António Carneiro Jacinto
Quinta-feira, 18 de Janeiro de 2007
A HORA DA FICÇÃO

Muitos dos meus apoiantes têm-me feito chegar através de inúmeros -e-mails diversas sugestões, ideias e textos que gostariam de ver publicados no meu blogue. Por hoje deixo-vos com a primeira parte de uma obra ficcionada sobre o relatório do chamado caso Viga D’Ouro.

 

 

 

 

 

“ACASO  VIVAS  D’OIRO?”

 

RELATÓRIO FINAL DO 4º. E PENÚLTIMO INQUÉRITO

 

F  I  C  Ç  à O

 

1. INTRODUÇÃO

    

     “Neste relatório “meramente ficcional” resumem-se os resultados das diligências feitas no sentido de apurar elementos de prova da inexistência de qualquer infracção dos funcionários e agentes responsáveis, bem como, e especialmente da  responsabilidade política de qualquer membro do executivo permanente e não permanente.

 

Este trabalho foi baseado nos resultados dos 3 processos de inquérito mandados instaurar pela Presidente da Câmara Municipal de Silves, desde Julho do ano passado até à presente data.

 

Uma vez que, na sequência dos 3 relatórios apresentados , foi decidido pela Presidente da CMS, o arquivamento do processo, pela total  impossibilidade no esclarecimento da verdade material, moral e politica dos factos, decidiram os Munícipes do Concelho de Silves avançar, por sua conta e risco, com um 4º e penúltimo inquérito. Ouvidas várias testemunhas e estudadas as matérias de factoque a seguir se descrevem apurou-se:

a)    Na análise documental dos autos constantes nos inquéritos concluiu-se que, uns estavam dentro dos parâmetros da legalidade habitual da Autarquia e que outros tinham sido forjados pela comunicação social, pela oposição e pelas entidades oficiais envolvidas;

b)    Na análise dos regulamentos internos da autarquia (orgânico e Controlo Interno) concluiu-se que, os regulamentos, a terem sido aplicados,constituiriam um entrave burocrático e administrativo à realização célere e legal das obras e dos serviços prestados pelos empreiteiros credores do Município, em prejuízo da satisfação dos anseios do executivo e da população em geral, antes de Outubro de 2005.

c)     Na análise técnica e financeira executada por reputados e isentos especialistas , escolhidos pela Presidente da Autarquia, concluiu-se ter havido a maior lisura nos procedimentos, daí resultando a louvável poupança do desgaste físico dos funcionários da edilidade, pela não participação “directa” nas obras e serviços prestados em causa e perfeição ímpar na execução das mesmas; poderia ter saido tudo mais barato ao Município, mas desta forma,  foi outro asseio e outra limpeza.

 

Este trabalho, reportou-se à análise de factos ocorridos desde o início de 2003 até meados de 2006, face às realidades documental e outras de todo o processo, bem como a factos não constantes no mesmo.

 

2. ANTECEDENTES

 

     O presente inquérito teve início desde que os Munícipes tiveram conhecimento, em 21 de Julho do ano transacto, através da comunicação social que, para além das obras sobre as quais a Direcção de Finanças de Faro pediu explicações à Câmara Municipal de Silves (primeiramente no verão de 2005), havia “outras obras” – serviços prestados – por empreiteiros, que levaram à suspensão do Engº. Chefe da DSUA e das quais reportamos alguns exemplos:

 

·        Pessoal de um empreiteiro (imigrantes ilegais incluídos!!!) prestaram serviços nos trabalhos arqueológicos do castelo e das obras Polis (os meus homens, como lhes chamava o Vereador da Cultura).

·        Pessoal  de um empreiteiro (imigrantes ilegais incluídos!!!) executaram diversas obras de construção civil em edifícios do Município e outras.

·        Pessoal do mesmo empreiteiro (imigrantes ilegais incluídos!!!) prestaram serviço nas secções de carpintaria, pintura e electricidade, montando palcos e placards diversos no Concelho,  pintando edifícios municipais, etc.

·        O asfaltamento pelo mesmo empreiteiro da Urbanização F.Serrão.

·       Etc., etc., etc., etc……

 

 

           Nota: Estes Serviços Prestados, bem como as chamadas Obras sobre as quais a Direcção de Finanças de Faro pediu esclarecimentos “ tinham todas projecto aprovado e procedimentos concursais e administrativos legais, como disse a Presidente da Câmara, em Assembleia Municipal, pelo que não há razões para que se possa inferir que tivessem havido quaisquer irregularidades”.

 

 

 

Estratos desta Obra de ficção continuam amanhã.

