António Carneiro Jacinto
Sexta-feira, 17 de Agosto de 2007
SOBRE AS FEIRAS MEDIEVAIS E OUTRAS COISAS QUE TAIS ...

(Dedico este post à minha filha Adriana, ao meu genro Lorenzo - o mais português dos italianos que eu conheço - e ao meu neto Zaca, com quem passei os últimos doze dias muito feliz)

 

 

Acabou a Feira Medieval. Viva a Feira Medieval. Muito se escreveu e disse neste blogue sobre a Feira Medieval. Só eu é que ainda não me pronunciei. Por uma vez quero que fique clara a minha posição sobre esta matéria e aquilo que farei quando fôr Presidente de Câmara Municipal de Silves.

Sou a favor da Feira Medieval mas de uma verdadeira Feira Medieval, que seja simultaneamente um momento de exaltação do Concelho de Silves; uma semana de atracção turística e sobretudo algo que pelo seu rigor histórico cumpra uma função pedagógica junto dos habitantes do concelho e daqueles que o visitam. Dito de uma forma clara: repito, sou a favor de uma Feira Medieval que retrate a época, que enalteça o papel insubstituível que Silves teve na história, que seja uma verdadeira Feira Medieval.

Para que não restem dúvidas não vou fazer desta questão uma arma de arremesso político. Quero apenas que saibam que “a minha” Feira Medieval será muito diferente daquela que tenho visitado nos últimos três anos.

Dito isto, há mais vida para além da Feira Medieval. Quando vos convidava a divertirem-se, fazia-o com o conhecimento de que a Feira Medieval são 7 dias na vida do concelho, o resto é um deserto. Todas as pessoas têm direito a divertir-se e cabe aos responsáveis políticos criar condições para que as pessoas sejam mais felizes. Mas o problema são os restantes 358 dias do ano …

O Comércio ganhou com a Feira medieval? Os artesãos do concelho de Silves ganharam com a Feira Medieval? . Ora qualquer Feira que seja realizada com dinheiros públicos tem necessariamente que corresponder ao princípio da relação custo benefício. Oportunamente ficarão a conhecer o meu projecto de Feira Medieval e de muitas outras Feiras que considero indispensável vir a organizar-se.

A Feira assinalou ainda outro acontecimento: as obras na zona ribeirinha da cidade estão praticamente concluídas, graças ao esforço de muitos trabalhadores camarários e de alguns operários de empresas que ainda fornecem serviços à Câmara de Silves. Motivo para nos felicitarmos e ao mesmo tempo nos interrogarmos porque razão se esperou tanto tempo pela conclusão desta obra.

Já vos disse por mais do que uma vez e repito agora que não sou nem nunca serei defensor do princípio de quanto pior melhor, como às vezes é sugerido por algumas mentes perversas.

Mas infelizmente a vida nestes últimos tempos não foi de festa para muita gente. Por exemplo, para aqueles que estiveram sem água canalizada num concelho onde existem duas barragens construídas e outra a caminho. E é bom lembrarmos nesta altura o preço que estamos a pagar por esse bem precioso, Falar de falta de água, neste concelho, nesta época do ano, no século XXI …é quase “medieval”.

Para os mais desatentos a história é muito simples: aumentou-se a água há um ano porque passamos a ser servidos pelas Águas do Algarve; um ano depois é que essa água chega a todos os pontos do concelho; quando chegou houve 22 zonas em todo o concelho que deixaram de receber água, e voltamos a ser servidos pelo sistema anterior.

Dito isto: O Povo tem direito a Festa? Tem. O Povo tem direito a mais do que uma festa por ano? Tem. O Povo tem direito a uma verdadeira Feira Medieval? Tem.

Mas O Povo também tem direito a serviços de qualidade sejam eles de fornecimento de água ou outros. É para isso que existe uma Câmara e um executivo municipais. É isso que me preocupa, é para isso que trabalho dia a dia, é esse o meu dever e o meu compromisso com os habitantes do concelho de Silves.

