António Carneiro Jacinto
Quinta-feira, 25 de Janeiro de 2007
SEM TÍTULO

Queria participar-vos que o azar me bateu à porta: fracturei o tendão de Aquiles do meu pé direito. Vou ser operado às 21 horas de hoje.

Neste momento quero dizer-vos do fundo do coração que sei que posso contar com o vosso apoio moral. Tentarei, dentro das possibilidades, manter-me informado do  que se fôr passando no concelho de Silves.  

É nas adversidades que se vê a força das pessoas. Contem comigo para voltar em força.

Obrigado e bem hajam.

António Carneiro Jacinto  



publicado por António Carneiro Jacinto às 12:43
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Terça-feira, 23 de Janeiro de 2007
O ORÇAMENTO E ARMAÇÃO DE PÊRA

Voltemos à realidade. Vinte dias após a Assembleia Municipal de Silves ter chumbado, por maioria, a proposta de Orçamento para 2007, tudo se passa como se nada de importante tivesse acontecido. Considero esta situação, no mínimo, irresponsável.

O orçamento de uma Câmara Municipal é um documento demasiado importante para ser tratado com ligeireza ou leviandade. Antes dos partidos estão as pessoas e são estas que sofrem, directa ou indirectamente, com os disparates dos políticos A situação, neste momento, é de total paralisia no concelho, com custos elevadíssimos para todos.

Já deixei aqui expressa a minha opinião sobre a proposta apresentada pela maioria camarária. Maioria esta que errou ao apresentar a sua proposta nos últimos dias de 2006, ao não dar tempo à oposição e até às Juntas de Freguesia (incluindo as de maioria PSD) para analisar o documento e ao conformar-se com o resultado, remetendo nova proposta para o prazo legal de 90 dias.

Quem é que ganha com isto? Ninguém. Quem é que não perde politicamente com a actual situação: Isabel Soares.

Na moderna gestão autárquica, nomeadamente em países fortemente descentralizados, como a França e a Alemanha, as coisas fazem-se de forma a impossibilitar situações deste género.Vejamos como:

a)      Os trabalhos técnicos de preparação do orçamento decorrem entre Julho e Setembro para que a proposta politica seja apresentada - depois de aprovada pelo executivo -até 15 de Outubro à Assembleia Municipal( é isso que está a pensar é o que se passa, no nosso caso, com o OE nacional ) ;

b)      A oposição dispõe de um mês para analisar o documento, antes da sua discussão e votação na generalidade;

c)      Mesmo no cenário de o executivo dispor de uma maioria absoluta na Assembleia, segue-se um novo período de três semanas para debate na especialidade, onde são normalmente encontrados os consensos antes da aprovação final.

Esta é uma forma democrática, plural e participativa de discutir e aprovar um documento com a importância do orçamento. Nada que se aproxime disto tem sido prática corrente no concelho de Silves, sejam as maiorias absolutas ou relativas PSD, PS ou CDU.

É neste cenário, mais ou menos trágico que, a pedido das bancadas do PS e do BE se reúne, em Armação de Pêra, na próxima sexta- feira, 26, a Assembleia Municipal de Silves em sessão extraordinária.

Da ordem de trabalhos constam:

a)      Apresentação e discussão da proposta de elaboração do plano de pormenor do Sapal de Armação de Pêra;

b)      Apresentação e discussão da proposta de alteração do PDM de Silves, nomeadamente na área poente à zona industrial de Alcantarilha;

c)      Loteamento que está a ser alvo de inúmeras queixas de moradores e comerciantes da zona.

