António Carneiro Jacinto
Segunda-feira, 4 de Dezembro de 2006
POR UMA POLÍTICA AMBIENTAL SÉRIA

Outro assunto, ao qual a minha candidatura irá dedicar uma atenção especial, em todo o concelho, refere-se á questão relacionada com as linhas de água, sejam elas de que tipo forem, assunto de máxima actualidade, depois do que se sucedeu com as recentes chuvas.

É incompreensível, actualmente, fazer um planeamento urbanístico que passe pela colocação de manilhas e construção de túneis delimitando os demais caudais, como se fosse possível de controlar e quantificar as águas pluviais.

Há que criar um organismo ligado à protecção civil municipal, com vista a proceder á limpeza, criando as condições necessárias para que a água siga o seu curso natural. A criação de uma ambiental no âmbito da prevenção e manutenção, equipa esta de profissionais devidamente equipada, que teria o importante papel junto dos proprietários de limpeza e conservação das espécies vegetais autóctones, e que teriam em conjunto a salvaguarda das próprias povoações ribeirinhas.

No concelho de Silves, os recursos hídricos, têm que ser urgentemente preservados.

Desde há muito, que se fala da barragem do Odelouca, os silvenses são os mais interessados na mesma.

É incompressível, que a freguesia que depende em grande parte do turismo, em plena época de verão tenha-se de confrontar com cortes de abastecimento de público de água, com os respectivos incómodos quer para os habitantes quer para os turistas (Armação de Pêra).

Há que fazer pressão junto do poder central para que esta obra seja concluída o mais depressa possível, e criar um plano de aproveitamento turístico/ambiental em conjunto com os proprietários no qual à mesma concerne.

Como é possível em pleno século XXI, existir uma aldeia às portas da cidade (Falacho) onde quem lá vive está constantemente sujeito a um cheiro nauseabundo e um mau estar permanente, não tendo os habitantes nenhuma qualidade de vida, tendo de se conformar e nada podendo fazer.

O cheiro e a poluição das águas circundantes é tal, que, por vezes, nas noites quentes de verão, a cidade onde supostamente se deveria respirar “ar puro”, não se podem abrir janelas nem sair à rua pois corresse o risco de se ter que suster a respiração para não ser confrontado com tal “perfume”.

Etar’s como esta e a de Pêra, meus amigos, dispenso e nunca aceitarei no meu concelho!!!

Como sabemos existe um sério risco dos lençóis freáticos ficarem contaminados pela água do mar, facto já comprovado durante vários furos feitos durante o ano transacto.

Muitos dos terrenos sofrem já de uma salinização tornando-se inférteis para qualquer pratica agrícola/florestal, restando apenas áreas áridas sem aproveitamento nem vida.

Há que incentivar e criar condições, para que, aqueles que têm propriedades agrícolas/florestais se sintam apoiados e motivados a zelarem pelas mesmas, caso contrário, cada vez mais nos deparamos com terrenos lançados ao abandono, onde predominará única e exclusivamente mato propicio a fogos florestais.

Não é compreensível um concelho como o nosso não existir uma dinâmica de apoio e incentivo á produção agrícola/florestal junto dos pequenos proprietários. Criam-se associações que, na prática, apenas favorecem alguns não sendo os restantes informados das novas possibilidades de culturas de árvores autóctones, minimizando os custos de produção e de recursos naturais.

Cada vez se é menos dono da terra que possuímos. 



publicado por António Carneiro Jacinto às 17:32
link do post | comentar | favorito
|

5 comentários:
De Francisco de Sousa a 8 de Dezembro de 2006 às 16:19
Finalmente aparece o que já fazia falta há muito tempo. Um blog onde alguém se apresenta para servir Silves, porque o Concelho e a Cidade bem precisam de quem os sirva e não de quem continua a servir-se deles

Desejo, com toda a sinceridade, boa sorte ao Sr. que conheço desde tenra idade, como conheci o seu pai e toda a sua família.
Lembro-me de vê-los, a si e ao seu irmão, na Rua onde ambos vivemos


De ACJ a 10 de Dezembro de 2006 às 00:05
Como há um anexo que, por impossibilidade, não foi apresentado no blog, eu passo a transcrevê-lo

"Sendo Silves um concelho dtentor de um raríssimo potencial, a nível cultural, turístico, ambiental e rural, até agora inexplorado, será uma das minhas principais preocupações, na vertente turístico/cultural, tornar Silves o exemplo do Concelho virado para a Ecocidadania.
E proponho-me fazê-lo de uma forma inovatória e empreendedora, mas simultaneamente estudada, esquematizada e, sobretudo, virada para a sua realidade endémica, mas não de uma forma passadista ou fechada em si mesma, antes aberta à sociedade global em que nos inserimos.

