António Carneiro Jacinto
Domingo, 16 de Setembro de 2007
COMPROMISSO DE HONRA

É tempo de virar a página sobre o único “facto político” relevante do actual executivo municipal, durante o ano de 2007, a Feira Medieval.

Gostava de partilhar, hoje, convosco, alguns tópicos sobre as linhas em que assentará a proposta política da minha candidatura à presidência da Câmara Municipal de Silves.

Duas notas prévias: o blogue tem e terá sempre um papel instrumental na candidatura; continuará a servir para dar a conhecer algumas das minhas ideias, mas não se pode transformar no elemento fundamental de contacto com as populações, sob pena da candidatura ser virtual; desenganem-se pois todos aqueles que pensam e cochicham de que não irei a votos e que não quero ganhar as eleições; a minha determinação hoje é maior que nunca e nem eu, nem a minha comissão política, gostamos de perder nem que seja a feijões.

Dos contactos que tenho mantido por todo o concelho tenho recolhido da maioria dos meus interlocutores um desejo ávido de mudança das práticas políticas dos últimos dez anos da maioria PSD.

Pretendo que a minha candidatura represente um fim de um sistema e início de uma verdadeira democracia participativa. Neste sentido, todos os cidadãos do concelho de Silves, pensem ou não, neste momento, que eu sou a alternativa, devem exprimir os seus desejos e as suas ideias pois são eles os melhores especialistas da forma como vivem e sabem melhor do que ninguém o que querem que mude, como e porquê.

Lanço-vos portanto um desafio: vamo-nos começar a movimentar, a agir, para nos prepararmos para uma mudança profunda. Juntos vamos lutar para que tudo seja possível.

Enquanto candidato independente, aberto, como já disse mais do que uma vez, a apoios partidários, considero que todos não seremos de menos para ajudar a reerguer o concelho de Silves. A minha equipa de campanha serão todos vós.

Neste sentido, gostaria de contar convosco para que em todas as freguesias, se iniciassem debates participativos sobre temas como o urbanismo, a actual situação económica da Câmara de Silves, a educação, o ambiente, a habitação social, o modelo de desenvolvimento  a necessária atracção de investimento para o concelho, etc. Gostava, neste quadro, que me dessem sugestões e conselhos sobre a melhor forma de transformar estes debates em discussões verdadeiramente participadas.

Considero que esta é, na minha modesta opinião, a melhor forma de combatermos os egoísmos, a indiferença e a falta de solidariedade que com muita tristeza tenho encontrado por este concelho fora. Dou exemplos: quem se interessou por Vale de Fuzeiros para além das populações locais?; quem se interessou por mais uma morte num cruzamento em S.Bartolomeu de Messines?; quem se interessou pela informação oportunamente publicada pelo Dr. Manuel Ramos que coloca a Câmara de Silves, não só entre as mais devedoras do país, como uma das que mais tempo leva para pagar aos fornecedores?. Será que, pelo facto de acontecer todos os anos nos temos de resignar à falta de água na zona histórica de Silves e um pouco por todo o concelho, durante o verão? Será que nos temos de resignar ao facto de espaços culturais como o Teatro Gregório Mascarenhas, o Museu de S.Bartolomeu de Messines, a Biblioteca Municipal, sejam construídos para depois ficarem de portas fechadas à espera do melhor momento eleitoral para abrirem de novo sabe-se lá por quanto tempo? Será que nos temos que resignar perante a contínua degradação de Armação de Pêra nomeadamente a lixeirada?.

É isto que temos que discutir em conjunto de uma forma clara, correcta, olhos nos olhos, sem ideias pré definidas, para que se cumpra a democracia participativa.

Precisamos para isto de juntar vontades, de criar núcleos que queiram participar em cada freguesia. Pela minha parte deixo-vos o compromisso de que não me desviarei um milímetro dos princípios que hoje enuncio, nem da vontade de convosco construir um futuro diferente para o concelho de Silves.

 

P.S. Não me esqueci do impropriamente chamado caso Viga D’Ouro. Ainda vão voltar a ouvir falar nele. Porque Carlos Sequeira vai ganhar o recurso, bem como Vítor Rocha e porque acredito e sempre acreditarei na justiça.