Para ajudar todos os bloguistas que venham a participar nesta Assembleia gostaria de vos dar conta do que vem indicado nas grandes opções do plano da maioria camarária PSD para 2007, 2008 e 2009, no que a Armação de Pêra diz respeito:

1.Pedonalização da frente mar de Armação de Pera : 25.000 euros para 2007; 958.754 para 2008 (inicio da campanha eleitoral) e 883.754 para 2009 ( campanha eleitoral);

2.Requalificação da zona nascente de Armação de Pêra : 2.500 euros em 2007; 502,500 em 2008 (inicio da campanha eleitoral) e 300.000 em 2009 (campanha eleitoral);

3. Requalificação da zona poente de Armação de Pêra: 2.500 euros em 2007; 502.500 em 2008 (inicio da campanha eleitoral) e 300.000 em 2009 (campanha eleitoral);

4.Saneamento em Armação de Pêra: 425.000 euros em 2007 (em plano desde 2002);

5.Remodelação do abastecimento de água em Armação de Pêra: 210.000 euros em 2007 (em plano desde 2003);

6. Construção do Museu do Mar: 2.500 euros em 2007 ( em plano desde 2003); 150.000 em 2008 ( inicio da campanha eleitoral) e 150.000 em 2009 ( campanha eleitoral);

7.Recuperação antigo casino: 355.819 em 2007 ( em plano desde 2003);

8. Construção do complexo desportivo : 5.000 euros em 2007( em plano desde 2003), 270.000 em 2008( inicio da campanha eleitoral) e 750.000 em 2009 ( campanha eleitoral);

9. Construção da Escola Primária de Armação de Pêra: 900.000 em 2007 ( em plano desde 2003);

10. Modernização do porto de pescas de Armação de Pêra ( qual porto?): 131.000 em 2007 ( em plano desde 2001).

Deixo a análise do que ficou escrito à consideração das senhoras e senhores que lêem este blogue.

Melhores cumprimentos.

 

 



publicado por António Carneiro Jacinto às 23:36
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Segunda-feira, 22 de Janeiro de 2007
REFLEXÃO SOBRE ESTE BLOGUE

Antes de tudo, deixem-me compartilhar convosco a minha grande alegria do dia: o meu neto já anda…Curiosamente na génese dos blogues, uma criação americana, era deste tipo de coisas que se falava. Mas as coisas evoluíram e hoje os blogues não são mais um meio de comunicar entre as pessoas e assumem perspectivas completamente diversas.

A utilização dos blogues nas campanhas politicas é relativamente recente e no caso português atinge, por enquanto, apenas uma minoria.

O meu blogue é um blogue político. Nasceu em 4 de Dezembro, dia em que anunciei a minha candidatura à presidência da Câmara Municipal de Silves. Não sendo um especialista nesta matéria, ao contrário, por exemplo, do dr. Manuel Ramos, e sabendo, oficialmente, do escassíssimo número de utilizadores da Internet no concelho de Silves, fi-lo por entender que esta seria uma forma moderna e de futuro de comunicar com aqueles que têm a possibilidade de trabalhar com esta tecnologia.

Fi-lo também para tentar perceber qual o perfil, cultura politica e forma de pensar dos cibernautas do concelho de Silves.

O comentário de Teresa Silva, e outros, muito crítico relativamente ao conteúdo do meu blogue impôs-me esta reflexão. Chapeau Teresa Silva seja ela homem ou mulher.

Quero dizer-vos antes de mais que tenho aprendido muito, oh se tenho!…

A primeira conclusão a que cheguei foi a de que fiz bem em criar este blogue. Só o que está publicado e foi distribuído aos órgãos de comunicação social corresponde a dezassete folhas A 4, onde há vastíssima matéria para análise e reflexão. Esse importante ponto de partida - que enformou todos os restantes posts por mim publicados  até hoje - nunca foi devidamente avaliado, comentado ou criticado e isso foi uma coisa que me preocupou desde o início.

Espero que compreendam que, neste aspecto em particular, se não houve “ uma única discussão de ideias”, a responsabilidade não foi minha. Como também não é “ o modo de fazer politica”.

Não sou pretensioso, nem vaidoso ao ponto de me arvorar em educador seja de quem fôr, mal andaria, aliás, se o pretendesse. As pessoas, os políticos são o que são e é dessa forma que os devemos considerar. Se a maioria daqueles que comentam o meu blogue o fazem de uma forma que não agrada a outros, não me cabe a mim contestá-los ou criticá-los.

