António Carneiro Jacinto
Sábado, 6 de Janeiro de 2007
ORÇAMENTO : ENTRE PARÊNTESIS

Ultrapassamos hoje os 1.000 visitantes deste blogue que nasceu fez em 4 de Dezembro um mês. Estamos, eu a minha equipa, super satisfeitos.

Apesar de outros terem sido os pioneiros é bonito constatar que em tão pouco tempo houve tanta gente a interessar-se pelo que aqui se escreve.

Outra boa notícia lida num dia de sol neste nosso Algarve: “a reabilitação de zonas urbanas degradadas vai ser mais barata a partir deste ano, já que o governo decidiu baixar de 21% para 5% a taxa de IVA aplicável à requalificação, sobretudo em zonas históricas”, cito. Que vontade que tenho de utilizar esta oportunidade no Concelho de Silves…

Creio que é altura de reflectir sobre o que aqui se tem escrito durante este mês. Desde logo reconheço que, a esmagadora maioria dos bloguistas, não leu com atenção a minha Declaração de 4 de Dezembro. Só assim se compreende que haja ainda quem pergunte se ao ser eleito baixarei o IMI, o preço da água e outras questões do género, está lá tudo explicado.

Mas não estamos ainda em época de campanha eleitoral e chegará a altura própria para apresentar os meus projectos para o Concelho de Silves.

Como hoje estou particularmente bem disposto aproveito a ocasião para esclarecer algumas “ideias” que aparecem por aí. Disse e repito que apresentei a minha candidatura sem ouvir partidos políticos, confissões religiosas, empresários, lideres de opinião ou outros, muito menos o actual governo. Em suma, fi-lo em consciência e com vontade de ajudar a dar de novo dignidade ao Concelho de Silves.

Repito que estamos a assistir ao fim de um ciclo político, mas gostava de compartilhar convosco a minha convicção pessoal e da esmagadora maioria dos meus apoiantes de que Isabel Soares terminará o seu mandato e não haverá eleições intercalares. Porquê? Porque nem IGAT, nem Tribunal de Contas, mostraram até agora qualquer interesse em investigar as relações da autarquia com diversos empreiteiros e apenas a P.J. e a Direcção de Finanças de Faro se debruçaram sobre o problema.

Assim sendo não fazem qualquer sentido opiniões delirantes como a do amigo Meireles e outros de que o executivo permanente cairá quando eu estiver “preparado para enfrentar o eleitorado”.

Que fiquem bem claras algumas coisas:

a)Não sei o que se passa na Concelhia do PS de Silves, nem na do PSD, nem na da CDU, nem na do BE, nem quero saber;

b) Não serei nunca candidato a qualquer lugar nas estruturas locais de qualquer dos partidos referidos;

c) Não serei candidato a qualquer lugar na AMAL, nem sei sequer se com uma derrota de Isabel Soares passaria para uma maioria PS;

d) O que quero, a única coisa que quero é Servir Silves o que farei com toda a energia, vontade, crer ao serviço da coisa pública.

Sou um homem de esquerda. Vivi com a censura, chorei de alegria com o 25 de Abril e sempre fui educado que as pessoas são a coisa mais importante para quem queira servir o seu país através do voto popular. Revejo-me  em homens como Olof Palme, Helmutt Schmidt, François Mitterrant, Felipe Gonzalez, Mário Soares e muitos outros que tive o previlégio de conhecer e conviver de perto.

Sou pela justiça social, por uma distribuição equilibrada da riqueza, por um apoio sem limites nem concessões aos mais pobres, aos velhos e aos desprotegidos, e à juventude, essa juventude que teve de deixar o Concelho de Silves. Não sou economicamente liberal, mas perfilho a ideia de que os pobres têm de ser mais ricos porque os ricos já o são.

Ainda o caro Meireles. Quer saber a minha opinião sobre a nova lei das finanças locais. Pois muito bem: para casos como o da actual gestão de Isabel Soares sou completamente a favor.