 

PS. Há quem perca ainda algum tempo preocupado com o que faço e por onde ando. Para esses fica aqui o registo de que sou morador na Rua Cândido dos Reis 75, em frente ao inaugurado Teatro Gregório Mascarenhas …  

  



publicado por António Carneiro Jacinto às 00:46
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105 comentários:
De Curioso a 17 de Agosto de 2007 às 13:14
Sr. Jacinto Carneiro,
Porque é que o Sr. diz "quando" e não "se" eu for presidente da Câmara? Não seria mais modesto da sua parte? Não sabe da vontade do eleitorado!
Já agora, "se" lá chegar, e como o assunto da água também aqui foi focado, veja se ela (a água) não chega castanha à torneira, como está a acontecer na minha, e provavelmente na sua, visto que não moramos assim tão longe um do outro, segundo a morada que deu.
Os meus cumprimentos


De alguem a 17 de Agosto de 2007 às 18:00
Sr. CJ, com o devido respeito, posso ter muitos defeitos, mas sei ler e minimamente interpretar e por isso não me diga que esta sua frase "Deixo os comentários, que só podem ser divertidos, para vocês, desta recente “história interminável” de Isabel Soares. Divirtam-se." tinha o seguinte significado: "Dito isto, há mais vida para além da Feira Medieval. Quando vos convidava a divertirem-se, fazia-o com o conhecimento de que a Feira Medieval são 7 dias na vida do concelho, o resto é um deserto. Todas as pessoas têm direito a divertir-se e cabe aos responsáveis políticos criar condições para que as pessoas sejam mais felizes. Mas o problema são os restantes 358 dias do ano …"!
Se estas duas frases querem dizer o mesmo, então a CMS vai melhorar muito com a chega, oh se vai!
Quanto a festas e feiras, apanhe agora a pedra antes que parta o telhado, dia 22 de Julho de 2007 neste blog: "2. Falámos de festas e quero deixar bem claro a esse propósito que a festa faz parte da vida. Mas a festa não pode constituir em si mesma a única actividade visível de uma Câmara Municipal. Muito menos quando sabemos, mesmo os que assobiam p’ró ar e que estão distraídos, que a situação financeira actual é no mínimo, calamitosa. Isto para vos dizer que considero irresponsável que o dinheiro do contribuinte silvense seja gasto “para dar música ao pessoal”. Que fique claro: perante a situação financeira da Câmara Municipal de Silves se eu já fosse Presidente, este ano não havia música para ninguém. Espero aliás que os cidadãos do concelho comecem a tomar consciência desta situação, por que é o seu dinheiro que está em causa."! Lembra-se?
Já não?
Por último, lançar a farpa e "discussão", deixar chegar ao fim e depois criticar e comentar como melhor lhe convem é muito feio. E depois diz "futuramente", como candidato assuma de vez as suas ideias (se as tem) e deixe de fomentar discussões e cuscuvelhices. Está a ser igual á actual presidente, só que ela dá festas, você dá fofoquice, enfim..........é o que o povo gosta!


De Susana a 18 de Agosto de 2007 às 12:30
Olá.
Há muito que estou atenta a este blog, discute-se, critica-se, opina-se mas por vezes é esquecido o mais importante.
Realmente as pessoas estão fartas de politicos e politiquises.
As pessoas precisam de uma equipa com dinamica, credibilidade, que valorizem e reconheçam os municipes assim como os bons funcionários da instituição.
O "braço direito" da sua equipa tem que ser obrigatóriamente o renascer da valorização de alguns funcionários, e saber ouvir a população do concelho, ás vezes aprendemos muito com eles.
Cuidado:
- brevemente temos a inauguração do passeio junto ao rio; deveriam chamar calçadão do aleluia (1º obreiro da obra)
- Inauguração da biblioteca; (se na construção do edificio ao lado, do BES as exigencias foram tantas devido a manter as fachadas, agora, para construir o mamaraxo esqueceram-se, enfim . . . )
- o castelo vai ser inaugurado; será com o festival da cerveja ????
Sr. Carneiro os tempos que se avistam são dificeis e complicados, nós não podemos estar sempre á espera de eleições para termos inaugurações, buracos tapados, passeios, bailes, enfim . . . soluções urgentes são necessárias.
A solução poderá passar por si e sua equipa . . . o tempo o dirá.
Até breve.


