialista há mais de 20 anos, quer Servir Silves, quer servir o Partido Socialista, mas ao que parece, a tal vintena da Comissão Concelhia não está interessada numa pessoa que pode mexer com alguns interesses instalados no próprio PS, preferem manter o seu estatuto de comprometidos porque sempre vão usufruindo das migalhas que a senhora lhes vai deixando.

Quem se está a rir de tudo isto é o PSD, com ou sem Isabel Soares, pois sabem que com Carneiro Jacinto a concorrer como independente e com o PS a concorrer com Lisete Romão e os seus vinte apaniguados, a divisão de votos só beneficiará a maioria instalada no Concelho.

Uma coisa é certa, sem a chegada de Carneiro Jacinto, Silves e os Silvenses continuavam na ignorância de tudo o que se tem passado nestes dez anos e a não acontecer uma vassourada na estrutura concelhia do PS nos próximos meses, iremos continuar outra década na completa obscuridade.

 

       



publicado por António Carneiro Jacinto às 12:56
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24 comentários:
De anómino a 11 de Junho de 2007 às 20:31
Caro Sr. Carneiro Jacinto, o senhor tem muita piada pessoalmente e na forma como utiliza o seu blog( com todo o mérito para fazer política) .CONTUDO Em primeiro lugar devia responder ao que lhe é perguntado.Em segundo não era necessário colocar o texto para reflexão, porque foi o sr. que nas primeiras entrevistas disse que esperava o apoio de qualquer partido de qualquer qudrante político. Percebo que a sua intenção em querer que as pessoas e sobretudo os militantes do PS o aceitem para ser o candidato por esse partidos( que não é o meu partido), mas segundo parece todo e qualquer candidato tem que ter aprovação regional e nacional, e parece???? que nessesorganismos o Sr. não tem apoiantes. MAS e sem em vez disso fosse pelo PCP onde também existe alguma discussão sobre quem irá ser o n.º um ? e já agora será que no PSD também já não deixou algumas pessoas a pensar em que seja V.Excª a ser o n.º um por esse partido?. Pelo menos é o que se houve nalgumas conversas de bastidores.


De Joaquim Santos a 12 de Junho de 2007 às 02:04
Exº Senhor
Ao ler este post , surge uma pergunta apenas ao srº Carneiro Jacinto:
Se o Srº Carneiro Jacinto vai a votos mesmo sem apoio declarado de qualquer partido politico?

Em relação à sua entrevista, o Srº mostrou uma grande transparência (Eu apresentarei a minha declaração de rendimentos …) Essa transparência, que se poderá aplicar à sua campanha, é para antes ou depois das eleições?
Com os melhores cumprimentos
Joaquim Santos


De António Carneiro Jacinto a 12 de Junho de 2007 às 08:17
Muito simples.Irei a votos mesmo sem o apoio de partidos.A declaração é para ser apresentada ANTES.


De também touta ver a 12 de Junho de 2007 às 14:15
(Carneiro Jacinto. Desculpe colocar este comentário neste post mas a experiência diz-me que se o colocar naquele a que respeitam estas respostas cairá no buraco negro dos comentários perdidos. De qualquer modo, aproveito a boleia e já que recupera o silvense atento...)


SILVENSE ATENTO que, afinal, está desatento.
Não confunda “touta ver” com “também touta ver”. São entidades diferentes, com BI e número de contribuinte diferentes.
Presumo que não tenha sido convidado para o jantar (na mesa da cozinha) em que Carneiro Jacinto “proibiu” os seus amigos comentadores de entrarem em diálogo com o touta ver e comigo. Fez bem porque estão para chegar mais e ele não tem apoiantes que cheguem para responder a todos.

Sabe que eu tenho um “ódio de estimação”: é aos “istas”, sejam soaristas (nas diferentes versões), sejam carneiristas, sejam ramistas, ou sejam apenas “istas” aguardando por uma oportunidade de colagem a quem der mais.

