António Carneiro Jacinto
Domingo, 14 de Janeiro de 2007
RESPOSTA A UMA PESSOA DE BEM

Com a forma lúcida e educada com que contribui habitualmente para este espaço de participação civica, JJJ declina em post colocado no armacaodepera.blopspot.pt o desafio e convite que lhe lancei para ser meu director de campanha. Lamento mas compreendo. JJJ é um céptico da politica e tem muitas dúvidas sobre a prática politica vigente.

Quero dar destaque a este episódio sobretudo para sublinhar que as suas explicações são um verdadeiro manual do que deve ser a politica e por isso quero citá-lo para que todos partilhem comigo algumas das suas reflexões: é um exercicio útil porque desta forma ficam a saber mais algumas coisas sobre aquilo que penso e quero pôr em prática.

Diz JJJ:" não temos preparação para entender e lidar com a pequena prática politica, a gestão politica dos bastidores a das suas multiplas mercearias, a vulgaridade das temáticas mais determinantes, as abordagens insipidas ou omissões aberrantes às questões realmente importantes, etc". Subscrevo na integra estas reflexões e estas dúvidas de um cidadão descrente na politica, nos politicos e sobretudo na forma de fazer politica. Digo-vos mais: o grande desafio que encerra a minha candidatura é o de conseguir explicar às pessoas tudo isto e de elas depois de esclarecidas acreditarem que é preciso uma nova politica

JJJ não acredita que..."pelos caminhos que a politica autárquica tem percorrido alguma dia possa vir a mudar-se realmente o que quer que seja de essencial". Temos de ser capazes de mudar este estado de coisas, temos de acreditar que é possivel, temos de fazer tudo para que seja possivel, não nos podemos resignar, nem pensar que o actual estado de coisas é uma fatalidade. Acredito em absoluto que " um discurso politico diferenciado" só me pode trazer beneficios e importantes.

Se a sociedade civil, como diz ," o permite por omissão" então expliquemos a todos que não foi para isto que se fez o 25 de Abril, que os cidadãos puderam escolher livremente os seus mandatários. Digamos de forma clara: para este peditório já dei, não alinho nisto, nem quero mais disto: não quero mais que se confunda autoridade com autoritarismo, poder com arbitrariedade, interpretação com manipulação, interesse público com o meu prório interesse, trabalho com propaganda.

Também considero, como JJJ, que "é no aprofundamento da cidadania que " se  delimitará o conteúdo dos mandatos conferidos aos eleitos, se determinará uma prática politica nova ,saneada e baseada  no respeito devido aos cidadãos, à sua inteligência, aos seus direitos, à comunidade que constituem e à sua sustentabilidade.

É este contrato de cidadania que quero celebrar com os eleitores. Para aqueles que vão ler estas linhas e pensar que sou naif  fiquem desde já sabendo que prefiro isso a que me chamem hipócrita ou videirinho. O meu código do conduta vai ser este. Como já tiveram tempo para analisar o problema profundo que é o facto de eu ter um Jaguar, deixo-vos agora com estas reflexões que me proporcionou uma pessoa de bem. Não tenha dúvida JJJ: seremos "compagnons de route".  

 



publicado por António Carneiro Jacinto às 10:49
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21 comentários:
De Sugestão a 14 de Janeiro de 2007 às 13:48
Eu bem lhe dise, Sr. Carneiro Jacinto, que a escolha seria boa. Já sobre a aceitação, eu teria muitas dúvidas... Há pessoas, felizmente, para quem os honorários, ainda que elevados, não são suficientes... Aquelas para as quais "valores mais altos se alevantam"!... E lidar com bastidores e várias mercearias é trabalho realmente árduo, para o qual nem todos estão preparados, sobretudo quando vão ser seus herdeiros, e muitas vezes tentados influenciar... E o campo está, atendendo às circunstâncias, todo minado... Parabéns, JJJ, seja lá quem for!!!


De António Carneiro Jacinto a 14 de Janeiro de 2007 às 22:14
Caro Sugestão
Mas eu nunca falei em honorários. O meu director de campanha,, seja ele quem fôr ,fá-lo-á por amor à camisola e não receberá um centavo.Nem é essa a questão central,nem para JJJ,nem para mim.O importante é como ele pensa,as ideias que ambos perfilhamos.é sobre isso que eu e ele gostavamos de conhecer a vossa(s)opinião.ACJ


De Sugestão a 14 de Janeiro de 2007 às 22:47
Sr. Carneiro Jacinto,
Quem falou em honorários fui eu, não o Sr., da outra vez que "sugeri". Nem penso que seja essa a questão central. Quanto ao resto, estamos de acordo!
Fui ao blogue de JJJ, para apreciar todo o contexto, de que o Sr. nos deu excertos. Penso que é uma pena que a resposta seja negativa, e não posso entender que não se veja conteúdo naquelas palavras. Nem todos temos pendor político, embora, à sua maneira, JJJ a faça. E a política de bastidores é, efectivamente, tarefa árdua, como já lhe disse.
Uma boa noite para si!