        

 

 

 



publicado por António Carneiro Jacinto às 14:35
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12 comentários:
De Anónimo a 16 de Setembro de 2007 às 14:51
Caro CJ
Espero que este compromisso, tão bem escrito como tantos outros elaborados por candidatos, seus antecessores, se venha a concretizar na realidade. Sabe que a paciencia dos portugueses em relação aos governantes (refiro-me a nivel nacional e local) está a terminar.
Desejo-lhe felicidades e cá estarei atento para verificar se o senhor marcará a diferença em relação à triste realidade politica em Silves.

Bem haja.


De Anónima até ver a 16 de Setembro de 2007 às 23:48
Felicito-o pela publicação .Não esperava, aliás ,outra coisa.
Mas Silves ,caríssimo Carneiro Jacinto, espera muito mais de si. Conte connosco, assim como nós contamos consigo.
Um abraço


De Robespierre a 17 de Setembro de 2007 às 00:42
Concordo com este apelo a uma maior participação dos munícipes na resolução dos problemas da vida local, pois o conformismo e o desinteresse daqueles no tratamento das matérias que mais os afectam e coarctam a sua qualidade de vida, são, muitas das vezes, potenciadores dos maiores abusos por parte de quem está no poder e decide em sua representação!!!

Os munícipes não podem ser meros consumidores de resultados políticos, mas sim pró-activos, ou seja, interessados e participativos na resolução das questões atinentes ao seu bem estar e qualidade de vida... Votar num representante para decidir em seu nome não significa necessariamente passar um cheque em branco...

Só com a participação dos munícipes no governo da vida local é que se torna possível fiscalizar a actuação dos eleitos e, simultaneamente, contribuir para que a Administração Pública actue com mais eficiência e celeridade e decida em conformidade com o interesse público.

Assim sendo, em resposta ao seu apelo, manifesto a minha disponibilidade para participar nesses núcleos de debate acerca da vida local do nosso concelho, designadamente, da Freguesia de Armação de Pêra, por ser aquela onde resido e onde mais facilmente me deparo com algumas das aberrações cometidas pelo executivo camarário...

Destaco o seu apelo à democracia participativa como um sinal de mudança e de respeito pelos munícipes, porque com a Dr.ª Isabel Soares reina a falta de transparência e um desejo visceral em esmagar tudo o que se relaciona com a participação democrática dos munícipes... a título de exemplo, destaco a Assembleia Geral realizada em Janeiro em Armação de Pêra, em relação à qual o executivo camarário fez uso dos mais variados estratagemas para que a mesma se realizasse sem o conhecimento e participação dos principais interessados, ou seja, os munícipes, nomeadamente, os de Armação de Pêra!!!


De Silvense curiosa a 17 de Setembro de 2007 às 00:53
Penso que o apelo à democracia participativa, tão desejável, não vem de agora, e neste blogue, mas sim de há uns meses atrás, no do Dr. Manuel Ramos, se a memória me não falha.
E o Sr. Carneiro Jacinto deseja estes debates pela democracia participativa, ou porque lhe faltam idéias que pretende obter para a sua campanha?


De António Carneiro Jacinto a 17 de Setembro de 2007 às 08:57
Eu julgava que tinha sido claro ao defender, e não é a primeira vez ,a democracia participativa( vide meu post sobre como deve ser preparado o orçamento)..Se me diz que a ideia original é do dr.Manual Ramos não lhe quero tirar essa primazia e associo-me a ela.Ideias é coisa que não me falta.


De Al_muthamid a 17 de Setembro de 2007 às 12:46
Sr Carneiro Jacinto, este seu comentário soube-me um pouco a arrogancia, quanto a Vale Fuzeiros, o senhor não deu a entender que com a sua conversa com os responsáveis da Ren, tinha o problema do traçado quase resolvido?

Um bem haja

Al


De Anónimo a 17 de Setembro de 2007 às 13:52
Arrogância? Não consigo vislumbrar tal ... mas tá bem. Cada um lê o que lê... Se isto é arrogância, qual é o conceito que aplica às acções da Srª Isabel Soares?