De Anónimo a 19 de Agosto de 2007 às 22:58
Cara Susana

Espero que o Sr. Carneiro Jacinto, se for presidente da Câmara, oiça, de facto, os munícipes, mas espero também, que saiba filtrar muito bem o que eles dizem e oiça as pessoas certas relativamente a cada problema. No que respeita a questões de arquitectura, espero, sinceramente, que a não oiça a si, que nada percebe de arquitectura. Se percebesse não chamaria mamarracho a um exemplar de arquitectura moderna. Não é suposto percebermos todos de arquitectura, mas é suposto respeitarmos o trabalho de quem queimou as pestanas longos anos para saber de um assunto e acumulou ao longo de muito tempo uma enorme experiência prática. Cada macaco no seu galho ou a Susana também põe em causa as opções terapeuticas dos médicos quando os consulta. Aconselho-a a viajar (se não poder, leia ou pesquise na internet...) e a ver o que se constrói por esse mundo fora. Aconselho vivamente uma visita a Utrecht na Holanda para visitar a Schroeder House, projectada pelo arquitecto Rietvelt em 1924, certamente que, para si, é um mamarracho, mas não é... procure na internet Le Corbusier, veja o que concebeu um dos maiores ícones da arquitectura, provavelmente vai chamar-lhes mamarrachos, mas não são, a sua incultura é que não permite outra visão, liberte os seus sentidos e tente desprover-se de tudo de errado que a sua vivência nesta terra pequena, mesquinha e retrógada impediu que descobrisse. Verá como até na arquitectura temos décadas de atraso.
Quer falar de coisas erradas na biblioteca, fale do modo como foi adjudicado o trabalho à arquitecta X, em que os outros dois únicos convidados foram o próprio marido e um amigo de ambos, fale da forma como a construção decorreu, dos problemas de concertação que houve com os trabalhos arqueológicos, o que resultou em enormes atrasos e numa enorme derrapagem financeira. Enfim, fale de aspectos que são acessíveis ao cidadão comum na gestão da cidade e dos dinheiros públicos, não fale de coisas de que não percebe, doutro modo, a cidade, que é um ser vivo, como cada um de nós, não se desenvolverá.
Já agora, deixo-lhe um desafio, olhe para a nossa Sé, abstraia-se do seu lamentável estado de degradação e tente perceber quantas fases construtivas ali se encontram, algumas são muito perceptíveis porque evidenciam estilos arquitectónicos completamente diferentes. Se calhar, a torre sineira (barroca) é um mamarracho, quando vista ao lado do portal (gótico). Percebe? Nas cidades, como nos edifícios, é saudável que se vão registando as marcas dos tempos. A Biblioteca é um edifício contemporâneo, tal como a Escola Secundária, o Cinema e a Ponte Nova são obras do estado novo, a Câmara Municipal, o Teatro Gregório Mascarenhas e o Ex. Matadouro, obras do final do século XIX, princípios do XX, a Igreja da Misericórdia do Séc. XVI, a Sé e a POnte Velha do século XIV, o Castelo do século XII, etc. etc, cada um foi construído de acordo com questões funcionais e de acordo com a moda da época. As cidades são isto, há nelas marcas de todos os tempos, não quer que a nossa geração faça apenas pastiches do que projectaram os nossos antepassados, pois não? É que isso faria de nós indivíduos completamente desprovidos de princípios estéticos.
Cara Susana, se acaso a fiz pensar, já me dou por satisfeito.


De Anónimo a 19 de Agosto de 2007 às 23:05
Cara Susana
Esqueci-me de um pormenor relativamente ao seu comentário. Na comparação que estabeleceu entre o edifício do Banco e a Biblioteca, o que esteve errado, foi terem obrigado a manter a fachada de um edifício que nada tinha de interessante, que inclusivamente derrocou na fase de demolição do miolo e teve posteriormente de ser demolido. O que ali construiram depois foi um pastiche do que existia. É caso para dizer - não é carne nem é peixe..!