Vou ter o dobro do trabalho, mas vou responder-lhe em duas versões: uma na forma que gostaria de responder, outra na forma em que sou obrigado a responder, porque o senhor considera que tem o direito de me ofender só porque tenho ideias diferentes das suas (felizmente) .

Como gostaria de lhe responder:

Senhor Silvense Atento. Apesar de estarmos em total discordância, não posso deixar de salientar a forma como o senhor ataca o conteúdo do meu comentário. O que afirma revela uma pessoa descomprometida, observadora atenta e distanciada da realidade silvense e detentora de um capital de credibilidade política que lhe confere o facto de ter ideias muito precisas sobre o que defende para o Concelho. Essa independência leva-o a reconhecer que, hoje, o seu sentido de voto seria diferente do de há 10 anos. Está no seu pleno direito. Aliás, uma siginificativa parte do eleitorado nacional não tem feito outra coisa ao longo dos últimos 30 anos. Não concorda comigo ? Está desiludido com Isabel Soares ? Paciência. Na altura própria irá colocar a cruz no boletim de voto a dar conta dessa sua desilusão. E se os desiludidos forem maioritários, inicia-se o processo que conduzirá a outra desilusão, acredite.

Como sou obrigado a responder-lhe:

Há um ditado popular (como o povo é sábio, meu Deus) que diz: “quem fala no barco qer embarcar”.
O senhor já se referiu a mim como “assalariado de Isabel Soares”, “papagaio”, “homólogo de Luís Delgado”, “escrevinhador”, etc.
Então lá vai: pode ficar o resto da vida a invocar independência. O seu problema é que nunca conseguiu ser assalariado de ninguém, não tem competência para isso. Isabel Soares sabe-o e quando pensou que estava convidado para a mesa, apercebeu-se que faltava uma cadeira: A SUA ! Agora está a preparar-se para a mesa do Carneiro Jacinto. Tenha cuidado porque ali, para além de não haver cadeira para si, nem sequer há mesa !
Acredito que, face ao teor dos escritos, seja tudo fruto da sua cabeça. Essa é a razão porque não há cadeira para si.
Sabe porque me referi aos “istas” ? Porque o senhor é um eles. Já foi soarista (arrependido, felizmente) e agora é candidato a “carneirista”. Por isso não lhe interessam pormenores dúbios sobre o personagem que o senhor considera apto para dirigir o Concelho. Não se envolva demasiado. Lembre-se que “Roma não paga a traidores”.
Quanto à tentação de me “apertar o gasganete” penso que ressalta dos seus pesadelos com os PIDES. Só não sei se o senhor integra a equipa. De qualquer modo, o seu contributo em futura campanha eleitoral deixa antever alguma agitação...

Finalmente, tenho a certeza que o senhor dorme de luz acesa. Tantos fantasmas a atormentá-lo. São os homólogos de Luís Delgado, são os PIDES, são uns senhores que trabalhavam num prédio bem conhecido em Lisboa (este fantasma confesso que não atingi. Limitações...).

Foi a primeira e única vez que lhe respondi em duas versões. Se mantiver o diálogo (nos termos actuais, dispenso) responder-lhe-ei com a versão que merecer.




De também touta ver a 12 de Junho de 2007 às 14:17
Senhor Carneiro Jacinto

Confesso-me admirado com a sua postura. Ou não ?
Depois da forma cordial como se despediu de mim em 19 de Maio - “Um abraço do ACJ” - esperava uma continuidade de comentários e comentários aos comentários que, certamente, muito contribuiriam para o esclarecimento dos silvenses. Não o entendeu assim. Está no seu direito. Passaremos a assistir a um rol de perguntas sem resposta. Os visitadores do seu blogue tirarão as ilacções que muito bem entenderem.
Mas reparo que não sou o único a ficar a falar sozinho. Um Don Juan del Rio Arade também não merece a sua atenção. Refere um “episódio fatal de Belém”. Será esta a questão que está a dificultar qualquer resposta ?

