António Carneiro Jacinto
Sexta-feira, 27 de Abril de 2007
UMA ENTREVISTA INACREDITÁVEL E PARA MEDITAR

Leio a “pseudo entrevista” de Isabel Soares ao “Algarve Resident” seguindo, como sempre, uma oportuna chamada de atenção do vereador Manuel Ramos, e nem acredito no que vejo. Desta vez, …a senhora excedeu-se na desonestidade intelectual, na mentira e na hipocrisia. Fê-lo com a descontracção e desfaçatez a que nos habituou. Mas desta vez passou as marcas e deixou bem clara a sua comprovada falta de carácter.

Vamos aos factos: desde logo a “pseudo entrevista” de caroline@portugalresident.com é, antes de tudo, um panegírico à senhora. São tantos os adjectivos que nem o jornalista do regime seria capaz de fazer melhor.

Comecemos pelas redes de alta tensão de Vale Fuzeiros. Diz Isabel Soares:

1.     “Só recebemos a informação há pouco tempo”; “o Ministro da Energia (que não existe!) e a REN não actuaram correctamente”; “ainda não recebi informação sobre os exactos locais da colocação das Torres”. Mente, mente e mente.

a)     A DGGE enviou o projecto da REN à Câmara, para apreciação, em Abril de 2006, faz agora um ano;

b)    Em Junho, o Chefe da Divisão de Urbanismo pediu pareceres à Sala de Desenho (cartas de ordenamento e condicionantes) e ao Serviço de Informações Geofísicas (eventual sobreposição ou proximidade com construções).

c)      Segundo o Correio da Manhã, “os pareceres não constam no processo e a Câmara nunca respondeu à Direcção Geral”.

Mas há mais:

d)    A Direcção Geral de Geologia e Energia solicitou, pelo ofício 015205, de 29 de Dezembro, à Câmara de Silves, a afixação do édito e a sua divulgação “num jornal de grande circulação”. Anúncio não houve. Os éditos foram afixados, na semana de 8 de Abril, nas Juntas de Freguesia de Messines e Silves, com base num ofício camarário (nº.7750) com data de 4 de Abril,

A vereação permanente e não permanente que me desminta: nada disto foi levado ao conhecimento do Executivo, nem foi inscrita a sua discussão, até à data de ontem.
Há mais: pergunte-se aos habitantes de Vale Fuzeiros, designadamente os estrangeiros, e entre eles aos responsáveis pelo magnífico projecto “Quatro Maravilhas”, quantas vezes é que a senhora os ouviu, se deslocou ao local, ou manifestou publicamente a sua preocupação. Zero.

Como sabem todos aqueles que frequentam, regularmente, este blogue, tomei a iniciativa de entrar em contacto com o Presidente da REN, depois de ter visitado o local e concordado que o traçado não era o mais correcto. Fi-lo por minha exclusiva iniciativa, por um dever de cidadania e com o único intuito de ajudar o Concelho. Percebo agora que fiz mal em divulgar a minha diligência. Para que não me acusem de presunçoso escuso-me a explicar as razões do meu arrependimento. Mas não resisto a deixar-vos com mais uma achega: a reunião de ontem, de técnicos da REN com o Executivo e a Assembleia Municipal, foi por mim sugerida ao Eng.º José Penedos.

Agora na “pseudo entrevista” a senhora ameaça com o embargo da obra e outras diatribes.

Em resumo, e em matéria de Vale Fuzeiros, a senhora demonstra uma enorme desonestidade intelectual e mente de uma forma quase arrepiante.

Esta “pseudo entrevista” revela-nos ainda o pior do seu carácter. Sobre o processo Viga D’Ouro e a suspensão de Carlos Sequeira e Vítor Rocha diz: “foi muito desagradável e difícil para mim, que sempre confiei no meu staff; até agora (Carlos Sequeira e Vítor Rocha) ainda não regressaram ao trabalho e não sei se terão o descaramento para voltar a aparecer por aqui”. É preciso topete. Mas a justiça há-de fazer-se e não tenho a menor dúvida que Carlos Sequeira ganhará, facilmente, o seu recurso.