PS: Senhor Meireles, sobre a questão da Barragem do Odelouca pergunte ao Dr. Manuel Ramos porque é que a situação foi desbloqueada


publicado por António Carneiro Jacinto às 23:53
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11 comentários:
De Manuel Castelo Ramos a 7 de Janeiro de 2007 às 00:55
Começou muito mal este post, caro Carneiro Jacinto. Se estivéssemos em campanha, os seus dois primeiros parágrafos eram pura "demagogia". Não confunda "páginas vistas" com "visitantes", até porque o seu sistema de numeração se altera sempre que alguém entra nos comentários e depois sai, ou então quando acede a um arquivo e retorna. Nem por certo contabilizou as suas próprias entradas e, com certeza, foram muitas. Com contadores assim é fácil chegar a números bem redondos!...
Acabo o desabafo sem compreender porque é que o sr. Meireles me deve perguntar a mim sobre o desbloqueamento da construção da barragem do Odelouca. Acaso fui eu que saí há bem pouco tempo do Governo?
Cumprimentos.


De António Carneiro Jacinto a 7 de Janeiro de 2007 às 07:59
Caro dr.Manuel Ramos
Obrigado pela correcção.Definitivamente o senhor Meireles é que tem razão:tenho muito a aprender consigo.Não quis fazer demagogia e não voltarei a falar em números do blogue, nem agora, nem em campanha eleitoral.Obrigado.ACJ


De José Paulo de Sousa a 7 de Janeiro de 2007 às 09:15
Pois é. Sr. carneiro jacinto aqui as coisas contam-se em entradas puras e duras..., não se contam os reloads , acho que é assim que se escreve. Por exemplo o meu modesto blog que vou mantendo desde 3 de Dezembro de 2006 tem 905 visitantes , mas se fosse a contar com os que entram e vem vários post os números disparariam para 2570. Por isso para que não restem duvidas aos seus leitores da popularidade do seu blog aqui vão dois endereços de contadores que satisfazem a minúcia de alguns dos seus mais afincados leitores;
http://www.sitemeter.com
ou
http://extremetracking.com
espero que esta informação lhe seja util.
jps


De José Paulo de Sousa a 7 de Janeiro de 2007 às 09:18
Como me esqueci de o informar venho dizer-lhe que fiz no meu blog o link do seu .


De jose meireles a 7 de Janeiro de 2007 às 11:39
Sr. . Dr. Carneiro Jacinto, obrigado pelo esclarecimento que prestou não só a mim mas ao eleitorado que consulta o seu blog.
Dos esclarecimentos que prestou nesta nova peça, posso concluir que é candidato em lista independente? e que não tem o apoio do PS? Sabe é que eu ainda não tinha percebido isso e como eu muitos visitantes. Mas agora o Sr. . foi muito claro. Não se esqueça do que disse.
Quer então dizer que vai fazer uma candidatura do tipo do nosso Presidente. Candidata-se como independente e fora das listas do PS. Perdoe a minha ignorância e o desejo de querer saber, mas qual vai ser a sua conduta quando na hora das eleições o PS lhe der o apoio? Vai dizer para não votarem em si?
Não precisa ficar aborrecido com o que lhe estou a perguntar. É que com o que escreveu deixou transparecer que você é pouco tolerante e ferve em pouca água e ficamos a saber mais qualquer coisa sobre o Sr. , apesar de ter dito que estava bem disposto. Faria se estivesse mal disposto...
Sobre o nº de visitantes, deve compreender que os 1000 indicados deve corresponder a cerca de "200", uma vez que são sempre os mesmos a entrar e a sair para ler os comentários, os novos comentários e as novas peças, etc., etc. O trabalho que está fazendo no blog tem que ser feito também na rua porque o blog apenas (infelizmente) chega a uma minoria de munícipes. Recorda-se do apagão na peça que já levava 61 comentários? no entanto não foram 61 pessoas diferentes.
Sobre a barragem abstenho-me de comentar.
Tenha bom ânimo e coragem para poder vencer todas as dificuldades. A vida apresenta-nos problemas às vezes difíceis, mas as dificuldades superadas são problemas resolvidos. Se o problema for complexo, divida-o em partes e vença cada uma das partes separadamente.
Bom domingo. Até breve