O único que mereceu resposta foi Joaquim Santos. Coitado não percebeu que o senhor não lhe respondeu e ficou todo contente. O senhor Joaquim Santos perguntou-lhe se o ex-Presidente da Câmara de Silves, Francisco Matos, pertence ao seu grupo de trabalho e o senhor respondeu-lhe que, em tempo, apresentará a sua equipa. Equipa com que se irá candidatar. O grupo de trabalho é outra coisa. O senhor não respondeu ! E é tão simples: diga que o senhor Francisco Matos não integra o seu grupo de trabalho !

Como deve imaginar, não vou voltar a colocar aqui nenhum comentário anterior. Se estiver interessado sabe onde eles estão.

Ah, parabéns por ter conseguido calar as zorras, as tartarugas, enfim, o Jardim Zoológico. Falta só alinhar o silvense (des)atento.
Mas olhe que ele vai querer uma cadeira.


De ANTONIO CARNEIRO JACINTO a 12 de Junho de 2007 às 17:30
Caro CA - Tambémtoutaver.

Foi a última vez que este seu comentário ou qualquer outro que não corresponda ao tema do Post é publicado.
Esta decisão aplica-se obviamente a todos os bloguistas que visitam este Servir Sives.
Quanto à referência de um D.Juan Del Rio Arade a um "Um episódio fatal de Belem" eu quero é que me falem nisso quanto mais depressa melhor.


De Zorra Berradeira a 12 de Junho de 2007 às 18:03
Engano seu!
Só que a Zorra Berradeira não perde tempo com ninharias e muito menos responde a quem ( apesar de se convencer do contrário ) não tem importância
...
E qualquer Zoo, caríssimo, é dos lugares mais aprasíveis do mundo!!!!!!!
...
Estamos entendidos?

Um abraço cordial.


De gabriela rocha martins a 12 de Junho de 2007 às 18:08
Devagar ... Muito devagar ... Se vai ao longe

por isso

espere ( sentado ) para ver a surpresa que vai ter



De José Meireles a 12 de Junho de 2007 às 16:48
Concordo, na generalidade com o texto do Sr. Silvense Atento, é uma reflexão pertinente, actual e promissora. No entanto, gostaria de tecer alguns comentários acerca do último parágrafo.
Não foi a chegada do Sr. Carneiro Jacinto a Silves que contribuiu para tirar os Silvenses da ignorância de tudo o que se tem passado nestes últimos dez anos/ 12 anos. Muitos apoiaram e não quiseram ver o que se passava. Muitos quiseram manter-se na ignorância, ou talvez não, porquê? Só eles poderão responder a isso.
Já antes do Sr. Carneiro Jacinto, o vereador da CDU, através do seu Blog, dava os passos, com o mérito de nos ir informando do que se ia passando no concelho. Por exemplo, o caso Viga d’ Ouro, já era conhecido antes do Verão passado e que foi divulgado pelo vereador da CDU. Concordo que veio implementar uma nova política, uma nova força, uma nova participação, pelo menos nos blogues.

É claro que o vereador da CDU não se apresenta, pelo menos ainda não se apresentou, como candidato às próximas eleições, mas sim o Sr. Carneiro Jacinto e como tal o combate político toma outras proporções, porque o novo candidato é obrigado a desbravar novos caminhos, no sentido de convencer o eleitorado de que vale a pena lutar e que nada será como dantes. Ao vereador da CDU, compete fazer oposição, conforme lhe deixam e com os meios que tem ao seu alcanço. Mas também, da forma como decorrem aquelas reuniões não há paciência que resista.

De facto, tenho que dizer que desde que surgiu um candidato a três anos das eleições e, com a criação deste blog, a discussão tornou-se muito mais interessante e a pouco e pouco os munícipes vão perdendo o medo de falar e vão-se descobrindo algumas situações impróprias de um político. Começou por haver uma maior participação no debate político e um maior empenhamento.