A - Um Concelho para a Cultura

Em linhas muito gerais, porque a seu tempo, apresentarei o meu programa eleitoral, pretendo para a Cultura
1- promover, divulgar e usufruir o vastíssimo património cultural que o concelho detém, no domínio da História ( e das suas componentes arqueológica, museológica e documental ), da Sociologia, da Antropologia, da Arquitectura, da Educação e do Meio Ambiente, dando primazia aos valores individuais e colectivos do Concelho
2- dinamizar os espaços existentes através de acções culturais contínuas, centradas na contemporaneidade, no domínio da Poesia, Artes Plásticas, Teatro, Música e Fotografia
3- provocar incentivos aos actuais agentes culturais
4- promover o aparecimento de novos pólos dinamizadores e novas políticas culturais, viradas essencialmente para as realidades concelhias, cumprindo as lacunas existentes, há duas décadas, nesta área.

B - Turismo e Qualidade

e no que ao Turismo concerne

1- promover esta riqueza junto dos potenciais agentes turísticos, a fim de proporcionar um contacto mais directo com o património, com a história, com a cultura, com as artes, com as populações, com os usos e costumes do Concelho que se personaliza pela diversidade do seu património cultural e natural
2- desenvolver politicas de reordenamento que não ameacem o património humano, arquitectónico, histórico, arqueológico, educacional e cultural
3- criar uma imagem de bom acolhimento e de excelentes servilos
4- elevar Silves a um contexto turístico nacional e internacional, credibilizando novas procuras que se pretendem crescentes num turismo diferente e de qualidade


De cn a 10 de Dezembro de 2006 às 03:44
Mas promover o património. Devia retirar... fica mal falar nisso, quando tem a Sé de Silves em risco de derrocada do tecto e agora das paredes. E como o governo PS só tem dinheiro para elefantes brancos. Nem tão cedo vai haver dinheiro para o arranjo da Sé .Possivelmente V. Exº deveria estar só a falar do castelo e das capelas ou seja nos outros monumentos concelhios.


De Fernando Sousa a 11 de Dezembro de 2006 às 17:45
Promover o património e muito bem. Promover, meu amigo, também significa providenciar junto das entidades competentes, não é substitui-las. Aliás e muito bem, este problema foi tratado pelo Sr Padre Aquino. Agora caberia à Câmara, se ela se preocupasse com a preservação do património, reforçar junto do IPPAR a tomada de posição do Sr. Padre.
A Câmara não tem de se substituir às entidades competentes, mas deve reforçá-las...
Além disso e apesar dos elefantes brancos, acho que o Sr. Carneiro Jacinto está melhor posicionado para os domar, porque lhes conhece os flancos por dentro, do que qualquer outra pessoa.


De cn a 15 de Dezembro de 2006 às 19:15
Desculpe srº Fernando
Mas por acaso sabia que a própria Câmara está refém desses senhores do IPPAR?
Sabia, que as pobres pessoas que moram em zonas históricas, para fazerem uma pequena alteração interior na sua casa, se tiverem o azar de ser uma obra com projecto, este tem de ter parecer do IPPAR?
Será que aumentar uma divisão dentro de casa vai descaracterizar a zona histórica?
Se e legislação todos temos de cumprir…
Desculpem, mas nós como Portugueses é que estamos mal, não sabemos escolher os políticos que fazem as Leis.


Comentar post

mais sobre mim
pesquisar
 
Setembro 2007
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
11
12
13
14
15

18
19
20
21
22

23
24
25
26
27
28
29

30


posts recentes

NOVO BLOGUE

COMPROMISSO DE HONRA

SOBRE AS FEIRAS MEDIEVAIS...

MAIS UMA HISTÓRIA INTERMI...

TRÊS REFLEXÕES EM TEMPO D...

SÃO MARCOS DA SERRA - UM ...

UMA ENORME TRISTEZA ...II

UMA ENORME TRISTEZA ...

DE COMO SE "PERDEM" MILHÕ...

O QUE É PRECISO PARA GANH...

arquivos

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

links
VISITANTES
Relógio
Fazer olhinhos
blogs SAPO