De J.J.J. a 15 de Janeiro de 2007 às 15:14
O endereço do blog donde provem o seu post nãõ é o que referiu mas sim: http://armacaodepera.blogspot.com


De J.J.J. a 15 de Janeiro de 2007 às 15:31
E porque não postar o e-mail da sua candidatura ao seu Blog?
È que muita gente pode querer um meio mais privativo de comunicar.Não tem?porque não: Silves no Coração@??????


De Manuel Damião a 15 de Janeiro de 2007 às 16:37
Tenha cuidado JJJ ainda apanha um virús.


De António Carneiro Jacinto a 17 de Janeiro de 2007 às 06:45
Caro JJJ
Se carregar na tecla perfil encontra o meu endereço electrónico.Não compliquemos as coisas.Obrigado


De gabriela rocha martins a 17 de Janeiro de 2007 às 15:26
Mas que falta de atenção, JJJ! Nem parece seu. Clique no Perfil do blogue do Carneiro Jacinto que encontra, imediatamente, o e.mail pretendido.


De Arauto a 15 de Janeiro de 2007 às 19:36
Foi publicada hoje a Nova Lei das Finanças Locais (Lei nº. 2/2007, de 15 de Janeiro - aprova a L.F.L. e revoga a Lei nº. 42/98, de 6 de Agosto). Acesso: www.dre.pt


De gabriela rocha martins a 17 de Janeiro de 2007 às 15:28
E?


De josé meireles a 15 de Janeiro de 2007 às 23:44
Oh Sr. Carneiro Jacinto, como é que os Silvenses vão acreditar na sua forma (camuflada) de fazer política? quando ainda há pouco tempo fazia parte do governo (como assessor com as funções de porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros). Como vai explicar aos Silvenses que não está pelo PS, mas sim por uma vontade louca de ajudar Silves a crescer político-cultural, etc. Em diálogo com as pessoas, sobre a sua candidatura, todas elas o associam ao PS. Apesar de ter sido bastante claro, que é uma candidatura independente e que não está ligado a nenhum partido político.
Concordo consigo quando diz" Temos de ser capazes de mudar este estado de coisas, temos de acreditar que é possível, temos de fazer tudo para que seja possível, não nos podemos resignar, nem pensar que o actual estado de coisas é uma fatalidade", mas acrescentaria que as coisas devem ser feitas sem demagogia, sem sofismas e sem fantasias.
O discurso político diferenciado para além de lhe poder trazer benefícios importantes, também lhe pode trazer dissabores, com o sentimento de estar a dar uma no cravo e outra na ferradura. A seu tempo veremos como o cidadão se comporta perante o seu discurso político diferenciado.
Claro que não foi para isto que se fez o 25 de Abril e só lamento o retrocesso nas conquistas de Abril, que coloca os pobres cada vez mais pobres e os ricos cada vez mais ricos. E já agora devo acrescentar que com esta política do governo, o seu desejo de elevar os pobres a ricos dificilmente será concretizado ( com muita pena minha), não passando esse desejo de uma fantasia e/ou ... .


De Mário de Sá a 17 de Janeiro de 2007 às 15:43
Vá lá uma pessoa entender este mundo galáctico ,vulgarmente conhecido, como Silves...
Primeiro, trucida-se o homem porque foi assessor do Ministro dos Negócios Estrangeiros no governo PSD, para logo a seguir o condenarem "à pena capital" por estar ligado ao PS ,atendendo à mesma assessoria.
Ora bolas,
Decidam-se por uma vez!

Claro que este estado de coisas só pode ser mudado com novos projectos que obrigam a novos personagens, a novas caras, a novos valores, e esses passam por gente essencialmente nova que tem deste Concelho uma visão de progresso e desenvolvimento, não de acomodação e marasmo.

Afinal de contas querem maior prova da independência do candidato Carneiro Jacinto quando não se esconde e abertamente fala de tudo isto?