É obvio que o candidato, do meu ponto de vista, para ganhar as eleições tem que conquistar fundamentalmente o eleitorado PS, uma franja do PSD e talvez algumas alas da CDU. Depois há os independentes e os indecisos que colocarão o seu voto de acordo com a orientação que a sua mente indicar.

Não posso estar mais de acordo com o que disse o Dr. Carneiro Jacinto na sua entrevista “…uma pessoa que não está metida nos esquemas que há ali, que existem aliás em todas as câmaras, uma pessoa que aparece de novo, de fora e que a primeira coisa que quer fazer é contar com o apoio dos trabalhadores da câmara, motivá-los, puxar por eles, dignificá-los …” Esta é a melhor forma de ter os trabalhadores connosco, sejam eles de que partidos forem, porque com dignidade todos trabalharão para a causa comum que é o desenvolvimento colectivo do concelho de Silves. Com este modelo, vão ver que o tal funcionário que fechava a porta para ir beber uma cerveja, mudará os seus hábitos, entregando-se à causa e actuará de acordo com as novas regras de conduta social e comportamental.

Com as novas eleições, poderá começar um novo ciclo na história de Silves, poderá haver um virar de página negra, dando lugar a uma página de optimismo, raios benéficos de luz e de calor, de perseverança para vencer as dificuldades com coragem. Um novo ciclo, onde será possível criar algumas oportunidades para o desenvolvimento e crescimento do concelho, fixando os nossos valores à terra que os viu nascer/crescer.

O concelho de Silves precisa, urgentemente de ser ajudado para sair deste marasmo. Não há um programa cultural, não há um programa de desenvolvimento concelhio, abortam-se todas as iniciativas dos privados e apenas se tomam, algumas, medidas avulso para tapar os olhos aos mais incautos.

Basta! Todos juntos não seremos demais para reconverter todos aqueles que se sentem humilhados e desenganados com a política praticada pela presidente.

Mas … saibamos compreender as dificuldades com que o concelho se debate para não pensarmos que tudo serão rosas após a conquista do poder. Como alguém já aqui disse, há que escutar, olhar e avançar, “já que o mérito da vitória é para aqueles que não param no meio da estrada”. Não nos iludamos, só atingiremos o cimo da montanha, se estivermos decididos a enfrentar o esforço da caminhada. E não nos esqueçamos que o eleito será O PRESIDENTE DE TODOS OS MUNÍCIPES.


De Joao a 12 de Junho de 2007 às 19:33
Hoje as marchas populares não são na avenida. Porque será?
Será devido ás obras de santa Engrácia?
Será que ao levar as marchas para a fissul o comercio ganhará algo com esta mudança?
Se as marchas fossem na avenida e no largo o comercio da baixa poderia abrir e seria uma iniciativa de apoio a uma parte do comercio.
Enfim . . . mais um caso para dizer ALELUIA


De Joaquim Santos a 12 de Junho de 2007 às 20:33
Exº Senhor
Em relação as marchas achei muito estranho, publicidade das marchas de Portimão junto a Fabrica do Inglês e em vários locais do concelho. Enquanto nos locais onde habitualmente esta a publicidade da autarquia ainda estava a do Fórum de educação.
Esta equipa de promoção das actividade do concelho esta muito boa. Recomendo ao Concelho de Portimão para ver se o concelho de Silves tem outra projecção.
Joaquim Santos



De Joaquim Santos a 12 de Junho de 2007 às 20:27
Exº Senhores

Relativo ao post do Srº também touta ver a 12 de Junho de 2007 pelas 14:17. Gostaria de tecer alguns comentários.
Todas as respostas podem ser dadas de muitas formas. Cabe a cada um de nós interpreta-las consoante a sua inteligência.
As perguntas quando são feitas, são para sabermos algo ou então para confirmar.

Pessoalmente fiquei muito esclarecido pelas respostas do Srº Carneiro Jacinto, como é lógico tiro as minhas conclusões a seu respeito.