O balanço que faço destes 48 dias do blogue Servir Silves não é totalmente satisfatório, mas não deixa de conter virtualidades. Depois do meu surgiu a Cidadania de Armação de Pêra, o Penedo Grande, de Paulo Silva entrou em marcha contínua e mais recentemente o Janela com Reflexos II. Mas, repito, não estou satisfeito.

Agora, há uma questão que para mim é absolutamente fundamental, não fosse eu jornalista profissional: a liberdade de expressão na blogosfera, ainda hoje largamente discutida numa importante conferência internacional. Esta questão é essencial porque é na resposta aos problemas que nos coloca que teremos que encontrar resposta para algumas das críticas que me são feitas.

Isto é: uma coisa é aquilo que eu escrevo que deve ser comentado, criticado, gozado e até achincalhado; outra coisa,  totalmente distinta, são os comentários dos que visitam este blogue. Ora eu fiz o blogue para que as pessoas me conhecessem melhor, soubessem o que penso e quais são as minhas prioridades eleitorais. Neste aspecto é que devo ser escrutinado.

Agora, uma coisa é certa, esta é a terceira vez que me insurjo contra o “ diz-se, diz-se”, as brincadeiras sem interesse, as criticas a terceiros e que peço para que prevaleça “ o nível da discussão de ideias e de princípios”. Que fique esclarecido de uma vez por todas: não vou censurar ninguém, porque disso tive que me bastasse nos primeiros anos como jornalista. Teresa Silva quer-me no papel de censor - não o serei .Também é certo que o  folclore dos últimos dias não se vai repetir, pois todos os que lerem este texto não deixarão de perceber a minha mensagem.

Não se depreenda daqui que vou “ moderar” seja o que for, ou pôr um “travão” à participação seja de quem for.

Repito, mais uma vez, o que escrevi em 19 de Janeiro:” uma vez que não querem que eu conte o que sei que se vai passando nos bastidores da Câmara e eu não quero falar, por enquanto, nas minhas propostas eleitorais, agradeço que tomem a iniciativa do debate”. Acrescento agora: façam-me perguntas sobre tudo o que quiserem.

Uma última nota para que tudo fique claro: o blogue é o que é, terá o seu tempo e a sua função; mas a minha campanha eleitoral vai fazer-se com as pessoas, ouvindo as pessoas, no contacto pessoal, porta a porta, vivam elas onde viverem, tenham ou não Internet.

Melhores cumprimentos.         

 



publicado por António Carneiro Jacinto às 23:44
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Sábado, 20 de Janeiro de 2007
INTERVALO NA FICÇÃO

Caros amigos hoje venho falar-vos de coisas sérias que só confirmam a FICÇÃO:

 

O chefe da Divisão de Serviços Urbanos e Ambiente da Câmara Municipal de Silves, Engº Henrique Brás, em 6 de Julho de 2006, foi suspenso das sua funções por decisão de Isabel Soares, na sequência de um processo de inquérito preliminar da responsabilidade da Drª. Dina Baiona;

a)     Em 1 de Agosto de 2006, é encerrado o inquérito preliminar que é convertido em processo de inquérito disciplinar;

b)    Em 11 de Agosto de 2006 o processo disciplinar contra o Engº. Henrique Brás foi suspenso;

c)     Desde que lhe foi levantada a suspensão e impedido o acesso ao local de trabalho, o Engº. Henrique Brás gozou férias e esteve com baixa até há cerca de uma semana;

d)    O Engº. Henrique Brás encontrava-se em regime de requisição à Comissão de Coordenação da Região do Algarve;

e)     O Engº. Henrique Brás está a trabalhar na referida COMISSÃO desde esse momento.

 

Estes são os factos relativos a um dos bodes-expiatórios escolhidos por Isabel Soares. O seu advogado tratará do resto, se quiserem “incomodá-lo” nas sua novas funções. Deixo a análise e os comentários aos leitores do meu Blogue.