De Curioso a 20 de Agosto de 2007 às 19:54
Caro Anónimo,
Parece muito entendido em Arquitectura e História de Arte, e dou-lhe toda a razão quanto ao que escreveu, não fora a sua agressividade para com a Cristina. Poderia talvez ter dito o mesmo, de uma forma mais suave... E a Cristina talvez não possa viajar... Enfim, as coisas podem ser ditas de uma outra maneira...


De Anónimo a 20 de Agosto de 2007 às 22:06
Caro Curioso

Peço desculpa, a si e à Susana, se o meu tom foi mais agressivo do que era suposto, mas fico sempre particularmente irritado quando oiço as pessoas falarem do que não entendem, talvez porque sou de uma área (e não é arquitectura nem história da arte), sobre a qual toda a gente gosta de opinar, na maior parte das vezes, mal...
Perdona las molestias Susana e, já agora, vai à net ver um mamarracho fantástico, procura o pavilhão do Mies van der Rohe em Barcelona, Bejitos...


De Susana a 21 de Agosto de 2007 às 22:30
Quero agradeçer a verdadeira lição de historia e histórias que nos proporcionou.
Seja feliz.


De Curioso a 20 de Agosto de 2007 às 19:57
Caro Anónimo,
Peço desculpa, a menina (penso que ainda o é), não se chama Cristina, mas Susana. Há-de crescer, e aprender mais!
Os meus cumprimentos.


De susana a 21 de Agosto de 2007 às 22:38
Será que o Sr. Curioso só por curiosidade sabe quanto custou o aluguer da grua na obra da biblioteca.
Provávelmente dava para investir ou apoiar instituições como os Bombeiros . Que me diz?
Se Deus quiser ei de crescer mais, aprender mais e dar o bom exemplo de Silvense aos meus dois filhotes.
Seja feliz.


De Anónimo a 22 de Agosto de 2007 às 23:58
Cara Susana

Sou o anónimo que lhe contou as histórias. Talvez quisesse dizer que a grua podia ter sido desmontada enquanto a obra da biblioteca esteve parada (cerca de 1 ano...), porque, durante o tempo em que a obra decorreu a grua era imprescindível, certo?...


De Silvense preocupado a 20 de Agosto de 2007 às 22:28
Continua tudo na mesma, é uma cidade tão triste que nem um cinema tem. Isto vai acabar por ser um dormitorio( o que já é), investimentos privados nesta cidade é ZERO, e mesmo que alguma empresa tente vir para cá, tem a oposição da Camara, para não fazer concorrencia ao grupo economico morimbundo da Cidade de Silves( desculpem, Vila de Silves).


De SILVENSE AINDA MAIS PREOCUPADO! a 21 de Agosto de 2007 às 14:19
Subscrevo as preocupações do "Silvense preocupado"... e não termos cinema é um dos menores problemas de todos os Silvenses. É lamentável que uma cidade como Silves não saiba captar o investimento privado em qualquer que seja a área económica.
Falava no outro dia com amigos a propósito de mais um investimento que poderia ter ficado em Silves e que uma vez mais foi estabelecer-se num concelho limítrofe. E tanto mais grave é a situação que como outros, seria um investimento potenciador de postos de emprego, algo bastante escasso neste concelho, e que atrairía um segmento de turismo específico, dado tratar-se de uma unidade hoteleira.
Tratava-se que uma unidade de alojamento com SPA inteiramente masculino destinado ao público gay, à semelhança do que já existe em todos os países da Europa. Um investimento de um grupo já estabelecido em outros locais e que elegeu Armação de Pêra.
Aí começaram as dores de cabeça dos investidores. As relações burocráticas com a Câmara Municipal de Silves assumiram uma dimensão indesejável e se à partida Armação tinha sido eleita por se tratar de um local com custos reduzidos comparativamente a outros locais, os técnicos da Câmara, provavelmente com o aval de quem é responsável, indeferiram constantemente os pedidos e puseram entraves naqueles que não puderam recusar.
O mais curioso é que Albufeira, não só não se importava de os ter por lá, como quando soube do que se passava imediatamente contactou os empresários. O que em Silves parecia demorar uma eternidade...teve em Albufeira pernas para andar...e tão rapidamente que já está em funcionamente e com lotação completa.
Na minha modesta opinião, persistem em Silves os graves problemas burocráticos, o SIMPLEX é coisa que ainda ninguém ouviu falar...e ainda mais grave, existem preconceitos homofóbicos instalados.
Dr. António Carneiro Jacinto, quando for eleito, algo que certamente acontecerá, não deixe que situações como esta, ilegais aos olhos da nossa constituição, aconteçam na autarquia de Silves.
Ajude-nos a que possamos sentir orgulho de sermos Silvenses...e não desejarmos ter nascido em Albufeira!