Como já disse em anteriores posts para eu decidir onde exerço o meu dever, gosto de saber com quem lido, se o candidato é credível ou não.
E são as respostas dadas pelo Srº CJ que mostram a sua personalidade e carácter. Aliás fiquei muito elucidado pelas respostas em especial acerca do Srº Engº Francisco Matos.

Peço desculpa de não estar aqui a criticar a Srª Presidente, a qual merece a minha maior consideração pela sua inteligência. Sinto é profunda tristeza por muita boa gente que acreditou na sua politica.

Quando o Srº C. J. escreve algo, analiso o que escreve e em especial a sua maneira de fazer politica e a sua forma de informar os leitores.
Eu realmente não me interessa se a Srª Presidente ou quem quer que seja se tomou uma atitude menos digna. Para eu saber isso pergunto aos locais e vou ao local.
A titulo de exemplo. Quando disseram que o Polis estava falido, isso já eu sabia logo na 1º prorrogação do prazo. Quando a Srª Eng do Polis foi a Assembleia Municipal com um grande aparato em que todos os membros ficaram convictos que tudo estava bem, já se percebia que tudo estava condenado.
Como se sabia ?
Projecto feito num gabinete algures por ai e por pessoas que nunca tiveram no local. Empreiteiro que fazia a obra de acordo com o calendário da Srº Presidente e não de acordo com o Plano da Obra. (Rua Miguel Bombarda)
Inicio da obra sem antes terem feito um estudo arqueológico exaustivo, e sem contactarem os serviços autárquicos ( frente ao Museu Municipal, a os Serviços Camarários fizeram um levantamento arqueológico quando do calcetamento da rua e a equipa de arqueólogos foram fazer o mesmo)
Obras mal feitas e rectificadas logo de seguida ( Rua 25 de Abril, Largo José Correia Lobo, Rua do Saco, etc)
E por fim com a divida que a Câmara tinha na altura como podia dar a sua parte ao Polis mesmo com os empréstimos.
Com o Polis fiquei a conhecer muito bem a personalidade da Srª Presidente, Engª do Polis, membros da Assembleia Municipal e Presidente da Junta de Freguesia.
Com os melhores cumprimentos
Joaquim Santos


De José Meireles a 13 de Junho de 2007 às 11:55
Sr. Joaquim Santos, partilho e estou solidário consigo relativamente às obras que correm no âmbito do Polis.

Mas, não deixei de ficar intrigado com o que diz no Último parágrafo sobre o conhecimento da personalidade do Presidente da Junta de Freguesia que, penso estar a referir-se à de Silves.

Sendo as obras do Polis da responsabilidade da CMS , fundamentalmente da responsabilidade da SRª Presidente.

Sendo assim, eu gostaria que me explicasse, se lhe for possível, qual é a responsabilidade do Presidente da Junta de Freguesia neste processo?

Os melhores cumprimentos.


De Joaquim Santos a 13 de Junho de 2007 às 19:31
Exº Senhor Meireles

Claro que tenho todo o prazer em responder. Mas respondo com uma pergunta.
O senhor esteve presente nessa Assembleia Municipal realizada no Salão Nobre da CMS onde a Engª do Polis prestou esclarecimentos?
Com os melhores cumprimentos
Joaquim Santos


De José Meireles a 13 de Junho de 2007 às 21:55
Caríssimo Sr. Joaquim Santos

Não tendo estado presente na Assembleia Municipal que o Sr. refere, gostaria que me elucidasse sobre o assunto supra citado. Claro se isso não lhe der muita massada e se tiver disponibilidade para o fazer.
Muito obrigado.


De Joaquim Santos a 14 de Junho de 2007 às 02:30
Exº Senhor Meireles

Quero informar que não é nenhuma massada esclarecer que ao Srº quer a qualquer pessoa o meu ponto de vista, claro dentro do meu limitado conhecimento.