 

PS. Amanhã vamos falar de Armação de Pêra porque vem aí “grossa      história”.



publicado por António Carneiro Jacinto às 01:28
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Quinta-feira, 18 de Janeiro de 2007
A HORA DA FICÇÃO

Muitos dos meus apoiantes têm-me feito chegar através de inúmeros -e-mails diversas sugestões, ideias e textos que gostariam de ver publicados no meu blogue. Por hoje deixo-vos com a primeira parte de uma obra ficcionada sobre o relatório do chamado caso Viga D’Ouro.

 

 

 

 

 

“ACASO  VIVAS  D’OIRO?”

 

RELATÓRIO FINAL DO 4º. E PENÚLTIMO INQUÉRITO

 

F  I  C  Ç  à O

 

1. INTRODUÇÃO

    

     “Neste relatório “meramente ficcional” resumem-se os resultados das diligências feitas no sentido de apurar elementos de prova da inexistência de qualquer infracção dos funcionários e agentes responsáveis, bem como, e especialmente da  responsabilidade política de qualquer membro do executivo permanente e não permanente.

 

Este trabalho foi baseado nos resultados dos 3 processos de inquérito mandados instaurar pela Presidente da Câmara Municipal de Silves, desde Julho do ano passado até à presente data.

 

Uma vez que, na sequência dos 3 relatórios apresentados , foi decidido pela Presidente da CMS, o arquivamento do processo, pela total  impossibilidade no esclarecimento da verdade material, moral e politica dos factos, decidiram os Munícipes do Concelho de Silves avançar, por sua conta e risco, com um 4º e penúltimo inquérito. Ouvidas várias testemunhas e estudadas as matérias de factoque a seguir se descrevem apurou-se:

a)    Na análise documental dos autos constantes nos inquéritos concluiu-se que, uns estavam dentro dos parâmetros da legalidade habitual da Autarquia e que outros tinham sido forjados pela comunicação social, pela oposição e pelas entidades oficiais envolvidas;

b)    Na análise dos regulamentos internos da autarquia (orgânico e Controlo Interno) concluiu-se que, os regulamentos, a terem sido aplicados,constituiriam um entrave burocrático e administrativo à realização célere e legal das obras e dos serviços prestados pelos empreiteiros credores do Município, em prejuízo da satisfação dos anseios do executivo e da população em geral, antes de Outubro de 2005.

c)     Na análise técnica e financeira executada por reputados e isentos especialistas , escolhidos pela Presidente da Autarquia, concluiu-se ter havido a maior lisura nos procedimentos, daí resultando a louvável poupança do desgaste físico dos funcionários da edilidade, pela não participação “directa” nas obras e serviços prestados em causa e perfeição ímpar na execução das mesmas; poderia ter saido tudo mais barato ao Município, mas desta forma,  foi outro asseio e outra limpeza.

 

Este trabalho, reportou-se à análise de factos ocorridos desde o início de 2003 até meados de 2006, face às realidades documental e outras de todo o processo, bem como a factos não constantes no mesmo.

 

2. ANTECEDENTES

 

     O presente inquérito teve início desde que os Munícipes tiveram conhecimento, em 21 de Julho do ano transacto, através da comunicação social que, para além das obras sobre as quais a Direcção de Finanças de Faro pediu explicações à Câmara Municipal de Silves (primeiramente no verão de 2005), havia “outras obras” – serviços prestados – por empreiteiros, que levaram à suspensão do Engº. Chefe da DSUA e das quais reportamos alguns exemplos:

 

·        Pessoal de um empreiteiro (imigrantes ilegais incluídos!!!) prestaram serviços nos trabalhos arqueológicos do castelo e das obras Polis (os meus homens, como lhes chamava o Vereador da Cultura).

·        Pessoal  de um empreiteiro (imigrantes ilegais incluídos!!!) executaram diversas obras de construção civil em edifícios do Município e outras.

·        Pessoal do mesmo empreiteiro (imigrantes ilegais incluídos!!!) prestaram serviço nas secções de carpintaria, pintura e electricidade, montando palcos e placards diversos no Concelho,  pintando edifícios municipais, etc.

·        O asfaltamento pelo mesmo empreiteiro da Urbanização F.Serrão.