De Anónimo a 21 de Agosto de 2007 às 20:52
Os preconceitos são fenómenos muito mais acentuados onde existem ditaduras sejam elas de direita ou de esquerda.
No caso concreto de Silves existe uma ditadura ultra direitista só com paralelo na ilha da Madeira.
Ele (Alberto) e Ela Zalelinha) bem tentam disfarçar com as palalhaçadas dos bailaridos e das festas, mas o Povo já vai abribdo os olhos.
E acresce ainda salientar outra cópia da Madeira em Silves que é respeitante ao déficet democrático existente em ambos os lados e que se José Paulo de Sousa já falava nele na sua famosa " ATraição como ela É", é agora Domingos Garcia a manisfestar o mesmo sentimento com alguns "amigos".
Portanto já nada é de admirar em Silves.


De Anónimo a 21 de Agosto de 2007 às 22:40
Curiosamente, ainda não tomei conhecimento de qualquer tomada de posição da senhora presidente relativamente ao ocorrido na sua área de jurisdição "Morgado da Lameira". Qual será a posição da senhora quanto ao ocorrido, praticado por indívíduos mascarados?
Estará de acordo com o que foi praticado ou condena tal acto?
NIM.


De joaquim Santos a 21 de Agosto de 2007 às 21:57
Exº Senhores
Até agora li estes posts o que mais preocupa e a mentalidades dos silvenses, isso talvez seja o motivo de não desenvolvimento do concelho e até da cidade.
Basta ler os comentários.
Quanto a homofobia, só ao falar nela já é motivo de atraso de mentalidades. Reconheço quando fui a Europa desenvolvida e vi as atitudes das pessoas para com os homossexuais e as minhas, pré históricas. Vi o quanto somos atrasados.
Claro a partir do momento que vamos la para trabalhar e estarmos interessados na nossa vida, nem ligamos o que se passa ao lado.
Possivelmente nós e que ligamos mais a vida das outras pessoas do que aquilo que possa valorizar a nossa mentalidade e ate a nossa vida.
Com os melhores cumprimentos
Joaquim Santos


De Anónimo a 21 de Agosto de 2007 às 22:28
Presumo que o senhor não será Silvense.
A culpa é sempre dos outros, só que todos nóa fazemos parte desees "OUTROS".
Cumprimentos.


De Joaquim Santos a 22 de Agosto de 2007 às 22:24
Ex.º Senhor Anónimo

Sou Silvense com muito orgulho:
Reconheço e assumo os meus erros;
Não me desculpe com os outros, aprendo com os erros dos outros;
Não sou hipócrita e nem sou político, hoje digo sim e amanha diz nim e depois digo não;
Não tenho qualquer problema em aceitar uma boa ideia mesmo vindo de um analfabeto, mas não aceito de um Drº e outros que tais, que dão ideias sem sentir a realidade e só por terem umas letras antes dos nomes que nem vem nos BIS;

Sou Português e Silvense, mas não tenho entrolhos. Corri mundo e vou continuando enquanto o socialismo me ir deixando, apenas porque me abre os horizontes e me vou actualizando.
Os outros que que também faço parte e quero sempre pertencer, podem indicar os caminhos, mas sou eu que escolho analisando com os meus conhecimentos.
Mas acontece frequentemente que quando conhecimentos estão limitados ao que esta terra nos dá e ensina. A nossa análise consequentemente é sempre limitada.