Como referi nos anteriores Post os esclarecimentos prestados na Assembleia Municipal mostrou-me o carácter de alguns dos membros daquele orgão.
Pois esse carácter demonstrado só eu posso analisar, como o Srº Meireles entende não será aqui ou em qualquer lugar revelado, apenas serve para eu tomar decisões no momento do voto.

A questão da responsabilidade do Presidente. As juntas de freguesia e os seus presidentes tem as suas funções e deveres de acordo com a Lei, mas tem um implícito e o mais nobre deles todos servir e respeitar a vontade dos eleitores da sua freguesia.
E neste caso o Srº Presidente podia ser mais exigente e até mais batalhador pelos interesses da população em especial na Zona Histórica.

Fui informado por alguns residentes da zona histórica que alguém foi ter com o Presidente da Junta para este promover um baixo assinado, afim de corrigir algumas situações. O Srº Meireles possivelmente não sabe o resultado desse baixo assinado e os interessados ainda menos.

Convido o Srº a visitar a zona histórica, principalmente a Rua do Pelourinho, Rua Nova dos Carmos e a Rua Gregório Mascarenhas Neto E depois diga o que acha, não das ruas mas sim das atitudes dos políticos.
Peço desculpa por me ter excedido neste post
Os meus melhores cumprimentos
Joaquim Santos


De José Meireles a 14 de Junho de 2007 às 12:37
Caríssimo Joaquim Santos
Agradeço-lhe os seus honrosos esclarecimentos e devo dizer-lhe que não posso estar mais de acordo consigo.

Os munícipes não podem baixar os braços perante as dificuldades. Não nos devemos arrastar pela indiferença.

Devemos exercer até ao fim o nosso direito e dever de cidadania. Temos que ser cidadãos mais conscientes, críticos e participativos. Só assim é que fazemos ouvir as nossas vozes.

Não é preciso estarmos à espera de novas eleições. As novas eleições só servirão para mudar o presidente e consequentemente instaurar uma nova política a contente ou não do cidadão.

Julgo que podemos fazer valer os nossos direitos do seguinte modo: Se existe um grande descontentamento em relação à política desenvolvida no nosso concelho, porque não fazermos uma manifestação de repúdio a essa política? Não é o que se faz quando há um descontentamento em relação às políticas do governo?
Seria uma forma de nos manifestarmos sobre o mau governo do concelho e chamar à atenção dos mais incautos e a opinião pública, para o que se está a acontecer, quer ao nível de obras, quer ao nível cultural, quer ao nível social, etc...

Talvez ainda se recorde do que aconteceu quando foi dada autorização para o Modelo se instalar em Silves. Manifestação controlada pela Alisuper , com distribuição gratuita de bens alimentares junto à Câmara Municipal e com agressões ao Presidente da Câmara. Para quê? para a Alisuper reinar sozinha e os habitantes continuarem a comprar os bens mais caros. Felizmente que o Modelo se instalou e depois o Lidl. Assim há livre concorrência e os cidadãos podem escolher o que e onde comprar e a preços mais baixos.

Tudo é uma questão de atitude.

Com os melhores cumprimentos.

José Meireles


De De touta ver a 12 de Junho de 2007 às 22:32
Sem qualquer espécie de ironia, desejo que se encontre melhor.