·       Etc., etc., etc., etc……

 

 

           Nota: Estes Serviços Prestados, bem como as chamadas Obras sobre as quais a Direcção de Finanças de Faro pediu esclarecimentos “ tinham todas projecto aprovado e procedimentos concursais e administrativos legais, como disse a Presidente da Câmara, em Assembleia Municipal, pelo que não há razões para que se possa inferir que tivessem havido quaisquer irregularidades”.

 

 

 

Estratos desta Obra de ficção continuam amanhã.

 

     

     

 

    



publicado por António Carneiro Jacinto às 01:05
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Domingo, 14 de Janeiro de 2007
RESPOSTA A UMA PESSOA DE BEM

Com a forma lúcida e educada com que contribui habitualmente para este espaço de participação civica, JJJ declina em post colocado no armacaodepera.blopspot.pt o desafio e convite que lhe lancei para ser meu director de campanha. Lamento mas compreendo. JJJ é um céptico da politica e tem muitas dúvidas sobre a prática politica vigente.

Quero dar destaque a este episódio sobretudo para sublinhar que as suas explicações são um verdadeiro manual do que deve ser a politica e por isso quero citá-lo para que todos partilhem comigo algumas das suas reflexões: é um exercicio útil porque desta forma ficam a saber mais algumas coisas sobre aquilo que penso e quero pôr em prática.

Diz JJJ:" não temos preparação para entender e lidar com a pequena prática politica, a gestão politica dos bastidores a das suas multiplas mercearias, a vulgaridade das temáticas mais determinantes, as abordagens insipidas ou omissões aberrantes às questões realmente importantes, etc". Subscrevo na integra estas reflexões e estas dúvidas de um cidadão descrente na politica, nos politicos e sobretudo na forma de fazer politica. Digo-vos mais: o grande desafio que encerra a minha candidatura é o de conseguir explicar às pessoas tudo isto e de elas depois de esclarecidas acreditarem que é preciso uma nova politica

JJJ não acredita que..."pelos caminhos que a politica autárquica tem percorrido alguma dia possa vir a mudar-se realmente o que quer que seja de essencial". Temos de ser capazes de mudar este estado de coisas, temos de acreditar que é possivel, temos de fazer tudo para que seja possivel, não nos podemos resignar, nem pensar que o actual estado de coisas é uma fatalidade. Acredito em absoluto que " um discurso politico diferenciado" só me pode trazer beneficios e importantes.

Se a sociedade civil, como diz ," o permite por omissão" então expliquemos a todos que não foi para isto que se fez o 25 de Abril, que os cidadãos puderam escolher livremente os seus mandatários. Digamos de forma clara: para este peditório já dei, não alinho nisto, nem quero mais disto: não quero mais que se confunda autoridade com autoritarismo, poder com arbitrariedade, interpretação com manipulação, interesse público com o meu prório interesse, trabalho com propaganda.

Também considero, como JJJ, que "é no aprofundamento da cidadania que " se  delimitará o conteúdo dos mandatos conferidos aos eleitos, se determinará uma prática politica nova ,saneada e baseada  no respeito devido aos cidadãos, à sua inteligência, aos seus direitos, à comunidade que constituem e à sua sustentabilidade.

É este contrato de cidadania que quero celebrar com os eleitores. Para aqueles que vão ler estas linhas e pensar que sou naif  fiquem desde já sabendo que prefiro isso a que me chamem hipócrita ou videirinho. O meu código do conduta vai ser este. Como já tiveram tempo para analisar o problema profundo que é o facto de eu ter um Jaguar, deixo-vos agora com estas reflexões que me proporcionou uma pessoa de bem. Não tenha dúvida JJJ: seremos "compagnons de route".  

 



publicado por António Carneiro Jacinto às 10:49
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Quinta-feira, 11 de Janeiro de 2007
COMEÇOU A CAMPANHA ELEITORAL

Grande dia. Este era o momento porque eu mais aguardava: Isabel Soares, pela voz de Mendes Bota, e através do Correio da Manhã, anunciou a sua recandidatura à presidência da Câmara Municipal de Silves. Mais: manifestou “ uma vontade férrea de ir a votos”.