Faz lembrar um povo africano que para eles uma cabana e com aquele tipo de vegetação é um luxo, re não há nada melhor. Para eles um livro não é um luxo e algo que e óptimo para dar fogo a lenha. Para nós uma vivenda e bem decorada já é um luxo, um bom livro e um luxo.
O luxo é relativo ao nosso conhecimento das outras coisas que nos conhecimento.
Com os melhores cumprimentos
Joaquim Santos


De Curioso a 24 de Agosto de 2007 às 00:04
Cara Susana,
Obrigada pelos votos de felicidades, que retribuo.
Nem a título de curiosidade consigo, de facto, saber dos números exactos do custo do aluguer da grua da obra da Biblioteca, enquanto as obras desta estiveram paradas. Só sei que foi elevado, e mais um acto de má gestão da Câmara presidida por esta sra.
Sobre arquitectura, pode não estar apta a pronunciar-se sobre aquilo a que chamou um mamarracho, mas quero dizer-lhe que também não é obrigada a gostar do edifício. As obras podem pertencer a grandes autores, e nós não gostarmos delas; é natural.
O meu pai, pessoa simples, gostava de cantares alentejanos e de ópera. Porquê? Vá-se lá saber! Há sensibilidades que nascem connosco, embora possam, com o tempo, ser cultivadas.
Tente incutir determinados valores aos seus filhotes, como diz, e sobretudo os bons hábitos de leitura. Mas prepare-se para o facto de não ir conseguir moldá-los a seu gosto, e isto sei-o por experiência própria. Fica-lhe, pelo menos, a satisfação de ter tentado.
Renovo os votos de felicidades!


De Curioso a 24 de Agosto de 2007 às 00:12
Caro Anónimo,
Sobre a tomada de posição da sra. presidente sobre o que se passou na Lameira, pode não ser um NIM; se se pronunciar dirá "que é segredo de justiça", um estribilho que ela usa para não dizer nada, ou seja, para não se pronunciar.
E o facto de se invadir propriedade alheia não lhe é assim tão estranho... Sabe o Sr. em que terrenos foi construído o novo Tribunal?


De Observador a 24 de Agosto de 2007 às 12:22
Senhor Curioso,
Concordo com o que acaba de referir, só não consigo compreender o que quer dizer com a sua referência ao Tribunal.
Porventura o Tribunal foi construído em propriedade alheia? Será possível?


O Presidente da distrital do PSD , Dr Mendes Bota, pronunciou-se enérgicamente contra o atentado da Lameira.
O Engº. Macário Correia, presidente da AMAL, criticou a invasão e destruição ocorridas.
O próprio Ministro da Agricultura foi à propriedade, lamentou o ocorrido e disponibilizou o Departamento Jurídico do seu Ministério e os Serviços Jurídicos da Direcção de Agricultura do Algarve par apoiarem o lesado senhor José Menezes.
O Senhor Presidente da República foi bastante claro, ao dizer que" estamos num Estado de Direito e a Lei é para ser cumprida.
Continuo a não encontrar explicações para o alheamento da Presidente da Autarquia, perante factos tão graves no seu território.
A Autarquia também tem Departamento Jurídico e Consultores Jurídicos que poderiam ser disponibilizados para apoiar o Senhor José Menezes, ou não?
Será que esses Serviços só existem para complicar a vida aos Munícipes?
Haverá alguém em condições de esclarecer a ausência da nossa presidente nesta triste situação?


De Alguem a 24 de Agosto de 2007 às 15:07
Observador, posso-lhe adiantar, que para variar, a Sra. Presidenta está em Marrocos e não sei se quer voltar.................com tanta "barraca"!
Mas é estranho porque a Câmara tem um Gabinete de Apoio com porta voz.....................


De Anónimo a 26 de Agosto de 2007 às 22:22
Outra vez em Marrocos?
Bolas ...


De Zé Lince a 24 de Agosto de 2007 às 00:29
Afinal de feira medieval só se ouve falar de Castro Marim. Tanto dinheiro gasto por uma Autarquia sobreendividada e esta feira só serviu para uns quantos ilustres da cidade se ostentarem de nobreza decadente e nem sequer houve divulgação nos média que angariasse algum prestigio para este concelho, tão rico em história. Até o festival da cerveja era mais dinâmico, mas esse fazia sombra ao negócio de família .
Será que ninguém percebe o atraso que o concelho de Silves já tem em relação aos outros concelhos do Algarve? Qualquer dia somos todos marroquinos.