 

     

     

 

    



publicado por António Carneiro Jacinto às 01:05
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34 comentários:
De tubarão a 18 de Janeiro de 2007 às 01:55
com tanto jeito para a ficção podia escrever um romance e assim sempre ocupava o tempo livre...


De Manuel Antunes a 18 de Janeiro de 2007 às 09:37
Bem vindo Dr. Carneiro Jacinto!
Faz algum tempo que acompanho o seu blog, bem como o Dr. Manuel Ramos (foi ele que me deu conhecimento do servisilves) e dou-lhe as boas vindas.
A net ficou mais animada e a informação passou a circular convenientemente.... Dizem alguns que o acesso é limitado e que a maior parte dos residentes não usam internet.... (Mas já todos sabem da sua candidatura).
Felizmente que o vereador da cdu é um homem que sabe destas coisas, e pôs na rua a informação que nos dois mandatos anteriores pode ser ocultada. Se estivessemos à espera das acções de campanha do PS local, era melhor ficarmos sentados e esperar... esperar...
Portanto, apoio a sua candidatura à Câmara Municipal de Silves... É tempo de dar a volta a esta bela terra! ...




De anónimo a 18 de Janeiro de 2007 às 14:02
Mas que granda cambada de gente louca!


De Antónimo a 18 de Janeiro de 2007 às 17:33
Mas a qual dos lados "da cambada de gente" se está a referir?


De anonimozinho a 18 de Janeiro de 2007 às 18:03
Com tanta ficção, ainda fazem uma novela a passar na TVI brevemente. Belinha versus Carneirinho.


De José Francisco da Silva a 18 de Janeiro de 2007 às 18:25
Mas será que não há possibilidade de se manter um nível mais elevado nos comentários?

Fazer humor é sinal de inteligência.
Achincalhar é sinónimo de diminuitiva ignorância.


De Mínimo a 18 de Janeiro de 2007 às 18:47
Sr. das Máximas, por acaso não será o autor da ficção, que até não está má, e está a queixar-se da falta de aplausos? (gostei do seu camuflado, não vou perguntar as origens, pode a luz apagar-se...)


De Maria Antónia a 18 de Janeiro de 2007 às 20:44
Sr Carneiro Jacinto
Nasci e cresci em Silves há meio século.
Sempre as minhas ideias foram socialistas.
Acompanho o seu blog desde que foi criado.
Servir Silves, diz o Sr Carneiro Jacinto que está na sua vontade.
Julguei, desde o início que leio o que aqui escreve, que a sua postura fosse diferente de todos os outros anteriores candidatos socialistas à Câmara Municipal do meu concelho mas estou a desiludir-me.
É que esta forma de esclarecer o povo, falando do que está mal, quando todos já sabemos que está mal, já está a "cansar-me", senhor Carneiro Jacinto.
O que eu aqui gostaria de ler, objectiva e concretamente, é o que pensa o senhor fazer em cada uma das suas promessas que passo a transcrever:

"-Uma prática política antagónica da actual;

-Um combate sem tréguas a todas as formas de clientelismo;

-Uma politica para as pessoas, com as pessoas, de proximidade com as populações;

-Um combate sem tréguas a todas as formas de corrupção passiva e activa;

-Tudo fazer para atrair investimento que crie emprego;

-Uma verdadeira política cultural;

-Uma defesa intransigente da qualidade ambiental;

-O fim da política de betão sem regras;

-E, por último, uma verdadeira política de segurança activa."

Agradeço que me esclareça, se é que não estou a pedir muito.
Haja mudança na forma de esclarecer os eleitores!
Os meus melhores cumprimentos











De Antónia Maria a 18 de Janeiro de 2007 às 21:33
Maria Antónia, subscrevo, na íntegra, as suas palavras! Já somos, pelo menos, duas!


De António Ninha a 18 de Janeiro de 2007 às 21:40
eu acho que isto é mais uma anedota do jacintozinho, porque o que ele escreveu não tem ponta por onde pegar. Atão o povo é parvo. Agora já escreve anedotas para nós. Estou com a D.antónia.


De Antónia Maria a 18 de Janeiro de 2007 às 21:55
António Ninha, eu acho é que o Sr. está mas é com a "outra" Dona. Porque se estivesse com a Antónia, eu não saberia se era comigo ou com a Maria Antónia. Eu estou com esta pelos motivos que ela apresenta, mas não diga que o texto não tem "ponta por onde se lhe pegue" . Pode dar-se o caso de o Sr. não saber ou não querer pegar-lhe.


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