Grande dia por múltiplas razões:

1.A minha candidatura não faria grande sentido politico, nem me daria qualquer” gozo” pessoal (no bom sentido do termo entenda-se) se Isabel Soares não se recandidatasse;

2. Já vos tinha dito que era minha convicção pessoal que assim seria;

3.Não podia era imaginar que seguisse as minhas pisadas e a anunciasse com três anos de antecedência (  agora  fico à espera das mesmas criticas que me dirigiram  por o ter feito em 4 de Dezembro de 2006…foi só esperar um mês…);

4. Por o anúncio ter sido feito por Mendes Bota reconhecido “ admirador “ de Isabel Soares e “apoiante incondicional” de Marques Mendes…;

5.Por a Comissão Politica Distrital do PSD/ Algarve considerar que a situação na Câmara de Silves é um mero problema administrativo que estará resolvido ainda este mês, o mais tardar no próximo…;

6. Considerar que (esta é para mim) tudo se resume a “ cenas lamentáveis de oportunismo delirante por parte de certas personagens”, depois de uma catilinária contra os partidos da oposição;

7. Por, perante este quadro, no mínimo insólito, Isabel Soares não dizer nada - quem cala consente;

8. Finalmente, porque este anúncio indica claramente a importância que a Câmara Municipal de Silves tem para o PSD.

Dito isto começou a campanha eleitoral. Agora, como se diz na gíria, quem tem unhas toca viola…

Neste momento queria saudar Isabel Soares por, ao fim de doze anos (vão ser mesmo doze!...) na presidência da Câmara de Silves ter ainda uma vontade férrea de continuar.

Partimos, para esta luta, que espero leal e correcta, em condições desiguais:

a)     Se o actual executivo, e sobretudo a sua Presidente, já vivem em campanha eleitoral permanente, o regabofe agora vai ser total;

b)    Não tenho fortuna pessoal;

c)     Não tenho ligações, nem apoios financeiros, de qualquer empresário do concelho ou fora dele;

d)    Não sou o responsável máximo pelo maior empregador do concelho, a Câmara Municipal, com tudo o que isso significa de pressão sobre largos milhares de pessoas.

Mas estou optimista e vou à luta. A luta das ideias, de um novo projecto, de olhar para todos da mesma maneira ricos ou pobres, jovens ou idosos, de provar numa palavra que há mais vida para lá de Isabel Soares. Não se resignem, não tenham medo, defendam-se, critiquem, batam-se pela mudança com a diferença.

Neste dia muito especial só vos prometo uma coisa: chegada a altura dir-vos-ei, a todos, ao que venho e qual o meu projecto   . Não ficará nada, mas nada por esclarecer, tudo será claro como água: os apoios políticos, as contribuições financeiras, a minha equipa, quem como e porquê, e o que irei fazer se me derem a vossa confiança.

Neste dia quero agradecer à equipa que comigo tem trabalhado, a todos os que, ainda a medo, me têm dado o seu estimulo e apoio.

A campanha eleitoral começou: vamos a ela.

 

 

 

 



publicado por António Carneiro Jacinto às 00:01
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Segunda-feira, 8 de Janeiro de 2007
DE COMO O 3º INQUÉRITO PASSARÁ A 4º

Correm notícias nesta cidade de que os instrutores do 3º inquérito, célere e interno, mandado instaurar por Isabel Soares, sobre o já famoso caso Viga D’Ouro, terão pedido mais um mês para apresentarem um relatório final.

Este pedido de prorrogação do prazo, terá origem em “declarações inesperadas e observações complicadas” por parte de alguns intervenientes no processo, que parece terem deixado atrapalhado o engenheiro de Albufeira e confusa a jurista de Olhão, que dirigem o inquérito. Estes estados de espírito terão a ver com:

1º- a eventual escusa do Chefe de Divisão Financeira de prestar qualquer declaração, remetendo as mesmas para o seu advogado;

2º- o engenheiro de Albufeira, instrutor deste 3º. Inquérito, estará em dificuldades ou por ter sido ele o autor do projecto de Vale Fuzeiros- uma das maiores obras da discórdia neste caso Câmara de Silves – Viga D’Ouro- ou pelas declarações de Aleluia Cherondo (filho). A oposição, como é do conhecimento de todos, pediu já na Assembleia Municipal que Isabel Soares esclarecesse pormenores desta obra.