Conclusão: se ainda tivesse dúvidas desvaneci-as, agora, completamente.

Esta senhora é capaz de tudo e recorrerá à mentira e à desonestidade intelectual para continuar no poder. Cabe a todos vós e a todos os silvenses decidir se querem continuar a ser representados por esta senhora sem carácter.

 

P.S. Recomendo vivamente a leitura, na íntegra, da “pseudo entrevista” para ficarem a saber o que a senhora diz, dela própria, do Centro de Saúde, do desassoreamento do rio Arade, do parque temático e dos seus projectos para o futuro.

   



publicado por António Carneiro Jacinto às 22:59
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Quarta-feira, 25 de Abril de 2007
25 DE ABRIL DE 2007 - OS SILÊNCIOS E AS SOMBRAS COMO REFLEXOS DA NOSSA HISTÓRIA

“Torna-se urgente, cada um de nós, rejeitar o medo. É necessário integrarmo-nos no ser social e na aventura cultural da época em que vivemos”

 

Ser solidário é estar com.

Ser democrata é ser livre.

Ser livre é ser responsável.

Viciar as regras do jogo ou consenti-las é, a contrário sensu, uma forma típica de manipulação, de favorecer ideários egocêntricos, dos quais, o homem inteligente se marginaliza.

É, então, que consciente do relativo, se reassume como uma dispersão coerente neste reino de vaidades pessoais, de jogos de poder sórdidos e mesquinhos, prevalecendo, em todas as atitudes e lugares, numa solidariedade ética entre “oficiais do mesmo ofício”.

As coisas, porém, quando envolvem o colectivo, não são, apenas, o que se vê e o que se deseja, porque todos os sistemas e imposições arbitrárias representam, para quem busca a verdade essencial, factores de perturbação ao livre pensamento e um obstáculo ao conhecimento humano.

Todavia, para quem busca a verdade essencial, um dos factores mais relevantes das histórias da nossa história, é o “entregar a carta a Garcia”.

Quando, face ao medo, de que somos herdeiros involuntários, não ousamos despi-lo e adoptamos atitudes de subserviência, mais não somos do que testemunhos vivos de um tempo de trevas. É necessário estirpá-lo, mesmo que o alimente a solidariedade dos organismos oficiais que à sombra do mesmo engordam.

Quando, neste universo conturbado e controverso, manipulável e manipulado por jogos de pseudo-poder, compromissos e compadrios, ousamos questionar

- quem entregou a carta a Garcia?-

Visionamos, ainda e apenas, como resposta, projectadas no écran do 25 de Abril de 2007, as sombras chinesas do silêncio e do medo.

São os ecos do nosso passado/presente, de algo muito profundo, traduzido em coisas, actos e factos, perecíveis no tempo e com o tempo, e, só quando compreendidos, apreendidos e sabidos, se apagarão, mas em vindouras gerações.

Somos uma geração de terra queimada que é imprescindível desmistificar e compreender, já que, compreender é saber. E saber é ser

Solidário, livre, responsável, corajoso e sábio.

Saber não é mais

Do que o reflexo, consciente, duma história sem história, ou da nossa história ainda por fazer.

 

(Texto escrito por mim e pelos meus apoiantes mais próximos no 33º aniversário do 25 de Abril).

 



publicado por António Carneiro Jacinto às 01:24
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Sexta-feira, 20 de Abril de 2007
TRIBUNAL DE CONTAS CHUMBA CONTA DE GERÊNCIA DE 2003

O Tribunal de Contas notificou, em 11 de Abril, a Câmara Municipal de Silves, da sua recusa em homologar a Conta de Gerência referente ao ano de 2003, após concluir que os documentos relativos à gerência apreciada não reflectem a verdadeira situação financeira da autarquia em 31/12/2003.