De J.J.J: a 7 de Janeiro de 2007 às 17:29
AINDA OS VESTÍGIOS DO REI-SOL

Conforme prometido, o post “Orçamento para 2007-Cena 1”, in http://servirsilves.blogs.sapo.pt/ merece-nos ainda outros comentários…
Não sendo, nem pretendendo ser especialistas em finanças e muito menos locais, sem que desse ponto de partida sintamos menos legitimada a nossa intervenção quanto ao assunto, gostaríamos de tecer uma ou outra opinião e sobretudo colocar algumas questões de merediana pertinência.

Se confirmar que as receitas totais de 2006 foram de 21 milhões de euros e que as dividas a fornecedores são de 23 milhões de euros, a C.M.Silves encontra-se, só por ai em situação de desequilíbrio financeiro estrutural ou mesmo em situação de rotura financeira.
Estaremos perante esta situação sempre que se verifique a existência de dívidas a fornecedores de montante superior a 50% das receitas totais do ano anterior.
E, nestas circunstâncias, oficiosamente e após comunicação da Direcção-Geral das Autarquias Locais, os Ministros das Finanças e da Tutela, deverão declarar por despacho conjunto a situação de desequilíbrio financeiro estrutural ou mesmo a situação de rotura financeira.
Esta declaração obriga o município a submeter à aprovação daqueles Ministros um plano de reequilíbrio financeiro.

Pergunta:
Não constituirá dever de um candidato à CMS, sensato, rodear-se de técnicos preparados para uma análise mais profunda deste orçamento, por forma a que, verificando-se o que aparentemente se teme, se desenvolvam os mecanismos necessários à intervenção dos citados Ministros, em ordem ao saneamento financeiro da autarquia? Por todas as razões de interesse público, mas também para não herdar um presente envenenado com uma pesada herança, que ameaça, só por si um projecto politico novo?

Recorde-se para ilustração de como as evidências postadas justificam ficar com “os cabelos em pé” que, se se verificar o incumprimento, nos últimos três meses, de dividas, designadamente à ADSE, sem que as disponibilidades sejam suficientes para a satisfação destas dividas no prazo de dois meses, a CMS encontra-se igualmente na situação de desequilíbrio ou de rotura já referidas, o que, também só por si determinaria a dita cuja acção ministerial e a elaboração de um plano de reequilíbrio.

- Continua no próximo comentário -

http://armacaodepera.blogspot.com


De J.J.J: a 7 de Janeiro de 2007 às 17:32
AINDA OS VESTÍGIOS DO REI-SOL

- continuação do comentário anterior -

É certo que estas previsões constam da nova lei das finanças locais que deveria entrar em vigor em 1 de Janeiro e ainda não entrou.
Mas é igualmente certo que a situação financeira da autarquia não se irá alterar significativamente até à entrada em vigor daquela lei.
Razão pela qual, mantendo-se os pressupostos, na pendência da lei nova, mantêm-se a pergunta que fizemos a A. Carneiro Jacinto!

Por outro lado, no que às freguesias diz respeito em matéria de previsão orçamental da despesa, como é notório, de entre outros, mais uma vez no caso de Armação de Pêra, tudo o que foi dito no post de ACJ ou em outros comentários é, infelizmente, muito pouco!

Compreende-se melhor o “cognome” de Rainha atribuído à Senhora Presidente!
Na realidade, o que parece realmente importante são os gastos sumptuários (e apodamo-los de sumptuários porque pelos vistos não deviam ter cabimento orçamental) com a corte e a sua sede: a capital.