Entretanto, a Direcção de Finanças de Faro terá pedido a empreiteiro(s) ou empresa(s) que esclarecessem aquela Direcção, em que qualidade trabalhavam p’rá Câmara Municipal de Silves. O(s) empreiteiro(s) ou empresa(s), por sua vez, solicitaram à edilidade Silvense um documento, que lhe(s) foi facultado(s), onde se diz  que esse(s) empreiteiro(s) ou empresa trabalhavam p’rá Câmara em regime de prestação de serviços. Esse(s) documento(s) terá(ão) as assinaturas do engenheiro chefe da Divisão de Serviços Urbanos,-Henrique Brás e do seu Vereador Domingos Garcia.

Em 4 de Dezembro passado, na conferência de imprensa em que anunciei a minha candidatura à Câmara Municipal de Silves, disse que não havia um caso Viga D’Ouro, pois a prática generalizada era a prestação de serviços pelos empreiteiros e empresas e os concursos a excepção.

O vereador Domingos Garcia, em plena Assembleia Municipal, disse assumir as responsabilidades políticas das irregularidades, que pensa não estar sozinho e que um dia faria a história da História.

Não serão, nem eu, nem certamente Domingos Garcia, os historiadores; eu, porque não estive por dentro da situação e ele, …por motivos óbvios.



publicado por António Carneiro Jacinto às 23:59
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Sábado, 6 de Janeiro de 2007
ORÇAMENTO : ENTRE PARÊNTESIS

Ultrapassamos hoje os 1.000 visitantes deste blogue que nasceu fez em 4 de Dezembro um mês. Estamos, eu a minha equipa, super satisfeitos.

Apesar de outros terem sido os pioneiros é bonito constatar que em tão pouco tempo houve tanta gente a interessar-se pelo que aqui se escreve.

Outra boa notícia lida num dia de sol neste nosso Algarve: “a reabilitação de zonas urbanas degradadas vai ser mais barata a partir deste ano, já que o governo decidiu baixar de 21% para 5% a taxa de IVA aplicável à requalificação, sobretudo em zonas históricas”, cito. Que vontade que tenho de utilizar esta oportunidade no Concelho de Silves…

Creio que é altura de reflectir sobre o que aqui se tem escrito durante este mês. Desde logo reconheço que, a esmagadora maioria dos bloguistas, não leu com atenção a minha Declaração de 4 de Dezembro. Só assim se compreende que haja ainda quem pergunte se ao ser eleito baixarei o IMI, o preço da água e outras questões do género, está lá tudo explicado.

Mas não estamos ainda em época de campanha eleitoral e chegará a altura própria para apresentar os meus projectos para o Concelho de Silves.

Como hoje estou particularmente bem disposto aproveito a ocasião para esclarecer algumas “ideias” que aparecem por aí. Disse e repito que apresentei a minha candidatura sem ouvir partidos políticos, confissões religiosas, empresários, lideres de opinião ou outros, muito menos o actual governo. Em suma, fi-lo em consciência e com vontade de ajudar a dar de novo dignidade ao Concelho de Silves.

Repito que estamos a assistir ao fim de um ciclo político, mas gostava de compartilhar convosco a minha convicção pessoal e da esmagadora maioria dos meus apoiantes de que Isabel Soares terminará o seu mandato e não haverá eleições intercalares. Porquê? Porque nem IGAT, nem Tribunal de Contas, mostraram até agora qualquer interesse em investigar as relações da autarquia com diversos empreiteiros e apenas a P.J. e a Direcção de Finanças de Faro se debruçaram sobre o problema.

Assim sendo não fazem qualquer sentido opiniões delirantes como a do amigo Meireles e outros de que o executivo permanente cairá quando eu estiver “preparado para enfrentar o eleitorado”.