Obrigações profissionais têm-me mantido afastado mais tempo do que desejava.
Apesar disso, a minha desilusão não se desvanece. Sabe porquê e em relação a quê ? À sua entrevista ao “Terra Ruiva”. Penso mesmo que o ministro Mário Lino quando se referiu ao “deserto” na margem sul estaria a pensar no deserto da sua entrevista. Mesmo correndo o risco de me obrigar ao pagamento de direitos de autor, recupero a forma como titulou o post sobre a entrevista de Isabel Soares ao “Algarve Resident”: UMA ENTREVISTA INACREDITÁVEL E PARA MEDITAR.
Que grande maldade lhe fizeram. Então publicam que o senhor preconiza mais uma escola para S. Marcos da Serra, uma Freguesia que se debate com problemas de desertificação. A sua solução é a escolinha ? Olhe que se a ministra da Educação sabe... Ela que anda a fechar escolas por todo o lado...
Depois publicam que o senhor tem uma casa no sítio mais in de Lisboa com cinco assoalhadas e três casas de banho. O senhor já meditou no ridículo da tirada ?
Bom, mas a análise detalhada da entrevista reservo-a para outro local. A entrevista, em si, não merece qualquer análise, quanto mais detalhada. Irei fazê-lo apenas para tentar evitar o primado da “esperteza saloia” . Em breve lhe direi onde.
Como corolário, apetece-me, com a devida vénia, repor aqui um comentário do “SILVENSE DESATENTO” (qualquer dia não ganho para direitos de autor) :
De SILVENSE DESATENTO a 24 de Maio de 2007 às 23:56
Já começo a achar que este candidato veio para cá numa de "chegando lá e conhecendo o Mário Soares, papo aqueles grunhos todos" e só por que aparecia nas fotos em Lisboa no mesmo lugar que o Emplastro aparece nas do Porto É O MAIOR.


De laranja-azeda a 14 de Junho de 2007 às 16:42
Senhor touteaver

Para meditar são realmente os escritos que o Srª faz a milimetro, para um jornal algarvio , daí a sua franca ocupação profissional e jornalistica.
Realmente deverá de ter de puxar muito pelo seu intelecto para escrever dez linhas que nada dizem.

Ocupe-se com questões de fundo sobre o algarve e deixe-se de mesquinhices.

Boa semana


De Paula s............................. a 13 de Junho de 2007 às 11:05
na minha opinião o sr. CJ etá a perder imagem a cada dia que passa! Este post é uma auto vangloriação e veremos se nas eleições CJ não sera apenas mais um com blog..........................espero que não!
Na minha opiniao deveria o sr. CJ eleminar o blog e mostrar apenas o trabalho de campo.


De Hugo a 13 de Junho de 2007 às 12:18
Srº João concordo com a sua opinião sobre as marchas e sabe:
Ontem á noite fui ver as marchas. Não gostei, foi muito pobrezinho. O local pessimamente mal escolhido. Porque é que não foi no local do ano passado? Tiveram vergonha que as pessoas comentassem o estado lamentável e quase eterno da avenida?
Sabem, voltei a ver ontem nas marchas a senhora, aquela que há algum tempo atrás aparecia nos bailes a dançar e aos beijinhos com tudo e todos, que aparecia na praça a cumprimentar e prometer a tudo e todos, que organizava eventos para a 3º idade, viagens, etc
Sabem, ainda cheguei a ver essa senhora na TV , coitada, deve ter alguma alergia aos reporteres, é que sempre que aparecia a ser entrevistada chorava e chorava, fosse com fogo ou fosse com água.
Sabem, nunca cheguei a ver essa senhora no trabalho, diziam-me sempre que estava ocupada e se quisesse marcar alguma entrevista com ela, só daqui a 3 meses.
Sabem, ontem voltei a vê-la, e ela marchava, marchava, marchava, pedia constantemente ao pouco publico para bater palmas, ela pedia e o publico nada, ela pedia e o publico nada, será que a senhora imaginou o que iria na cabeça do publico?
Vou tentar adivinhar:
Fomos enganados mais uma vez
ingratidão
buracos e obras por acabar em todo o lado
mais uma vez fomos usados
não tem vergonha nenhuma
marcha, marcha, para bem longe
marcha e não voltes
tantas promessa que falta cumprir
quem te pôs também te tira

Srº Carneiro Jacinto terá que ter muita força e coragem para voltar a credibilizar o concelho, as suas instituições e comercio