Em conformidade, o Tribunal de Contas participou da gestão financeira da Câmara Municipal de Silves ao Ministério Público, para averiguação de eventuais indícios criminais.

A auditoria à Conta de Gerência de 2003 foi solicitada por requerimento do Partido Socialista.

Esta decisão foi dada a conhecer, por escrito, a Isabel Soares, mas também a todos os vereadores, executivos e não executivos da altura.

Contrariamente ao que possam pensar não presto mais esta triste informação com alegria. Prezo-me de ser uma pessoa séria e nunca alinhei, nem alinharei, com a política do quanto pior melhor. Vejo portanto esta nova desgraça com profunda preocupação, porque o Concelho não merece esta situação, os Munícipes não merecem ser enganados e se as coisas estavam mal em 2003, garanto-vos que hoje estão muito pior. Estamos a falar do vosso dinheiro, estamos a falar dos vossos interesses.

Eu sei que haverá muita gente neste momento a sentir-se traída por aquela em quem votaram. Deixo-vos com uma palavra de esperança porque, se há coisa que vos posso garantir, é que comigo na presidência, Silves não será notícia por más razões. É o meu compromisso solene.



publicado por António Carneiro Jacinto às 01:02
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Domingo, 15 de Abril de 2007
A PROPÓSITO DE SONDAGENS, CULTURA E AS HISTÓRIAS DO REGIME

Andei ontem num virote para conseguir falar com os directores do Expresso e do Sol e dar-lhes conta da existência de “uma sondagem que revela a derrota humilhante do PS e de Sócrates”. A notícia estava publicada em primeira mão no jornal do Regime de Silves e deixou o Henrique Monteiro e o José António Saraiva numa roda viva para obterem tão importante sondagem. Acabaram por se zangar comigo porque, consultados os partidos políticos, e em particular o PSD, e as agências de sondagens, ninguém sabia de nada. Mas eu tenho a certeza que o ideólogo do Regime silvense seria incapaz de inventar uma sondagem. Brincando, brincando, mas …há brincadeiras de muito mau gosto.

Falei-vos há uma semana da realidade cultural do concelho. Realidade que conheço muito bem há muitos anos. Sei que não tenho sítio para ir ao cinema, sei que não posso ir ver uma peça de teatro, sei que não posso ouvir um concerto de música clássica ou outra, não foi agora que descobri esta situação.

O debate, infelizmente foi muito desinteressante como bem sublinhou Joaquim Santos. Mas este blogue continua actual e constitui uma peça importante na máquina da minha candidatura. Só gostava que continuasse a ser um espaço de diálogo sério, evitando-se bocas e outros tratamentos de muito mau gosto e se aproveitasse cada vez mais este espaço para reflectirmos sobre a actual realidade do concelho de Silves. Acolho sempre com todo o interesse as sugestões que me são feitas e os alertas que me são dirigidos. Como muito bem sabem já ando no terreno há três semanas e a minha actividade não se limita a escrever uma vez por semana, um Post. Retenho dois comentários. Um de José Meireles onde se escreve que “Isabel Soares tem vindo a deixar a população de Silves em supra-numerários, dado que toda a gente tem telhados de vidro”. Pois é, todos seremos poucos para combater os “Medos” dos supra-numerários.

Joaquim Santos quer, legitimamente, saber quem são os meus apoiantes e os meus conselheiros. Respondo-lhe da seguinte forma: estou pronto para apresentar publicamente uma equipa assim que as eleições sejam marcadas e tenho a ajudar-me gente de diversos quadrantes políticos.

Entretanto, recebi um pertinente comentário do Silvense Atento que, aqui publicito, pois tem vasta matéria para reflexão:

 

Um mês antes de ganhar as eleições em 1997, alguém escreveu por Isabel Soares , que …depois assinou:

 

“É necessário mudar.