Mas vamos ter uma dose adequada de serenidade. O mal deste Concelho é que sempre tudo foi feito à pressa e em cima do joelho. Quando aparece um candidato que se preocupa em estudar, conhecer, saber, amar e estar por dentro de tudo e todos, acusam-no de diletante, oportunista, exibicionista, displicente,mentiroso, etc... Cada coisa a seu tempo, amigo José Meireles.Não queira colocar o carro à frente dos bois porque pode ser atropelado, antes de começar a viagem...


De josé meireles a 16 de Janeiro de 2007 às 00:05
Dr. Carneiro Jacinto, e porque não um debate público com todas as forças políticas sobre a gestão camarária? Talvez fosse a melhor forma de reflexão e a matéria explosiva chegava certamente a mais gente.


De Mário de Sá a 17 de Janeiro de 2007 às 15:45
E se tivessemos a serenidade suficiente para aguardar o que deverá ser feito a seu tempo?


De Fernando de Sousa a 17 de Janeiro de 2007 às 15:55
Mas será que somos todos tão ingénuos que deveremos dar, a três anos de fim de mais um mandato levado a efeito sem ideias próprias e a reboque das ideias e dos projectos dos outros ,que se deve vir para o domínio público oferecer de mão beijada a este Executivo, aquilo que não foi nem é capaz de fazer?
Pensem bem nos benefícios e malefícios actuais desses actos puríssimos de cidadania e do aproveitamento político dos mesmos para quem não tem nem estaleca nem horizontes.
Proponham ,proponham e é ver as vossas sugestões e propostas no próximo Orçamento...
Sejam ingénuos ,sejam ,que a Drª Isabel Soares agradece!!!!!
Isto não invalida que se façam encontros e debates sobre gestão, ambiente, educação, cultura, saúde, etc... Mas, antes, previnam-se dos orelhudos!!!!!!!!!!!!!!! ( e digo previnam-se e não previnamo-nos porque já estou velho. Agora é tempo dos novos )


De Paulo Silva a 17 de Janeiro de 2007 às 21:51
Como não espero entrar para a política a mim tanto me dá que seja o actual executivo ou o próximo a colocar as boas ideias que podem sair daqui em prática. É preciso é que alguém as coloque em prática. Um dos grandes problemas da política cá do burgo são as prioridades trocadas. Em vez de: Pessoas, Concelho, Partido e Oposição (por esta ordem) - o que se tem visto é: Oposição, Partido, Concelho e Pessoas.
Não me parece que seja por colocar algumas boas ideias em prática que este executivo se safará do castigo dos eleitores. Se, como diz, estão sem ideias é bom que os ajudemos porque 3 anos parados são 9 de atraso.


De Paulo Silva a 16 de Janeiro de 2007 às 20:08
E falando em pessoas de bem gostava de sugerir, a todos os ilustres cidadãos que por aqui tem deixado os comentários construtivos, a criação de um espaço onde pudessemos ajudar o Dr. Carneiro Jacinto a Servir Silves. Um espaço onde se discutissem menos as manobras políticas e mais as reais necessidades do concelho (e são muitas, como bem sabem).
Poderia até ser o anfitrião deste “blog” a tomar a iniciativa. Eu daria a minha contribuição, sempre que fosse aceite, e falaria da freguesia de Messines – ou dos jovens que sendo de lá tiveram que arrumar as malas e fazer-se à estrada.
Já vi que há aqui gente com ideias e coragem de outras freguesias, só falta mesmo o empurrãozinho.
Enquanto os outros dormem...


De António Carneiro Jacinto a 17 de Janeiro de 2007 às 06:47
Meus caros
Estou pronto para todo o tipo de debate,tertúlia, discussão quando e onde quiserem.


De josé meireles a 17 de Janeiro de 2007 às 20:54
O Sr. Mário de Sá também é daqueles que " quem não é por si é contra si". Fique bem.


De Anónimo a 17 de Janeiro de 2007 às 21:40
Geralmente não respondo a provocações, mas como não considero o seu comentário ao meu comentário uma provocação, dir-lhe-ei que geralmente costumam apontar-me o dedo por estar sempre do lado dos outros. Isto é, do lado dos que, quando têm razão ,não devem estar comigo, porque eu não estou comigo, estou com eles.Percebe-me ou quer que lhe explique de novo? Mas fique bem acompanhado, porque eu fico, com certeza!


De Mário de Sá a 17 de Janeiro de 2007 às 21:44
Fala por si, Sr. José Meireles?
Olhe que eu nunca fui de "olhar para os umbigos"... e muito menos para o meu!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


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