De Al_muthamid a 24 de Agosto de 2007 às 13:13
Senhor Zé Lince, não entendi o seu comentário. Que sombra fazia o Festival da cerveja aos negócios de familia da nossa Presidente?
Que negócios, que sombras?


De Anónimo a 24 de Agosto de 2007 às 14:09
V. Exª é de Silves?
Bem ... percebe-se que está um pouco afastado destas relações ...

Já agora dirijo-me ao Sr. CJ ... Onde anda? Ninguém o vê?


De António Carneiro Jacinto a 24 de Agosto de 2007 às 23:44
Meu caro. Ando pelo concelho a trabalhar e vou acompanhando com atenção o que aqui se escreve.Se precisar de algum eclarecimento adicional tenho todo o gosto em recebê-lo em minha casa ( já indiquei a minha morada), ou convidá-lo para me acompanhar nas minhas visitas diárias pelo concelho.Já agora reparou que ninguém deu qualquer importância ao facto de haver gente que esteve sem água...Curioso não é.


De Joaquim Santos a 25 de Agosto de 2007 às 03:37
Exº Senhor Carneiro Jacinto

Esse seu comentário e despropositado, em termos políticos fica-lhe muito mal. Verifica-se que pelos seus post, já correu o concelho mas ainda não visitou a cidade.
Vejamos, se falar com as pessoas e principalmente na zona histórica vão lhe dizer que à mais de 15 anos que de verão não tem agua ao final da tarde. Por isso já estão habituadas, por serem preteridas por Armação de Pêra
Também lhe vão dizer que há ruas que estão a espera de calçada a 3 anos. E nem sabem quando vão ter. Polis acabou, Câmara falida.
Vão aconselhar a nunca visitar a zona histórica pois o parque de estacionamento mais próximo fica junto ao rio, e não querem que o Srº tenha mas complicações no seu pé.
Possivelmente vão mostrar a toda a sua simpatia pelos políticos e por todo o séquito, mas sem acreditar numa única palavra, estão habituados a promessas não cumpridas, e deixe lá que o Srº C. J. nem o benefício da dúvida lhe vão dar.

Com os melhores cumprimentos
Joaquim Santos



De Admirado a 30 de Agosto de 2007 às 00:31
Como assim?
Estou farto de bater à sua porta e das duas uma. Ou ninguém me atende. Ou quando me atendem dizem que o Sr. está em Lisboa. Afinal como é que é?
Trabalhando por Silves na boa vida??????? Para mentirosa já basta uma


De António Carneiro Jacinto a 31 de Agosto de 2007 às 09:05
Não me chame mentiroso porque não aceito.Tenho estado nos últimos 40 dias consecutivanente em Silves e não pode ter falado con ninguém que lhe disse que eu estava em Lisboa,porque quando não estou, nãp está ninguem.


De E Venham mais Oito a 31 de Agosto de 2007 às 20:46
Ora se ninguém atende - pressuposto seu - é porque não está.
E não me venha dizer que tem estado, ininteruptamente em Silves porque não é verdade

Mas já agora, diga-me. O Sr está em Silves?
Como dizia uns dois menos eu, só se for Silves do Brasil, porque em Silves Algarve, desculpe mas não está .... Quanto a ser ou não ser mentiroso, os seus leitores que tirem as conclusões que quiserem...


De E Venham Mais Cinco a 30 de Agosto de 2007 às 00:53
Isto só pode ser piada. Em Silves ,do Brasil não é verdade? Porque em Silves, Algarve não está de certeza....
Uma vai para Marrocos para esquecer.... dizem!!!!
E o outro vai para onde para se lembrar?
Que boa parelha, sim senhor.
E é a "políticos" destes que Silves está entregue...


De eu a 29 de Maio de 2008 às 09:52
Não percebi nada do que disse!!!

Mas não faz mal!!!!!


Jokas :-)


De Alguem a 24 de Agosto de 2007 às 15:00
Á Fábrica do Inglês, que se aproveitou do S.F.C. e quando a vaca emagreceu mandou para abate.

Acha que não Al_muthamid ?


De Joao a 25 de Agosto de 2007 às 12:09
Subscrevo . . .


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