“Temos de fazer da Câmara Municipal de Silves uma Câmara moderna, capaz de dar resposta a todos os desafios do III Milénio. Para isso, já definimos um conjunto de objectivos e estratégias de forma a maximizar todo um potencial existente no nosso Concelho, quer a nível de recursos físicos e naturais, quer a nível de recursos humanos”.

 

Estas palavras foram escritas há 10 anos e, a mesmíssima Isabel Soares – sim, porque não pensem que houve alguma evolução positiva -, somente passada uma década, reconheceu (?!!!) que esteve a gerir a Câmara, como a mercearia de seu avô e… que era altura de aprender a gerir uma câmara. Vai daí, debanda a caminho de Viseu, acompanhada do seu séquito, a que levianamente apelidou de técnicos, para que num dia, o seu amigo Ruas lhes mostrasse, como é isso de gerir uma Câmara e os dinheiros públicos.

“UNS” regressaram de Viseu deslumbrados e “OUTROS” …envergonhados com o que viram. A eficiência, os métodos, a facilidade, a simplificação de processos, a capacidade de resposta informática e pessoal, o nível de conhecimentos das chefias e dos funcionários em geral e a sua afabilidade e, a tranquilidade e serenidade com que desempenhavam as sua tarefas. Este contraste com a realidade Silvense, como acabei de dizer, deixou “alguns” envergonhados e, não é caso para menos. Todavia, as razões para tal são bem conhecidas e não são fruto do acaso, traduzem e estão em consonância com as intenções e o “nível” da presidente, ou seja: com Isabel Soares não há equipa; começando pelos vereadores (não foi por acaso que Luís Garrocho, Hélder Patrão e Sousa Ribeiro e até de certa forma José Paulo Sousa, desapareceram de cena), as pessoas que a rodeiam não podem fazer-lhe sombra, quanto mais esboçarem um simples “não pode ser Sra. Presidente”. A subserviência tem que ser total.

 

 Na Câmara Municipal de Silves, a partir de 1997, ninguém nomeou e nomeia ninguém por razões de mérito. A competência profissional tem sido inútil. Diria mesmo que é coisa em desuso. A relação entre o monge e o hábito desapareceu. Tanto deu e dá nomear generalistas para tratar de especialidades como lunáticos para gerir realidades. A própria ideia de currículo deu e dá lugar ao mero jogo dos contratos de adesão política. O pior, no entanto, foram e são os resultados. A Câmara desbaratou e desbarata dinheiro? Ninguém é responsável politicamente. A Câmara tomou e toma decisões erradas? Ninguém responde politicamente por elas. As empresas, os munícipes, os trabalhadores, os interesses e os sectores ficam prejudicados? É indiferente. Isabel Soares diz que a culpa é dos nomeados, os nomeados dizem que a culpa é de Isabel Soares. Este sistema de escolha irresponsável costuma terminar em discussões turbulentas e sacrifícios maiores (o que tem acontecido desde Julho passado é a maior prova de tudo isto). Ninguém procurará a sede das incompetências pela simples razão de que a competência não contou como critério de decisão.

 

Em 1997, foram criadas grandes expectativas em redor da candidatura de Isabel Soares e dos Vereadores que a acompanhavam. Algumas medidas que inicialmente tomaram, tais como o “emprateleiramento” de  alguns Chefes de sectores chave e certas mudanças na funcionalidade da máquina camarária, pareciam indiciar que, havia de facto, uma intenção de mudança. Bem cedo se desiludiram os que acreditaram que algo ia mudar. Obviamente, como em qualquer mandato, haviam “alvos a abater” e, se inicialmente alguns foram “encostados”, reapareceram, ainda com maior poder e usufruindo de mais benesses. As razões que levaram a isso, só ELES (?!!!) saberão. Outros, foram substituídos, dando lugar às situações exemplificadas anteriormente.