Que fiquem bem claras algumas coisas:

a)Não sei o que se passa na Concelhia do PS de Silves, nem na do PSD, nem na da CDU, nem na do BE, nem quero saber;

b) Não serei nunca candidato a qualquer lugar nas estruturas locais de qualquer dos partidos referidos;

c) Não serei candidato a qualquer lugar na AMAL, nem sei sequer se com uma derrota de Isabel Soares passaria para uma maioria PS;

d) O que quero, a única coisa que quero é Servir Silves o que farei com toda a energia, vontade, crer ao serviço da coisa pública.

Sou um homem de esquerda. Vivi com a censura, chorei de alegria com o 25 de Abril e sempre fui educado que as pessoas são a coisa mais importante para quem queira servir o seu país através do voto popular. Revejo-me  em homens como Olof Palme, Helmutt Schmidt, François Mitterrant, Felipe Gonzalez, Mário Soares e muitos outros que tive o previlégio de conhecer e conviver de perto.

Sou pela justiça social, por uma distribuição equilibrada da riqueza, por um apoio sem limites nem concessões aos mais pobres, aos velhos e aos desprotegidos, e à juventude, essa juventude que teve de deixar o Concelho de Silves. Não sou economicamente liberal, mas perfilho a ideia de que os pobres têm de ser mais ricos porque os ricos já o são.

Ainda o caro Meireles. Quer saber a minha opinião sobre a nova lei das finanças locais. Pois muito bem: para casos como o da actual gestão de Isabel Soares sou completamente a favor.

PS: Senhor Meireles, sobre a questão da Barragem do Odelouca pergunte ao Dr. Manuel Ramos porque é que a situação foi desbloqueada


publicado por António Carneiro Jacinto às 23:53
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Sexta-feira, 5 de Janeiro de 2007
ORÇAMENTO PARA 2007 - CENA 2

Como muitos dos meus amigos já sabem, a Assembleia Municipal de 3 de Janeiro decidiu chumbar a proposta de orçamento da Câmara Municipal de Silves para 2007. É uma má notícia.

É uma má notícia por várias razões:

a) já estamos em 2007 e, ao contrário da esmagadora maioria dos organismos de Administração Central e Local, Silves continua sem orçamento; b) a Assembleia Municipal tem todo o direito de chumbar o Orçamento, e dizem-me, aliás, que é o habitual e que as coisas depois se resolvem e acaba por ser aprovado; c) quando um partido não dispõe de maioria na Assembleia Municipal só tem um caminho: negociar, atempadamente, com todos os partidos representados na Assembleia, a sua proposta; d) Isabel Soares estava farta de saber que nas condições políticas actuais o seu orçamento seria chumbado; preparou-o tarde, adiou sucessivamente a sua discussão e como é sua prática não dialogou com ninguém; e) a boa prática política diz-nos que a discussão do orçamento é o momento político mais importante do ano: a maioria tem as suas opções e a oposição a oportunidade de apresentar os seus pontos de vista e alternativas.

O chumbo do Orçamento é, portanto mais um episódio da triste situação a que a actual maioria conduziu o Concelho de Silves. Uma maioria profundamente fragilizada, sem ideias, sem rumo, sem propostas de futuro. O Orçamento é um conjunto de números dos quais não se retira uma única ideia central. É uma espécie de balanço de actividades do Deve e Haver a caminho do abismo. Porque as dívidas são tantas, o serviço da dívida cresce todos os dias e não se encontra saída para esta dramática situação. Como diz Augusto Santos “ estamos a assistir ao fim de um ciclo político”. Um ciclo político que acabará quando a P.J. quiser e a I.G.A.T. decidir. Mas deixe-me que lhe diga que os orçamentos não são retórica e que existe legislação que obriga ao seu cumprimento. Verá que não falta muito tempo para Isabel Soares vir dizer que o problema está na nova lei das finanças locais.

Comentando JJJ “ não quero ser um político do passado mas um político com futuro".



publicado por António Carneiro Jacinto às 21:10
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