De Anónima até ver a 17 de Setembro de 2007 às 17:50
Agora a curiosidade é minha ,ó Srª Silvense Curiosa .Se um candidato pretende ouvir a população porque acredita na democracia participitativa, de imediato, as vozes do contra se levantam para dizer que o mesmo não tem ideias.
Se, pelo contrário, se basta pelo autismo tão carcterístico do actual executivo camarário, não só as ideias pululam - vêem-se os resultados de tais ideias - como nem sequer há necessidade de se ouvir as populações.
Sabe, minha caríssima Senhora, no tempo de Salazar, este também incentivava o analfabetismo, o autismo e muitos mais ismos, porque quanto maior a ignorância, menor a oposição.
Sintomatologia do medo...
Seja das que não têm medo da mudança. Venha, sem medo colaborar. E, se se verificar que o candidato Carneiro Jacinto não tem ideias que tal contribuir com algumas?
Afinal quem é falho de?
Pense bem ,pelo bem do seu ( nosso ) Concelho.

Ah! a propósito!
Dê uma olhadela a

http://servirsilves.blogspot.com

E recomende aos Amigos

Vale a pena ,sabe?


De Paulo Silva a 17 de Setembro de 2007 às 13:28
Penso que todos os que aqui vêem diariamente sabem que esta candidatura significa a abertura de um novo capítulo no poder autárquico em Silves. A diferença é que uns olham para isso com optimismo e confiança na esperança de que o bem comum do concelho seja finalmente a prioridade… e outros vislumbram tempos difíceis porque estavam habituados a encostar-se à mesa do poder e tirar benefícios a título particular sem ligar “peva” ao concelho e aos munícipes. Assim se explica muita reacção “incontrolada” deste, e doutros blogs.

Sobre este post gostava de manifestar a minha inteira concordância com a necessidade, apontada por Carneiro Jacinto, de a sua candidatura se “concentrar” no terreno. Será esse o “teatro de operações” da “batalha” a travar com Isabel Soares. É nesse terreno, onde a “viscosa” autarca tão bem se movimenta graças à demagogia e ao populismo, que se irão decidir as próximas “batalhas” e, no final, a “guerra”.

Devo confessar que as minhas primeiras impressões – próprias e colhidas de terceiros – foram bastante influenciadas pelo seu comportamento aqui no Blog Servir Silves. Impressões essas que me levaram a pensar que no contacto com o eleitorado seria o “calcanhar de Aquiles” do candidato.
Nada mais errado. Tive o privilégio de conhecer pessoalmente Carneiro Jacinto e de perceber que a sua forma desinteressada e humana de olhar para o concelho são um grande trunfo que tem de jogar na rua. Penso que, tal como eu, os silvenses vão ver rapidamente as evidentes diferenças entre quem está cá pelo interesse pessoal e familiar e quem quer estar porque se preocupa com as pessoas.

Se as eleições se decidissem aqui, no mundo virtual, Carneiro Jacinto esmagaria Isabel Soares. Quem por aqui anda (salvo algumas excepções) está relativamente bem informado e tem, à distância de um clique, material suficiente para formar uma opinião mais ou menos consistente sobre o “desastre” do “reinado soares”. Agora temos - e sublinho temos porque parte de todos os que estão optimistas com esta candidatura – que dar às pessoas que não tem acesso às novas tecnologias a informação necessária para que possam “julgar” os candidatos nas próximas eleições. Ao contrário do que poderão pensar, fazê-lo pode não ser um sinal de apoio a Carneiro Jacinto. Não é necessário ser seu apoiante para poder falar em público dos evidentes “atropelos” e exemplos de “gestão danosa” em que este executivo é pródigo. Basta sermos sérios e deixar que o projecto Servir Silves siga o seu rumo…


De L. Fonseca a 17 de Setembro de 2007 às 13:49
Sr CJ
Este seu post deixa transparecer uma tranquilidade que indicia o início do fim deste ciclo político. Todos seremos poucos para pôr fim a esta pouca vergonha ...


De Servir Silves a 17 de Setembro de 2007 às 15:58
Com o intuito de se poder dar continuidade à troca de opiniões acerca deste post, foram transferidos os comentários para o novo blog. Assim, agradecia que continuassem a participar em

http://servirsilves.blogspot.com

Obrigado


De Silvense curiosa a 20 de Setembro de 2007 às 00:11
Cara Anónima Até Ver,
Estive para não lhe dar resposta, mas depois resolvi fazê-lo. Consegue ser "mais papista do que o papa", pois Carneiro Jacinto, ao responder-me, usou de menos agressividade, mais compreensão e cortesia do que a Sra., penso, e era ele o "alvejado". Porque defende, agredindo? Não sei qual o seu interesse ou envolvimento, mas se faz parte da comissão política de CJ, que não conhecemos, aconselho-a a desistir, para bem da campanha dele.
Os meus cumprimentos.


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