Portanto, não fora a constatação das evidências atrás explicadas, muita gente poderia ainda acreditar que a viagem a Viseu resultava da preocupação que Isabel Soares tem com os resultados desastrosos alcançados com a sua forma de gestão artesanal e, muito particularmente, com a qualidade das Chefias por si escolhidas meticulosamente.

Só que, as nomeações “exclusivamente políticas” que agora está a fazer (não há concursos) e mais algumas que estão na forja, para os mais altos cargos de Chefia da autarquia, longe de garantirem uma ainda que pequena melhoria nos serviços, denunciam a sua firme determinação de atirar bem para as profundezas os anseios dos silvenses em verem a sua Câmara à altura de enfrentar os desafios do III Milénio.

 

 



publicado por António Carneiro Jacinto às 12:21
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Sábado, 14 de Abril de 2007
PARABENS A VOCÊS

A turma H1 do 12ª ano do Curso Cientifico Humanístico de Ciências Sociais e Humanas, da Escola Secundária de Silves, venceu a fase do Algarve, na categoria 2 ( 3º ciclo e ensino secundário) do concurso “Escola Aberta”.O trabalho premiado tinha como tema “ Necessidades Educativas Especiais”, sob a orientação de Orlando Dionísio, e dos alunos Ana Martins, Andreia Gonçalves, Marisa Vargas e Marta Correia.

O concurso visava sensibilizar e mobilizar os jovens do Ensino Básico e Secundário para o combate à discriminação de que são alvo as pessoas com qualquer tipo de deficiência.

Parabéns a todos: à nossa Escola, ao professor e aos alunos .Que venham mais iniciativas destas.



publicado por António Carneiro Jacinto às 23:54
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Sábado, 7 de Abril de 2007
O ALGARVE MEXE: SILVES PÁRA

O Algarve mexe. Mexe e bem na oferta cultural. Vejam só o que a imprensa regional divulga:

1. S. Brás revive tradição na Festa das Tochas Floridas;

2. Olhão agita-se com a Expomar, Feira do Mar e das actividades náuticas;

3. Portimão aproveita a Páscoa para um concerto alusivo à quadra;

4. A Orquestra do Algarve actua na Igreja Matriz de Alcoutim;

5. A ACTA-A- Companhia de Teatro do Algarve estreia a peça “O coração

   de um homem”, com representações previstas em Loulé, Albufeira,

   Tavira, Lagoa, Faro e Alvor; a peça “Em papel perfumado” vai à cena em

   escolas de Tavira, Albufeira, V.R. Santo António, Portimão e Loulé;

6. A Orquestra do Algarve actua, no mês de Abril em Lagos, Alcoutim,

    Faro, Loulé, Tavira e Castro Verde;

7. Por último, mas claramente o mais importante, o Festival Internacional

    de Música do Algarve, que ontem começou em Faro, onde terminará em

    10 de Junho, com passagens, a fazer crescer água na boca para

     melómanos e não só, por Lagoa, (20de Abril), Loulé, Alvor, V. Real de

     Santo António, Lagos, Portimão, etc.

Já perceberam certamente onde quero chegar. Silves nada. Zero. Aliás, um cartaz gigante, à entrada da cidade, a anunciar o Festival Internacional de Música do Algarve. E não venham com a história de que é por falta de equipamentos culturais. Como já referi, mais do que uma vez, o que falta é uma verdadeira política cultural e vontade de fazer coisas. Os Silvenses, de há muito tempo a esta parte, têm de pegar no carro e sair da cidade para ver cinema, ouvir música, clássica ou moderna, enfim para terem acesso àquilo que constitui uma componente fundamental da sua qualidade de vida.

Em tempo de Páscoa é importante reflectir no que por aqui se vai passando. A referência à ausência de eventos culturais aplica-se a tudo o resto. A Câmara está parada, não tem possibilidades financeiras seja para o que fôr e tudo se resume à Feira Medieval.