É certo que, muitos outros, desde longa data foram habituando a malta a desmandos desta natureza!
Recorde-se um, em plena monarquia, já que nos encontramos nesta sede, um senhor que também tinha a mania de querer ser rei-sol: D. João V, o qual, enquanto chegavam à época toneladas de ouro do Brasil ao porto de Lisboa, para construir o Aqueduto das Águas Livres, aumentou os impostos ao Povo e em simultâneo ordenava displicentemente ao embaixador de Portugal em Roma: “Gastai, gastai, gastai, e se não souberdes onde gastar, deitai o dinheiro ao Tibre, para que se conheça em Roma a grandeza do Rei de Portugal…” e assim os escultores de Roma trabalharam em exclusivo para o Senhor D. João V, durante oito anos.


Senhor Carneiro Jacinto, o mal vem de longe, e, desta vez, não vai ser com papas e bolos que se vão enganar os tolos! Se estiver seguro dos dados que divulgou, naturalmente depois de os fazer passar por um crivo técnico competente, constituirá seu dever, usar esses dados não como mero fait divers do bate-papo poder-oposição, mas como bandeira de combate até se atingir o plano de reequilíbrio financeiro da autarquia.
Se um dia for o candidato eleito, será o primeiro a agradecer a nossa sugestão!
Mas, por outro lado, constitui um dever seu, enquanto cidadão e candidato assumido publicamente, pronunciar-se sobre este repto também público! Aguardamos respeitosamente, por conseguinte a sua tomada de posição.

http://armacaodepera.blogspot.com



De ANTONIO CARNEIRO JACINTO a 7 de Janeiro de 2007 às 19:32
Li mais uma vez com toda a atenção, tanto no seu blogue como no meu a sua longa dissertação e atendendo a todas as sugestões que me faz quero convidá-lo formalmente para meu director de campanha. Falo a sério: Se o Senhor considera que um candidato a candidato à presidência da Câmara Municipal de Silves, a 3 anos das eleições tem legalmente legitimidade para pedir a intervenção dos Ministros das Finanças e da Tutela, eu agradeço que me diga como posso fazer isso.
O mesmo se diga relativamente aos “técnicos preparados para uma análise mais profunda deste orçamento”.
Claro que estou seguro dos dados que divulguei e que os fiz passar pelo crivo técnico de gente competente. Mas se acha que devo fazer as coisas de outra maneira explique-me qual é a melhor forma. Convirá recordar que o orçamento foi chumbado pela Assembleia Municipal pelo que não existe neste momento. Se vier a ser aprovado, como me disseram que é costume, voltarei de forma mais aprofundada a analisar as verbas consignadas para a Freguesia de Armação de Pêra e todas as outras.
Aguardo respeitosamente a sua resposta ao meu convite, melhores cumprimentos.
ACJ


De Sugestão a 7 de Janeiro de 2007 às 21:49
Acho que está a fazer um boa escolha, Sr. Carneiro Jacinto. A pessoa em questão demonstra interesse, conhecimentos, desejo de colaboração e redige muito bem! Peca por um pouco de bairrismo, mas até é compreensível... Se vai aceitar a proposta, já é outra questão... E olhe os honorários... Mas se actuar como escreve, vai merecê-los...


De J.J.J. a 13 de Janeiro de 2007 às 18:46
O seu amavel convite tem resposta no blog http://armacaodepera.blogspot.com


De António Martins a 4 de Fevereiro de 2007 às 04:17
Venho acompanhando a sua intervenção na vida do município de Silves e meditando sobre as suas propostas.
Depois de dois mandatos do PSD em que a incompetência e a ineficácia deixaram profundas marcas na administração municipal, parece ter-se entrado num terceiro período de manifesta desorientação agravada por situações envoltas em fumos de corrupção.
Penso que é altura de começar-se a preparar uma alternativa responsável e credível pelo que venho incentivá-lo a prosseguir no seu propósito de, com tempo e determinação, apresentar um projecto e uma equipa em que os munícipes se revejam.



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