De SILVENSE ATENTO a 15 de Junho de 2007 às 00:08
Após o aviso do senhor Carneiro Jacinto, de que qualquer comentário que não corresponda ao tema do Post, não será publicado, ainda hesitei em escrever estas palavras ao 2 em 1 Touta Ver e Também Touta Ver (mesmo que sejam distintos, a linguagem e os propósitos são os mesmos, portanto, não é uma questão de desatenção, mas sim de poupança de palavras): porém, tenho esperança que o Senhor Carneiro Jacinto deixe passar este comentário, o mais que não seja como contraditório, prometendo desde já que respeitarei religiosamente a sua decisão a partir desta intervenção.
Como já aconteceu a quase toda a gente, as férias, por vezes, têm os seus momentos de monotonia; mas este ano, até que estão a ser bastante divertidas, com os bocados que passo junto ao computador. No entanto, confesso que o que me dava mesmo gozo era fazer o papel do grande homem que está por trás de uma grande mulher, mesmo que outros soubessem quão insignificante eu era (queria lá saber, tirava partido de ser marido de quem era, dava-me gozo e essa fama sempre passava entre muitos); ou então, armar-me em expert em diplomacia e ...vender todos esses conhecimentos nem que fosse na terra daquele senhor que no outro dia, no seu discurso à nação, chamou “cidadões” a todos os portugueses ou, através de SMSs.
Acabei de escrever o último parágrafo e já estou com dificuldades em continuar pois subitamente, assaltou-me uma dúvida :-“afinal o que me dará mais gozo?” – “escrever as prosas e os comentários que faço ou depois ler os comentários que ambos provocam?”.
Embora peculiar mas não original essa das duas versões de resposta, não é muito o estilo que mais aprecie e pratique. Como eu gostaria de ter pedalada para utilizar essa forma de enfrentar um desafio. Ou provavelmente pelo facto da hipocrisia não fazer parte dos meus princípios e da minha educação, mesmo que pretenda praticá-la não o consiga, não sei.
Como disse aqui neste blogue em determinado comentário, já fui aqui apelidado de dissidente do PSD, comentador de serviço de Carneiro Jacinto, mais um à procura de tacho, alguém que tem a mania de ser o supra-sumo do conhecimento, alguém ressabiado com sede de vingança, etc., etc.: vou juntar à colecção mais todos esses epítetos com que o senhor me presenteou e creia-me que o faço com prazer.
Também disse nessa altura que estavam e estão TODOS redondamente enganados e pouco me importava que acreditassem ou não. Ao senhor e a todos os demais só lhes digo uma coisa. Tem sido uma experiência fantástica a participação na blogesfera e espero um dia ter possibilidade de apresentar aqui ou noutro espaço qualquer o resultado desta experiência.
Pelos seus escritos é por demais notória a diferença da sua participação neste blogue e a minha: o senhor não sabe, nem quer saber, do concelho de Silves e de Isabel Soares para nada; quer somente vingar-se de Carneiro Jacinto por coisas passadas entre os dois; EU, quero saber do concelho de Silves, quero saber e sei que Isabel Soares não é aquilo que se apregoa e que se vende por aí; e sei que, se Carneiro Jacinto não tivesse aparecido a dizer que queria ser presidente da câmara, continuava tudo na mesma como começou em 1997; e, que se ele conseguir os seus intentos e fizer o mesmo que a senhora, pode contar comigo, em blogues ou seja lá onde fôr para, à minha maneira, tentar mandá-lo abaixo.
Entretanto não se esqueça que “odiar é punir-se a si mesmo” e que “alguns, quando exercem a vingança, desejam que a pessoa saiba de onde partiu o golpe. Isso é mais generoso, porque o prazer parece estar não tanto em arremessar o golpe como em obrigar o inimigo a arrepender-se, mas os covardes, baixos e vis, são como a seta que voa na escuridão”.
Sobre o conteúdo concreto das suas duas versões de resposta e para que fique bem clara a diferença entre nós, repito o que já aqui uma vez foi escrito.
“Prefiro morrer de pé a viver toda a vida de joelhos”.

N.B. Há grandes probalidades do verdadeiro Chacal ter bebido uma GINGINHA lá bem perto do tal prédio, mas de certeza que o seu Homónimo, porque é Albino, bebeu e muitas vezes.



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