Metade da Fábrica do Inglês já foi vendida à empresa Oceanic. Nenhuma novidade, pois de há muito que os poucos espectáculos eram integralmente financiados por estes industriais do Golfe. Parece que o Sr. José António Silva, accionista maioritário, oscila entre construir na outra metade um Lar para a Terceira Idade ou …um Hotel. Será interessante o convívio, em qualquer das duas hipóteses, entre os utentes do Lar e do Hotel com as festarolas paredes meias.

Em tempo de Páscoa, a história que ilustra bem a situação a que chegou a cidade de Silves teve a ver com a procissão dos Passos. Remendou-se a rua que vai desde as Portas da Azóia, passando pela Afonso III até à Igreja da Senhora dos Mártires, para a procissão passar; e depois voltou-se às obras pelo facto das condutas ali recentemente instaladas terem já começado a rebentar. E ainda a procissão vai no adro.

Resta-me a Feira do Folar. Amanhã lá estarei.



publicado por António Carneiro Jacinto às 21:58
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Domingo, 1 de Abril de 2007
BOAS NOTICIAS

Falou-me no final desta semana o Eng. José Penedos, presidente da REN. Disse-me que tinha decidido suspender o actual, e contestado, traçado dos postes de alta tensão em Vale de Fuzeiros. Os técnicos da REN estão a fazer um estudo de digitalização cartográfica, sobre toda a área, para avaliarem as diversas alternativas.

Estive esta semana no local, em contacto com as populações e pude constatar as razões do seu descontentamento. Basta dar-vos um pequeno exemplo: um dos postes de alta tensão ficaria colocado a 10 metros de um menir.

Queria salientar, a este propósito, o trabalho extraordinário do David, cidadão inglês responsável com sua mulher pelo projecto Quatro Maravilhas. Por sua iniciativa, o IPAR deslocou-se ao local para analisar a situação dos menires.

Para evitar mal entendidos, e interpretações menos correctas, fica claro que a questão de Vale de Fuzeiros não está ainda resolvida, mas as coisas estão a correr no bom sentido.

Outra boa notícia: o orçamento da Câmara Municipal de Silves para 2007 foi aprovado pela Assembleia Municipal. Sem discutir, por ora, os méritos da proposta, fico satisfeito porque sempre disse e repito, ninguém ganhava com a ausência de orçamento. Nem os adeptos dos duodécimos nem os defensores da aplicação do orçamento de 2006, nem aqueles para quem este importante instrumento tem pouca importância. Só não percebo porque foi necessário esperar três meses para se viabilizar uma nova proposta que de nova não tem nada. Voltarei a este assunto.

Outra boa notícia: abriu o célebre parque de estacionamento. Não sei o que aconteceu para de um momento para o outro ter ficado em condições, mas para o caso pouco interessa – até ver – o importante é que tenha aberto.

Outra boa notícia: a Câmara Municipal de Silves assinou um acordo com o Secretariado de Reabilitação, no sentido de ter uma pessoa a fazer o levantamento e integração de pessoas com deficiência na sociedade. Já falei há tempos no problema dos deficientes – que me irá merecer a máxima atenção – e fiquei muito contente com este acordo. Infelizmente esta história tem uma parte completamente bizarra: o acordo foi assinado no Salão Nobre dos Paços do Concelho mas qualquer deficiente que quisesse assistir a este acto não o podia fazer.

Habituados a terem pouco mais do que más notícias, os silvenses têm cada vez mais direito à felicidade e bem estar. Já que abriu o parque de estacionamento não vejo qualquer razão para que as obras do passeio marginal junto ao rio não avancem rapidamente. Essa seria, sem dúvida, a notícia que qualquer silvense que se preze gostaria de ver concretizada.    



publicado por António Carneiro Jacinto às 23:21
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